segunda-feira, 9 de maio de 2022

Celular vira caixa eletrônico

Os ladrões acabam ganhando vantagem nesta briga de gato e rato

    EBC
Infelizmente os ladrões entraram no circuito e passaram a furtar ou roubar celulares 


Luís Alberto Alves/Hourpress

Os criminosos acompanham a #tecnologia. Já é passado os batedores de carteira, que agiam dentro do transporte coletivo. Época em que não existiam #celulares, nem muito menos internet. Os telefones públicos (praticamente extintos) utilizavam fichas e depois cartões. Para a malandragem obter dinheiro precisava ameaçar a vítima com revólver calibre 38, porque poucos usavam pistolas automáticas.

Hoje, século XXI, o avanço da #tecnologia permite fazer depósitos, transferência, pagar contas, consultar saldo e até fazer compras por meio do #celular. Tudo usando um aplicativo. Não é preciso ir à agência para realizar diversas transações bancárias. Com a criação do #PIX, que nasceu no Banco Central, virou peça de museu optar pelos famosos Docs, que demoravam 24 horas para entrar na conta corrente.

Com o #PIX tudo é realizado em fração de segundos. Não importa onde esteja no Brasil quem vai receber o #dinheiro.  Tudo é rápido. Infelizmente os #ladrões entraram no circuito e passaram a furtar ou roubar #celulares para obter senhas dos aplicativos de contas correntes e sacar todo o dinheiro da vítima.

Conta

Por causa da #tecnologia, este tipo de telefone se transformou em caixa eletrônicos móveis. Visto que nestes aplicativos estão os dados financeiros das vítimas, inclusive quando há dinheiro na conta. Como existe pessoa que dá bola para o azar, não bloqueiam o #celular e quando são assaltadas, os bandidos já encontram de “mão beijada” os dados que precisam para limpar o que resta de #dinheiro naquela conta.

A #polícia faz o que se encontra ao alcance de suas mãos. Mas como o governo não investe em tecnologia digital, os ladrões acabam ganhando vantagem nesta briga de gato e rato. Montam estrutura dividindo as tarefas: existem os criminosos que atacam as vítimas nas ruas, furtando ou roubando o #celular; outros vão abrir o telefone, e transferir o #dinheiro para contas de “laranjas”.

O aumento dos #crimes levou os #bancos a criar mecanismos para impedir a rápida transferência de altos valores. E quando ocorre este tipo de ação, é a senha que o titular daquela conta corrente foi assaltado. Mas depois que o #dinheiro saiu da conta, é difícil reverter o prejuízo. A dica é avisar rapidamente o #banco para travar o acesso às informações daquele correntista. O problema é ter cabeça para pensar nisto quando alguém vira alvo de bandidos.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Ajude mais pessoas a ler o livro "O flagelo do desemprego"

 

Numa espécie de comunismo ao avesso, visto que o desemprego torna todos iguais

Redação/Hourpress

O livro “O flagelo do desemprego” lançado pelo jornalista Luís Alberto Alves, o Caju, em abril, que pode ser adquirido pela amazon.com. br, é mais do que economia real. Segundo o jornalista Vítor Nuzzi, repórter de economia e imprensa sindical há mais de 30 anos, a publicação é a realidade. “Pois quando lemos sobre o desemprego ou fechamento de uma fábrica, nem sempre lembramos que aqueles números são pessoas”, disse.

O desempregado é gente como você, ou eu, que saía de casa para trabalhar e se vê sem trabalho, sem recursos, sem respeito, sem chão. E a falta de trabalho, explica Vítor, pode desestruturar uma pessoa ou uma família. Nesta obra literária, Luís mostra com riqueza de detalhes o que pensa, sente e sofre um desempregado.

Num dos


capítulos, ele compara a demissão após muitos anos de empresa como um divórcio; quando é obrigado a encerrar a relação, neste caso profissional. Os minutos passados no sindicato de sua categoria, onde ocorre a homologação, é semelhante à sala do juiz, quando o documento liquidando aquele casamento é assinado por marido e mulher.

Coração

Em outro capítulo, Luís escreve com detalhes os momentos de tristeza e vergonha, quando o desempregado, por causa das circunstâncias, é obrigado a telefonar para os amigos em busca de socorro financeiro, sob ameaça de corte de água, luz ou até mesmo despejo, quando paga aluguel. Sem exercer a profissão de médico, ele descreve que as mãos transpiram, a pulsação do coração aumenta, a saliva some da boca e até a voz ameaça não sair neste tipo de situação.

Neste relato direto, Luís mostra os olhos de um desempregado (que procura uma vaga), as pernas de um desempregado (que se desloca para todo lugar em busca de uma vaga) e os dilemas de quem encontra apenas portas fechadas. Numa espécie de comunismo ao avesso, visto que o desemprego torna todos iguais, não importando a profissão, idade, cor ou sexo, a falta de um trabalho fixo tortura o emocional e joga pólvora nos relacionamentos sentimentais.

Em 2021, o Brasil fechou o ano com taxa média de desemprego de 13,2%, a segunda maior série história do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com uma imensa massa de informais, que compõem 40% da população ativa. No mundo todo, são mais de 200 milhões de desempregados, de acordo com dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho).  São pessoas, que de uma forma ou de outra, aparecem representadas neste livro “O flagelo do desemprego”.

Serviço: “O flagelo do desemprego”, livro com 80 páginas, pode ser adquirido na plataforma amazon.com.br ou diretamente com o autor, Luís Alberto Alves, o Caju, no whatsapp (11) 95691-4434. Palestras a respeito deste assunto podem ser agendadas neste mesmo número.

Também é possível contribuir com a Vakinha.com. br neste link O livro “O flagelo do desemprego” lançado pelo jornalista Luís Alberto Alves, o Caju, em abril, que pode ser adquirido pela amazon.com. br, é mais do que economia real. Segundo o jornalista Vítor Nuzzi, repórter de economia e imprensa sindical há mais de 30 anos, a publicação é a realidade. “Pois quando lemos sobre o desemprego ou fechamento de uma fábrica, nem sempre lembramos que aqueles números são pessoas”, disse.

O desempregado é gente como você, ou eu, que saía de casa para trabalhar e se vê sem trabalho, sem recursos, sem respeito, sem chão. E a falta de trabalho, explica Vítor, pode desestruturar uma pessoa ou uma família. Nesta obra literária, Luís mostra com riqueza de detalhes o que pensa, sente e sofre um desempregado.

Num dos capítulos, ele compara a demissão após muitos anos de empresa como um divórcio; quando é obrigado a encerrar a relação, neste caso profissional. Os minutos passados no sindicato de sua categoria, onde ocorre a homologação, é semelhante à sala do juiz, quando o documento liquidando aquele casamento é assinado por marido e mulher.

Coração

Em outro capítulo, Luís escreve com detalhes os momentos de tristeza e vergonha, quando o desempregado, por causa das circunstâncias, é obrigado a telefonar para os amigos em busca de socorro financeiro, sob ameaça de corte de água, luz ou até mesmo despejo, quando paga aluguel. Sem exercer a profissão de médico, ele descreve que as mãos transpiram, a pulsação do coração aumenta, a saliva some da boca e até a voz ameaça não sair neste tipo de situação.

Neste relato direto, Luís mostra os olhos de um desempregado (que procura uma vaga), as pernas de um desempregado (que se desloca para todo lugar em busca de uma vaga) e os dilemas de quem encontra apenas portas fechadas. Numa espécie de comunismo ao avesso, visto que o desemprego torna todos iguais, não importando a profissão, idade, cor ou sexo, a falta de um trabalho fixo tortura o emocional e joga pólvora nos relacionamentos sentimentais.

Em 2021, o Brasil fechou o ano com taxa média de desemprego de 13,2%, a segunda maior série história do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com uma imensa massa de informais, que compõem 40% da população ativa. No mundo todo, são mais de 200 milhões de desempregados, de acordo com dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho).  São pessoas, que de uma forma ou de outra, aparecem representadas neste livro “O flagelo do desemprego”.

Serviço: “O flagelo do desemprego”, livro com 80 páginas, pode ser adquirido na plataforma amazon.com.br ou diretamente com o autor, Luís Alberto Alves, o Caju, no whatsapp (11) 95691-4434. Palestras a respeito deste assunto podem ser agendadas neste mesmo número.

Também é possível contribuir através da vakinha.com.br para a impressão de mais livros pelo link Livro O flagelo do desemprego | Vaquinhas online (vakinha.com.br)

terça-feira, 3 de maio de 2022

Tony Tornado mostra que idoso não é sinônimo de morte

 

O corpo pode estar cansado, mas a mente permanece acelerada

Aos 91 anos, Tony Tornado esbanja energia


Luís Alberto Alves/Hourpress

No último final de semana o cantor Tony Tornado, durante apresentação em programa de televisão, mostrou que idoso não é sinônimo de morte. Aos 91 anos esbanjou muita energia ao cantar um de seus hits “Podes crer, amizade” que fez grande sucesso nos bailes na década de 1970.  Tornado dançou como se tivesse menos de 30 anos, com bastante energia, deixando a plateia surpresa.

Atualmente quem passa dos 40 anos de idade é visto pela atual sociedade, como alguém à beira da morte, sem qualquer energia. Um zero à esquerda! No mercado de trabalho, que tanto prega igualdade, os trabalhadores acima dos 4.0 são vistos como inúteis. Alguém sem qualquer serventia. A cereja do bolo são os jovens, entre 19 e 28 anos. A experiência acumulada é algo descartável, como se o “pai Google” fosse a salvação da lavoura.

Nenhuma discriminação é boa. Mas é dolorido ver um homem ou mulher, que após vários anos criando os filhos, quando chega a velhice, é abandonado num asilo, porque na visão desses filhos se tornaram “peso morto”. É uma pessoa que reclama de tudo, não gosta de ver nada errado e passa a incomodar. Para silenciá-los, logo os depositam nestes tristes lugares.

Vida

A nossa sociedade, principalmente a atual, considera que idoso é sinônimo de problema. Ficam doentes por qualquer coisa. Não conseguem permanecer acordado a noite inteira. Qualquer barulho os incomoda. Gostam de comparar a época de hoje com a que vivenciou a sua juventude. Tem “olhar clínico” que deixa qualquer adolescente e jovem sem ação. Nas famosas visitas de namorados ou namoradas conseguem identificar a índole má em fração de segundos, por causa das aulas na escola da vida.

O corpo pode estar cansado, mas a mente permanece acelerada. Relembram fatos históricos. Ao ouvir algum artista fabricado pelas redes sociais, logo a sua mente traz à tona alguém que apareceu com idêntica proposta musical e logo sumiu. Quem se lembra hoje do então famoso “Bonde do Tigrão”, que massacrava os ouvidos dos adolescentes no início da década de 2000? E o hit “Ana Júlia”, da mesma época? E do lixo disfarçado de novela que nos últimos 22 anos suja as telas dos televisores?

No esporte, os adolescentes do século XXI ficam abismados com Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo. Para eles, são o máximo ou até deuses do futebol! Atletas meteoros, que nunca ganharam uma Copa do Mundo. É nesta hora que o idoso relembra o gênio da ponta-direita, Garrincha; os mestres Ademir da Guia brilhando no Palmeiras da década de 1970, Pelé deixando os adversários sem rumo, nos de 1960 e início de 1970; Zico brilhando no Flamengo e Paulo Roberto Falcão tratando a bola, como se fosse uma dama, tamanha intimidade.

Música

Outro hábito de velho é gostar de ouvir boas músicas. Lógico que netos e filhos, quando ainda o suporta dentro de casa, em vez de despachá-lo para o asilo, nunca entenderão a beleza da voz de Gal Costa cantando “Baby”, gravada no final da década de 1960 ou mesmo o hit de Roberto Carlos, “Sua estupidez”, onde acompanhada apenas de um violão, dá um show de interpretação. Ou mesmo ouvir Jorge Benjor, na época que ainda era chamado de Jorge Ben, rasgando o coração na célebre “A princesa e o plebeu”, em seu primeiro disco de vinil, gravado em 1963!

O que dizer da eletrizante “Breezin´”, onde George Benson se imortalizou no vinil gravado em 1976.  Lindos solos de guitarra na sua famosa Gibson “buchuda”, que passados mais de 40 anos, ainda sacode qualquer plateia. E do sax de George Israel na canção “Os outros” no álbum da banda Kid Abelha em 1986? E o sanfoneiro Sivuca na sua magnífica “Feira de Mangaio”, gravada no final da década de 1970, ao lado de Clara Nunes?

Velho também se recorda da banda Earth, Wind & Fire cantando a balada “Reasons”, gravada no já distante 1975, numa verdadeira aula de canto. O mesmo se aplica a Gilberto Gil relembrando a dor da separação da esposa amada Sandra, quando escreveu a linda canção “Drão” em 1981? E os então rapazes do grupo Kool and The Gangs, na magnifica “Ladies Night” de 1979? O que dizer da maravilhosa “Easy”, que os Commodores explodiram nas paradas de sucesso de 1977 de todo o mundo?

Geração

Todos esses artistas citados acima ainda se encontram vivos, porém com mais de 60 anos ou perto dessa idade. Será que eles, assim como Tony Tornado, podem ficar dentro da lata de lixo das vaidades da atual geração? Continuarão discriminados, como pessoas sem qualquer importância, porque agora entraram na galeria dos idosos? A parte do mundo reservada a eles é o quarto solitário de um asilo? Ou indiferença dentro de casa, onde não é permitido que falem a respeito de qualquer assunto?

Estudos revelam que a partir da década de 2040, caso nenhum maluco destrua este planeta com armas nucleares, o Brasil terá 30% de sua população composta de idosos. Como os governantes vão agir? Construirão campos de concentração disfarçados de asilo e colocarão essa parcela de brasileiros ali dentro? E dentro das casas, como essa questão será tratada? O mercado de trabalho permanecer com essa miopia de achar que pessoas acima de 40 anos são descartáveis?

Para desespero dos jovens do século 21, quem nasceu em 2000 terá 40 anos daqui 18 anos! Como reagirão ao entrar nesta idade que liquida com a vida profissional de muitos trabalhadores? Mesmo criados numa sociedade tecnológica, sentirão o peso da discriminação que os seus pais passam hoje, às vezes dentro de casa, ao lado deles. Por mais avançada que seja uma sociedade, a tecnologia nunca irá superar a experiência de vida. O aprendizado talhado nas dores dos erros. No Brasil existem milhões de Tony Tornados....

Luís Alberto Alves, é jornalista e editor do blogue Cajuísticas.

 Ademir da Guia

Ademir da Guia ● The Divine - YouTube

Garrincha

Garrincha - 30 Dribles Mágicos do Anjo de Pernas Tortas! - YouTube

Pelé jogando

PELÉ • Melhores Gols, Dribles e Passes - YouTube

Paulo Roberto Falcão

Paulo Roberto Falcão, the King of Rome | Skills, Technique and Goals - YouTube

Gal costa, Baby

 Baby - YouTube

Gal Costa, "Sua Estupidez"

GAL COSTA - SUA ESTUPIDEZ - YouTube

Jorge Benjor "A Princesa e o plebeu"

A Princesa E O Plebeu - YouTube

 George Benson, “Breezin´ "

Breezin' - YouTube

  Kid Abelha, “Os outros"

Kid Abelha - Os Outros - YouTube

Sivuca, “Feira de Mangaio”

Sivuca e Clara Nunes - Feira de Mangaio (1978) - YouTube

Earth, Wind & Fire, “Reasons”

Earth, Wind & Fire - Reasons (Official Video) - YouTube

Gilberto Gil, "Drão"

Gilberto Gil - Drão - YouTube

Kool and the Gangs, "Ladies Night"

kool and the gang ladies night - YouTube

Commodores, "Easy"

The Commodores - "Easy" (1977) - YouTube

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Vladimir Putin está louco!

  Outros alegam que a guerra na Ucrânia é o pano de fundo para os Estados Unidos destruir a Rússia

   Twitter

A intenção de Putin erra assassinar Guterres e o presidente da Ucrânia, Zelensky


Luís Alberto Alves/Hourpress

Bombardear Kiev, durante a visita do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, nesta quinta-feira (28) é a prova de que o ditador russo, Vladimir Putin, perdeu a juízo. Ele sabia que Guterres estaria reunido com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Talvez estivesse tentando assassinar ambos.

O representante da ONU deixou bem claro que não vai desistir de lutar para final da guerra entre Rússia e Ucrânia, além de trabalhar com medidas imediatas para salvar vidas e reduzir o sofrimento daquela nação.

Infelizmente a internet é terra de ninguém. Algumas pessoas escrevem besteiras que considero absurdas. São aqueles adeptos da teoria da conspiração. Repetem o mantra de que na siderúrgica onde estão cercados soldados e civis na Mariupol, ali existe um laboratório de armas biológicas.

Otan

Outros alegam que a guerra na Ucrânia é o pano de fundo para os Estados Unidos destruir a Rússia, usando a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) como isca. Não querem reconhecer que Vladimir Putin é doido. Levou as Forças Armadas de seu país para uma “roubada”. Já perdeu cerca de 20 mil soldados e teve parte do seu arsenal destruído.

Conseguiu colocar o mundo civilizado contra si, num boicote sem precedentes. O sistema financeiro russo perdeu a sintonia ao ser excluído do Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). Fora deste sistema, nenhum banco da Rússia consegue enviar ou receber informações no mercado internacional de valores.

A birra de Putin provocou a saída de inúmeras multinacionais do seu país. O resultado disto é aumento do desemprego. A taxa de juros subiu de 9% para 20% numa canetada, como recurso para impedir a dilapidação do sistema financeiro. Parte da população, enquanto pode, retirou o seu dinheiro existente nos bancos.

Moscas

Apelou para a censura como recurso para impedir que a população saiba o que está acontecendo na Ucrânia. Como não existe nada que fique escondido durante muito tempo que não seja descoberto, aos poucos o povo russo descobre que jovens recrutados pelo Exército estão morrendo iguais as moscas nos combates com os ucranianos.

Pior: inúmeros feridos estão com medo de retornar à Rússia, pois correm o risco de enfrentar fuzilamento. A fome, corrupção e falta de profissionalismo são as marcas do Exército de Vladimir Putin na Ucrânia. A frota, que no dia 24 de fevereiro, era vendida como máquina de destruição rápida virou sucata. Se estivesse diante do armamento sofisticado dos países que compõem a Otan, o massacre ocorreria rapidamente.

Putin ameaça com armas nucleares caso a temperatura aumente. Papo furado! Ele sabe que o seu parceiro, a China, já disse que essa hipótese não deve ser usada. É igual furar o piso do navio que está transportando refugiados. Este barco é o planeta Terra. O problema é que estamos diante de um louco. Esse é o risco que todos nós corremos.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas

Consagração da Rússia e Ucrânia, por quê?

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Soldados ucranianos na luta contra os russos

Dom Pedro Carlos Cipollini -- Bispo de Santo André

Alguém disse que os buracos negros, estudados pela Física, fornecem perspectiva da nossa insignificância. O filósofo Blaise Pascal, inventor da máquina de calcular, observa que a principal doença do homem é a curiosidade inquieta das coisas que ele não pode conhecer. No entanto, sabemos que o ponto alto da inteligência humana é saber que não se consegue saber tudo, há limites. Não só a constatação da nossa incapacidade de conhecer o Universo da matéria nos interpela, mas também a percepção do mistério de um mundo invisível, real e espiritual. E aqui me vem à mente a frase mil vezes repetida de Saint-Exupéry: “O essencial é invisível aos olhos”.
 

Ao vermos pela televisão a imensidade da destruição que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia provoca, mais facilmente avaliamos os danos materiais. Nesta loucura da guerra, porém, há um imenso dano invisível, um imenso dano espiritual que vai secando a seiva da árvore da humanidade. Com todo respeito aos que não acreditam, o ser humano tem uma “alma” de valor infinito, uma consciência que jamais morrerá, e que adentra a eternidade, quando passa pela porta da morte. A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivo, afirmou Aristóteles.
 

Tudo isto reflito porque é muito normal pensarmos a guerra em termos econômicos ou perdas materiais. Raramente pensamos a partir do mistério que nos envolve por dentro e por fora de nossa existência. Não me refiro somente ao mundo dos sentimentos, já que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Refiro-me ao mundo interior, mundo do mistério que habita em nós e que na Sagrada Escritura, nos Evangelhos, Jesus chama de “Pai”. Um Deus Pai criador que não abandona a sua criação, embora não seja escravo das leis da mesma, que ele criou, pelo que podemos sim falar em milagre. Por outro lado, Deus respeita nossa liberdade.


Guerra
 

A partir do reconhecimento da existência do Mistério, da Revelação de Deus aos seres humanos que Ele criou por amor, e redimiu através de Jesus Cristo, seu Filho feito homem, é que podemos falar em “consagração”. O Papa Francisco convidou as pessoas de fé e as pessoas de boa vontade a se unirem a ele na consagração da Rússia e Ucrânia a Deus pelas mãos de Nossa Senhora de Fátima, a mãe de Jesus, Filho de Deus. Assim ele coloca na frente da humanidade suplicante pelo fim da guerra, a Maria de Nazaré, que aceitou colaborar com Deus na história da salvação. 


Ela aceitou a missão de ser mãe de Jesus, o redentor, e por isso também mãe dos redimidos. Foi a primeira que acreditou, sendo fiel até o fim. O evento de Fátima recorda-nos a primazia de Deus, em um mundo que aos poucos vai se esquecendo Dele. Dizer primazia de Deus quer dizer primazia do ser humano também, criado à sua imagem e semelhança. Sem Deus o homem não se explica, se complica.
 

Consagrar a Deus estas duas nações, através do Imaculado Coração de Maria, é olhar esta guerra num nível mais alto, profundo e misterioso. O mundo do transcendente, mundo espiritual, esta “eletricidade” que ninguém vê, mas nos envolve o tempo todo e nos ilumina a partir de dentro. Esta consagração é um chamado a ver este conflito por outro ângulo, o das coisas que valem a pena, daquilo que permanece. E o que permanece é o que pertence a Deus, tudo o mais está fadado a desfazer-se em nada. Pertencer é o significado de consagração. De fato, consagrar significa “separar para”, tornar sagrado, e no caso aqui, tem o sentido de reservar para Deus. Fazer voltar a ser de Deus o que o homem lhe rouba espalhando a morte.


Vaidade
 

E o que é de Deus, o que pertence a Ele? A vida, a paz, a fraternidade universal, a civilização do amor. Tudo isto não só é plano de Deus, Reino de Deus como diz a Bíblia, mas é aspiração mais profunda do ser humano, quando não está embebedado pela busca do poder, ganância e vaidade.
 

O pedido do Papa Francisco, ao consagrar a Ucrânia e a Rússia à intercessão da Mãe de Jesus é chamar à consciência de que o verdadeiro poder é o poder de Deus que se difunde pelo amor que gera vida, e não pela violência que gera morte. E Maria por ter aceito a missão de mãe do Filho de Deus, pode agir para que Ele seja acolhido como salvador, pois “Ele é a nossa Paz”, diz o apóstolo São Paulo. O mundo espiritual pode assim intervir na realidade da história, colaborando com a humanidade para ajudá-la na sua realização.
 

Esta consagração é uma chamada a respeitar a ordem estabelecida por Deus e impressa na consciência de cada pessoa. Consciência de que, com a guerra todos perdem e se perdem, com a paz todos ganham e se salvam. A reconstrução material depois de uma guerra é relativamente rápida. A reconstrução moral e espiritual demora gerações para acontecer, dado que, com a guerra há uma degradação profunda que atinge o espiritual. E aqui cabe a pergunta de Jesus: “O que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mt 16,26).
 

E é justamente a força interior de cada um e de cada povo, é a força espiritual que pode proporcionar a esperança, capaz de fazer renascer a vida onde foi espalhada a morte. Consagrar é acreditar na força das sementes do bem, espalhadas no coração do homem, sementes que passando pela morte, ao morrerem, fazem brotar a vida.

 

Como chegamos à crise entre Executivo e Judiciário

 Havia um clima de que estava havendo um combate à corrupção sistêmica no Brasil

   EBC

Sérgio Moro deixou o governo fazendo acusações contra Bolsonaro


Francisco Gomes Júnior

De início, bom esclarecer que este texto não tem caráter político, mas quer abordar fatos ocorridos que acabaram gerando a crise institucional que o país atravessa. Não se quer tomar partido de nenhum dos lados, mas dizer verdades sobre todos mesmo sob o risco de desagradá-los.

Condenado em várias instâncias por corrupção e outros crimes, Lula não concorreu nas eleições de 2018 e foi preso em abril daquele ano. Em decorrência da Lava-Jato, foi exposto o Petrolão (escândalo envolvendo diretores da Petrobrás de nomeação política) que levou à cadeia muitos políticos de variados partidos, como PT (Partido dos Trabalhadores) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Havia um clima de que estava havendo um combate à corrupção sistêmica no Brasil e a punição dos envolvidos confirmava isso.

Nessa atmosfera de combate à corrupção e rejeição às velhas práticas políticas, foi eleito Jair Bolsonaro. Iniciou-se o mandato com nomes técnicos nomeados para Ministérios e sem o tradicional loteamento de cargos de primeiro escalão. Entretanto, ao perceber que com essa composição não iria contar com uma maioria parlamentar que desse segurança para chegar ao final do mandato, Bolsonaro cedeu a seus conselheiros militares e fez uma série de composições políticas com o denominado Centrão.

Moro

Frustrou-se a expectativa inicial de eliminar a velha política.  Com a ida de Sérgio Moro para o governo, a operação Lava Jato começa a desacelerar e suspeitas começam a surgir sobre a imparcialidade do juiz que, após julgar opositores a Bolsonaro, acabou aceitando fazer parte do governo dele. Falava-se muito que Moro teria aceitado o cargo diante de uma promessa para ocupar uma das vagas futuras no STF (Supremo Tribunal Federal), versão desmentida pelo governo e por Moro.

No Judiciário, em abril de 2019, foi instaurado Inquérito pelo Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, para investigar a existência de notícias falsas contra membros da Corte Constitucional. O próprio Ministro Toffoli nomeou como relator do Inquérito o Ministro Alexandre de Moraes. Desde a abertura do inquérito muito se questionou sobre sua legalidade e o Ministério Público por meio da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, requereu o arquivamento da investigação por considerá-la inconstitucional.

O Ministro Alexandre de Moraes recusou o arquivamento e deu seguimento às investigações, levando a questão da validade do Inquérito à votação do plenário do STF. Deu-se aval para a continuidade das apurações e validou-se os atos passados. A partir de então, uma série de operações foram deflagradas e conduzidas pela Polícia Federal atingindo empresários, influenciadores digitais e parlamentares, a maioria deles apoiadores do governo Bolsonaro.

STF

Em novembro de 2019, em uma reviravolta do STF, considera-se a prisão em segunda instância ilegal e Lula é liberado da prisão. Partidários de Lula criticam o STF por tê-lo impedido de concorrer nas eleições de 2018 e partidários do governo e outros setores da sociedade ficam com  sensação de insegurança jurídica e impunidade.

Em abril de 2020, Sérgio Moro deixou o governo fazendo acusações contra o Presidente, reclamando de interferência do Presidente junto à Polícia Federal. A Lava Jato é praticamente enterrada para novas apurações e surgem gravações clandestinas denominadas como Vaza Jato, que demonstram condutas reprováveis do Juiz Moro. Com isso, Ministros do STF que reprovavam a operação começam a explicitar que a operação foi toda conduzida de forma ilegal, com atropelo das leis e procedimentos.

Chega 2021 e o Presidente adota um tom político agressivo, comparecendo a manifestações que defendem intervenção militar e acusando o STF de ativismo judicial. Os ânimos ficam acirrados até o dia 7 de setembro, mas não há ruptura. Governo e STF vivem uma trégua por meses, mas o país está polarizado, não entre partidos políticos, mas entre o Executivo e o Judiciário.

Fiel

Deixando paixões de lado, é óbvio que Bolsonaro abandonou o discurso que o elegeu. Não é um novato antissistema, mas um político do velho sistema. Decepcionou muitos, mas manteve uma parcela do eleitorado fiel e que se mantém engajado através das mídias sociais.

O Judiciário, por sua vez, deu andamento ao inquérito com vício de origem, decretou depois de 5 anos a incompetência e imparcialidade de Moro para julgar as ações de Lula. Ajudou a instalar uma visão de que privilegia a impunidade, corroborada ainda pela soltura de um conhecido traficante. Passou a ser criticado por governistas e a ser alvo de constantes recursos da oposição. Perdeu credibilidade.

Óbvio que o Executivo tem as suas justificativas políticas para seus atos, assim como o Judiciário tem leis que justificam suas decisões. Mas o fato é que, com exceção daqueles seguidores menos críticos que tudo aceitam, há uma frustração com o Executivo e com o Judiciário. 

Motivos

E agora, em novo round da “guerra”, o Judiciário julga e condena um deputado com base em investigação realizada no inquérito com vício de origem e o Executivo decreta uma graça (indulto individual) anulando a condenação. Ao que tudo indica, não teremos um consenso entre as partes. Assistindo a tudo, um Legislativo pouco ativo que se alia ao Executivo por interesses questionáveis e mantém interlocução com o Judiciário por motivos idem.

Como dito, este texto não opina, não toma partido, apenas relata. Há muito mais a relatar, mas a extensão do texto não permite. Continuemos acompanhando o jogo político, a fogueira das vaidades, o oportunismo e aguardando o próximo dia 7 de setembro. 

Francisco Gomes Júnior - Sócio da OGF Advogados. Presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor