quarta-feira, 8 de julho de 2026

Justiça decide manter prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ)

     Polícia Federal


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* Márcio Canella foi preso ontem e passou por audiência de custódia

Agência Brasil

O ex-prefeito Márcio Canella, preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, passou nesta quarta-feira (8) por audiência de custódia e vai permanecer preso à disposição da Justiça Federal.

Canella já foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. O político era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense e deixou o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.

Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, após os agentes federais encontrarem no carro do investigado um fuzil, considerado arma de guerra de uso restrito. Na casa do político,  foram localizadas ainda outras armas, munições e relógios de luxo.

Lavagem

Além do político, foi alvo também de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim.

A ação visava desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

O Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF indicou que o esquema do grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, informou, em nota, a PF.

 

 

 

 

 

Alunas vencem concurso internacional com projeto sobre câncer de mama

    EBC


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É a primeira vez que uma equipe brasileira vence o ISS Journey

Agência Brasil

Equipe brasileira formada por alunas do 8º e 9º ano do Colégio Ser, de Jundiaí, no interior paulista, conquistou o primeiro lugar no ISS Journey, programa internacional que desafia estudantes a desenvolverem experimentos científicos para serem realizados em condições de microgravidade. 

Nesta edição, mais de 70 equipes brasileiras participaram da competição e apenas dez chegaram à fase final. Esta foi a primeira vez que uma equipe brasileira vence, agora composta pelas alunas Beatriz Marques Herculano (14 anos), Giovanna Machado Tasso (14 anos), Lavínia Carboni Berti (14 anos) e Sara Lourenço Panico (15 anos) .

As alunas apresentaram a pesquisa com foco no câncer de mama e o projeto irá para experimento na Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão prevista para setembro e outubro de 2026. O ISS Journey é promovido pela International School, programa de ensino bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foudation. O objetivo é conectar estudantes à ciência espacial por meio da elaboração de experimentos reais que podem gerar contribuições para a pesquisa científica.

Células

Chamado Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário, o projeto vencedor busca investigar como a ausência de gravidade influencia a comunicação entre células relacionadas ao câncer de mama por meio do secretoma, conjunto de substâncias liberadas pelas células para se comunicar.

A expectativa é compreender se as alterações provocadas pela microgravidade podem abrir novos caminhos para pesquisas e tratamentos da doença, que afeta uma em cada oito mulheres ao longo da vida.

O experimento desenvolvido pelas estudantes será enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), onde será realizado em condições de microgravidade. Paralelamente, um experimento controle será conduzido na Terra para permitir a comparação dos resultados.

Mama

A análise permitirá compreender como o ambiente espacial afeta a comunicação entre as células estudadas e poderá gerar informações relevantes para futuras pesquisas sobre o câncer de mama. Os resultados também podem contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre os impactos da microgravidade em processos biológicos complexos.

Ao longo da jornada, as estudantes receberam mentoria especializada de um comitê científico da International School e apresentaram seus projetos durante o Science Days, evento que reuniu as equipes finalistas e especialistas da área.

Como parte da premiação, as alunas participaram na última semana de junho de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, onde tiveram contato com cientistas, especialistas da área aeroespacial e astronautas. A experiência ampliou a dimensão da conquista, que ultrapassa o âmbito escolar e passa a representar também a ciência brasileira em um cenário internacional.

Quando quatro gerações dividem o crachá



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O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade 


*Cláudio Pepeleascov

Nos últimos anos, acompanhamos de perto uma mudança expressiva no mercado de trabalho: pela primeira vez, quatro gerações compartilham o mesmo ambiente – baby boomers, geração X, millennials e geração Z. E isso está criando desafios para os setores de recursos humanos das empresas, afinal, não é um detalhe demográfico, mas um hall de pensamentos, estilos e objetivos diferentes.

Trata-se, portanto, de uma transformação no jeito de atrair, engajar e reter pessoas. Cada grupo vive momentos de vida distintos e enxerga valor em coisas diferentes. É por isso que pacotes de benefícios engessados ou “tamanho único” deixaram de funcionar.

Nesse contexto, ganharam destaque os benefícios flexíveis, que, em pouco tempo, se tornaram a resposta mais pragmática para conciliar preferências sem inflar custos ou criar programas paralelos que ninguém usa.


Motivo

O movimento já aparece nas escolhas dos profissionais. De acordo com a pesquisa global de Atitudes sobre Benefícios 2024, da WTW, que ouviu mais de mil trabalhadores brasileiros, de 29 setores, 58% dos entrevistados destacaram os pacotes de benefícios como um dos motivos para escolher a empresa; e, também, 58% afirmaram que eles são um bom motivo para permanecer na companhia.

Ainda de acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados podem alterar ou mudar seus pacotes de benefícios totalmente, enquanto 20% possuem alguma capacidade para essas mudanças. Ou seja, 41% ainda seguem sem alternativa, mostrando que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Contudo, é inegável que os dados comprovam que a personalização saiu da vitrine e foi para a régua de decisão, tanto para quem aceita uma proposta quanto para quem decide ficar. E isso explica por que, em mercados competitivos, empresas com arranjos flexíveis tendem a reduzir turnover, encurtar tempo de contratação e melhorar engajamento nos programas de saúde e bem‑estar.


Trilhas

Quando uma empresa adota um modelo de benefícios flexíveis, ela substitui a lógica de opções fixas, permitindo que cada pessoa organize a própria cesta. Quem cuida de familiares prioriza rede e serviços de saúde; quem está no início de carreira busca jornadas mais digitais, saúde mental e mobilidade; quem está no meio da vida profissional procura previsibilidade de custos, proteção financeira e acesso a trilhas de bem‑estar. O ponto central é dar escolhas relevantes sem perder governança.

E a flexibilidade só funciona com método. Para programas como esse serem bem‑sucedidos, devem contar com a escuta ativa, entendendo o uso real e as preferências de cada grupo. Surge, então, o conceito de Smart Benefits, que implica não só na oferta flexível por parte de uma empresa, mas também na análise aprofundada do perfil de cada trabalhador, melhores opções para empregados e empresa e um desenho profundo, integrado e amparado por dados do cenário atual. É nesse ponto que entram as consultorias, que serão capazes de enxergar esse todo.

A convivência de quatro gerações empurra o tema de benefícios para o centro da proposta de valor ao empregado. Em vagas disputadas, candidatos comparam o grau de personalização e a clareza das regras, enquanto os profissionais já contratados decidem se permanecerão ou não de acordo com os pacotes que o acompanham. Benefícios flexíveis, quando bem desenhados, viram um sinal concreto de respeito às preferências, sem abrir mão de responsabilidade com o orçamento.

O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade e entrou de vez na pauta de talentos e resultados. Não se trata de oferecer tudo, e, sim, de organizar escolhas de forma inteligente, com dados, governança e simplicidade. Em um mercado em que quatro gerações constroem a mesma empresa, quem aprende a flexibilizar ganha vantagem competitiva. E quem coloca as pessoas no centro, com transparência e método, descobre que Smart Benefits não são apenas um custo a ser gerido, mas um ativo de reputação e desempenho.

 

Cláudio Pepeleascov, head de Saúde e Benefícios da WTW

Friagem e clima seco do inverno exigem cuidados com a saúde vocal

    Arquivo/Hourpress


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A primeira recomendação é manter uma boa hidratação

Redação/Hourpress

A chegada do inverno exige um cuidado maior com a saúde vocal, já que as mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar aumentam os casos de resfriados, alergias e irritações nas vias respiratórias, fatores que podem afetar o funcionamento das pregas vocais, de acordo com a fonoaudióloga Renata Guedes (CRFa 2-14640), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região.
 

"Isso ocorre porque as pregas vocais dependem de um controle adequado para funcionarem corretamente. Quando o ar está seco, todo o trato respiratório perde hidratação. Isso aumenta o esforço para falar, favorecendo sintomas como pigarro, desconforto na garganta, fadiga vocal e alterações na qualidade da voz", explicou a especialista. No entanto, ela conta que é possível evitá-los ou amenizá-los, se algumas medidas simples forem tomadas no dia a dia.


A primeira recomendação é manter uma boa hidratação. "Beber água durante o dia todo ajuda a manter as pregas vocais hidratadas, principalmente em ambientes com baixa umidade", afirma Renata Guedes. Ainda que a quantidade recomendável por pessoa possa variar de acordo com fatores como peso, faixa etária e condições físicas, estima-se que o consumo diário necessário de água seja entre dois e três litros.


Outra dica da fonoaudióloga conselheira do CREFONO2 é realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, cerca de três vezes ao dia. Ela promove a hidratação de todo o trato nasal, fluidifica as secreções, protege as vias respiratórias e mantém o trato vocal mais livre das secreções e do famoso “pigarro”.

A lavagem nasal pode ser realizada em crianças, adultos e idosos, sendo especialmente importante para os profissionais que dependem da voz. “Além de proporcionar uma boa respiração nasal, também influencia na qualidade vocal, oferecendo mais conforto ao falar e cantar.”


Por fim, Renata Guedes recomenda uso de máscara para proteger o nariz e a garganta do ar frio, como também reduzir o consumo de bebidas muito quentes ou muito geladas "E, se estiver com sintomas de gripe, rouquidão há mais de 15 dias, pigarro constantes, agende uma consulta com especialista (fonoaudiólogo e/ou médico otorrinolaringologista) para obter o tratamento mais adequado", concluiu a fonoaudióloga.

Dez melhores cursos para fazer na adolescência e começar a construir o futuro profissional

    IA


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Especialista da Prepara IA destaca as formações que ajudam jovens a desenvolver habilidades, conquistar o primeiro emprego e explorar diferentes áreas de atuação

Redação/Hourpress

A adolescência é uma fase marcada por descobertas, escolhas e muitas dúvidas sobre o futuro. Entre elas, uma das mais comuns é decidir qual caminho profissional seguir. Embora essa definição nem sempre aconteça cedo, investir em cursos de qualificação pode ser uma estratégia importante para desenvolver competências, ampliar oportunidades e ganhar mais segurança na hora de planejar a carreira.

 

Segundo uma pesquisa realizada pelo IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) em parceria com o Itaú Educação e Trabalho, mais de 60% dos jovens brasileiros entre 14 e 21 anos ainda não sabem qual profissão desejam seguir. Ao mesmo tempo, a busca por cursos profissionalizantes cresce como forma de preparação para o mercado de trabalho e para a tomada de decisões futuras.

 

Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, a adolescência é o momento ideal para experimentar diferentes áreas de conhecimento. “O jovem não precisa ter todas as respostas agora. O mais importante é desenvolver habilidades que serão úteis em qualquer profissão e conhecer possibilidades que possam despertar novos interesses”, afirma.

 

Leonardo Andreolli listou os 10 cursos mais recomendados para adolescentes que desejam se preparar para o futuro.

 

1. Informática

O domínio das ferramentas digitais é praticamente obrigatório no mercado de trabalho. Cursos de informática ensinam o uso de programas como Word, Excel e PowerPoint, além de conceitos de navegação segura e organização de arquivos.

 

2. Inglês

Considerado um diferencial competitivo em diversas áreas, o inglês amplia oportunidades acadêmicas e profissionais, além de facilitar o acesso a conteúdos e tecnologias globais.

 

3. Administração

Ideal para quem gosta de organização e gestão, o curso apresenta conceitos de finanças, planejamento, atendimento ao cliente e rotinas administrativas, servindo como base para diferentes carreiras.

 

4. Design Gráfico

Voltado para jovens criativos, ensina a desenvolver peças visuais, identidade de marca e conteúdos para redes sociais utilizando ferramentas amplamente adotadas pelo mercado.

 

5. Marketing Digital

Com a expansão do ambiente online, profissionais que entendem de redes sociais, produção de conteúdo e estratégias digitais estão cada vez mais valorizados. O curso também pode abrir portas para trabalhos autônomos.

 

6. Programação

Uma das áreas mais promissoras da atualidade, a programação desenvolve raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas. Além disso, prepara os jovens para oportunidades em tecnologia e inovação.

 

7. Atendimento ao Cliente

A habilidade de se comunicar bem é essencial em qualquer profissão. O curso ensina técnicas de relacionamento, atendimento e resolução de conflitos, competências valorizadas em diversos setores.

 

8. Vendas

Mais do que comercializar produtos, vender envolve negociação, comunicação e entendimento das necessidades do cliente. Essas habilidades podem ser aplicadas em diferentes áreas profissionais.

 

9. Excel

Muito requisitado em funções administrativas, financeiras e de gestão, o Excel é uma ferramenta indispensável para análise e organização de dados, tornando-se um diferencial para quem busca o primeiro emprego.

 

10. Empreendedorismo

O curso estimula a criatividade, a autonomia e a capacidade de transformar ideias em projetos. Mesmo para quem não pretende abrir um negócio, o pensamento empreendedor é valorizado pelas empresas.

 

Antes de fazer uma matrícula, Leonardo Andreoli recomenda que o adolescente reflita sobre seus interesses e objetivos. “Vale observar quais atividades despertam mais curiosidade, quais habilidades já fazem parte da rotina e como essas competências podem ser aplicadas no mercado. O importante é dar o primeiro passo e entender que o aprendizado é um processo contínuo”, pondera.

 

Segundo o especialista, cursos que desenvolvem competências digitais, comunicação e pensamento analítico tendem a gerar benefícios em qualquer trajetória profissional. “O mercado muda rapidamente, mas quem investe em conhecimento, tecnologia e desenvolvimento pessoal estará sempre mais preparado para aproveitar as oportunidades que surgirem. Uma recomendação bônus é focar em como utilizar a Inteligência Artificial, uma ferramenta que vem sendo amplamente utilizada de diferentes formas e em diversos setores. Além de enriquecer o currículo, a qualificação na adolescência pode ajudar na conquista do primeiro emprego, na escolha mais consciente de uma futura graduação e no desenvolvimento de habilidades que acompanharão o jovem ao longo de toda a vida profissional”, finalizou Andreoli

sábado, 27 de junho de 2026

Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos mensais, por causa de ociosidade em salas cirúrgicas

Arquivo/Hourpress


 Radiografia da Notícia

Esse peso financeiro confere ao setor uma responsabilidade central na saúde financeira do negócio hospitalar

Redação/Hourpress

No ecossistema da saúde, a sustentabilidade financeira e a excelência clínica travam uma batalha diária por equilíbrio. Dentro da estrutura de um hospital geral, nenhum ambiente materializa esse desafio de forma tão intensa e dramática quanto o Bloco Cirúrgico. Conhecido tradicionalmente como a linha de frente do salvamento de vidas, o Centro Cirúrgico (CC) assume o papel de "coração econômico" da instituição. Sob a perspectiva de volume, as admissões cirúrgicas respondem por 60% das admissões hospitalares; sob a ótica financeira, no entanto, elas consomem ou direcionam mais de 40% de todos os custos com internações. Destes 40%, o centro cirúrgico sozinho responde a aproximadamente 15% de todo o custo hospitalar.

 

Esse peso financeiro confere ao setor uma responsabilidade central na saúde financeira do negócio hospitalar: qualquer oscilação em sua produtividade impacta imediatamente na última linha do resultado econômico da instituição. O grande paradoxo reside no fato de que a mesma alta complexidade tecnológica e de recursos humanos que gera margem e prestígio institucional atua como um biombo que esconde "custos invisíveis" e desperdícios crônicos. Em cenários de inflação médica ascendente e transição de modelos de remuneração (do fee-for-service para modelos baseados em valor), a ineficiência no centro cirúrgico deixou de ser um problema puramente administrativo para se tornar uma ameaça à própria viabilidade da assistência ao paciente.

 

Ao analisar o desempenho macro dos blocos cirúrgicos no Brasil com suporte nos dados consolidados do Boletim de Indicadores Planisa (1), constata-se uma métrica alarmante: uma taxa média de ociosidade que atinge 61%. Isso significa que, na maior parte do tempo disponível operacional, a estrutura física mais cara do hospital permanece vazia ou subutilizada.


Retração

 

Para contextualizar a gravidade da situação, a Planisa observou a evolução histórica do indicador de número de cirurgias por sala por dia: em 2019, registravam-se 2,6 procedimentos/sala/dia e, após seis anos, em 2025, permanecem os mesmos 2,6 procedimentos/sala/dia.

 

A retração na produtividade registrada no último ano para a média de 2,6 cirurgias diárias por sala acende um sinal de alerta máximo para os executivos da saúde. Este declínio torna-se ainda mais grave quando associado ao fato de que o custo da hora do centro cirúrgico sofreu um incremento superior a 50% no mesmo ciclo histórico (2019-2025). Ou, em termos práticos: manter uma sala cirúrgica aberta está significativamente mais caro, mas estamos realizando o mesmo volume de procedimentos dentro dela.

O que fazer quando a criança é picada por formiga?

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 Radiografia da Notícia

* Dor, vermelhidão e coceira são os sintomas mais comuns, mas algumas espécies podem provocar reações alérgicas graves
 

Redação/Hourpress


A picada de formiga em crianças é comum, especialmente durante brincadeiras em jardins, parques e áreas externas. Embora, na maioria das vezes, provoque apenas desconforto local, algumas crianças podem apresentar reações inflamatórias mais intensas ou até quadros alérgicos que exigem atendimento médico imediato. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, destaca como identificar as picadas e o que fazer em caso de acidentes.
 

De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Pequeno Príncipe, as crianças podem desenvolver um processo inflamatório mais acentuado após a picada, com vermelhidão e inchaço no local afetado. “Além disso, a coceira intensa pode levar a criança a arranhar a pele repetidamente, causando escoriações e aumentando o risco de infecções secundárias.”
 

Quais são as formigas mais perigosas do Brasil?

Segundo o Instituto Butantan, há mais de 13 mil espécies de formigas catalogadas no mundo, 2 mil delas são nativas do Brasil. As mais perigosas são aquelas que possuem ferrão e injetam veneno, causando dor intensa e, em alguns casos, reações alérgicas graves.
 

A formiga-bala (Paraponera clavata) é considerada a formiga com a picada mais dolorosa do mundo. Classificada como nível 4+ na Escala de Dor de Schmidt, sua ferroada injeta a neurotoxina poneratoxina, que provoca dor intensa e inchaço. Em casos mais críticos, também pode causar aumento da frequência cardíaca e reações sistêmicas.
 

Já a formiga lava-pés (Solenopsis spp.) representa maior risco para a população por ser frequentemente encontrada em áreas urbanas e rurais. Ela é extremamente agressiva. Sua picada causa sensação de queimadura, vermelhidão e inchaço. Em pessoas alérgicas, o veneno pode desencadear reações graves, incluindo choque anafilático.
 

Como identificar picada de formiga em crianças?

Os sinais e sintomas costumam aparecer poucos minutos após a picada e variam conforme a espécie da formiga e a sensibilidade da criança, mas geralmente ocorre:

  • vermelhidão;
  • coceira;
  • dor;
  • inchaço;
  • bolhas.

Entretanto, algumas crianças podem apresentar reações alérgicas intensas, com inchaço generalizado, dificuldade para respirar, queda de pressão e choque anafilático em casos extremos.
 

O que fazer em caso de picada de formiga em crianças?

Ao perceber-se uma picada de formiga em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:

  • lave o local com água e sabão;
  • coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
  • evite coçar para não infectar;
  • nunca tente apertar ou sugar o local;
  • em caso de reação alérgica intensa, procure atendimento médico imediatamente.

Como prevenir os acidentes?

A prevenção envolve alguns cuidados simples:

  • oriente que a criança não mexa com formigas;
  • evitar que a criança ande descalça em locais com formigueiros;
  • mantenha alimentos armazenados corretamente dentro de casa;
  • controle frestas, buracos e focos de infestação no ambiente doméstico.
  • Com essas medidas, é possível reduzir significativamente o risco de acidentes e garantir mais segurança para as crianças.

O que uma queda pode revelar sobre a saúde da pessoa idosa


Arquivo Hourpress


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* Especialistas alertam que episódios aparentemente simples podem indicar fragilidades ainda não identificadas


Redação/Hourpress
 

No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) chama atenção para um dos principais desafios para a saúde, a autonomia e a qualidade de vida da população idosa. Embora ainda seja comum associar quedas ao envelhecimento, especialistas reforçam que elas não são uma consequência natural da idade e, em muitos casos, podem ser prevenidas.
 

“Esse é um dos maiores mitos relacionados ao envelhecimento: envelhecer não significa necessariamente cair. Embora ocorram algumas mudanças fisiológicas ao longo da vida, as quedas não devem ser consideradas normais ou inevitáveis. Na maioria das vezes, elas resultam da combinação de diferentes fatores de risco que podem ser identificados e tratados”, afirmou Isabela Oliveira Azevedo Trindade, fisioterapeuta, especialista em Gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG.
 

Segundo a especialista, toda ocorrência deve ser investigada, mesmo quando não há lesões aparentes. “A queda costuma ser um evento sentinela. Ela pode indicar perda de força muscular, alterações de equilíbrio, efeitos adversos de medicamentos, problemas visuais, doenças neurológicas, cardiovasculares e até declínio cognitivo. Mais importante do que tratar as consequências é compreender por que ela aconteceu para evitar novos episódios”, explicou.
 

Entre os principais fatores associados ao aumento do risco, estão perda de força muscular, sarcopenia, alterações da marcha e do equilíbrio, sedentarismo, uso de múltiplos medicamentos, doenças crônicas e déficits visuais e auditivos. “Quando falamos em quedas, estamos falando também sobre preservação da autonomia. Um único episódio pode desencadear perda de independência, redução da mobilidade, necessidade de cuidadores, isolamento social, sintomas depressivos e piora significativa da qualidade de vida. Após uma fratura importante, especialmente de quadril, muitas pessoas idosas não conseguem recuperar completamente o nível funcional que tinham antes”, alertou Isabela.,

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Violência contra as mulheres deve ser combatida na raiz

Arquivo/Hourpress


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Os números são estarrecedores!

*Clau Camargo

Ao terminar de ler este artigo, o tempo foi suficiente para uma mulher ter sido violentada no Brasil. Em seguida, ao ler pela segunda vez, haverá uma outra vítima. Este é o ritmo de violência contra as mulheres que estamos vivendo no país. Dados recém-divulgados pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, apontam que as unidades de saúde em todo o Brasil receberam por dia, em 2025, cerca de 900 meninas ou mulheres que foram vítimas de violência interpessoal, ou seja, em situações que envolvem o uso intencional de força ou poder em relações diretas. Os números são estarrecedores!
 

Sancionada há 20 anos, a Lei Maria da Penha (11.340/2026) é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três legislações mais avançadas do mundo no combate à violência doméstica e familiar. Mesmo assim, pelo que os números mencionados acima demonstram, não tem sido o suficiente para intimidar os agressores. De Norte a Sul do Brasil, todos os dias nos deparamos com casos e mais casos de feminicídio no noticiário, sem qualquer distinção de classe social, etnia, raça, religião, orientação sexual, idade ou grau de escolaridade. São mulheres sofrendo todos os tipos de violência simplesmente por serem mulheres.


Além, é claro, da necessidade de se fazer justiça por cada vítima, penalizando os culpados por seus atos de violência com todo o rigor que a nossa legislação permite, precisamos urgentemente buscar meios de reverter essa situação, de garantir plena segurança às mulheres de forma realmente efetiva. Ou seja, tratar a causa e não a ferida. Para isso, precisamos trabalhar com foco especial na prevenção e, assim, evitar que novos casos sejam registrados. Mas não existe uma fórmula pronta ou solução simples para ser colocada em prática. Também não há como encontrar uma saída de forma isolada.


Social


Portanto, ainda que seja dever do Estado coibir a violência contra a mulher, sua eliminação depende da participação de todos. Para resolver este problema é imprescindível que haja uma articulação entre políticas de segurança pública e demais instituições, como saúde, educação e desenvolvimento social. Entre outras iniciativas a serem adotadas, pode-se inserir o tema da violência contra as mulheres nos currículos escolares de maneira multidisciplinar; criar políticas públicas com medidas integradas de prevenção; ou a realização de campanhas educativas para a sociedade em geral (empresas, instituições públicas, órgãos governamentais, ONGs etc.).


Fato é que só vamos conseguir reverter esse quadro quando enfrentarmos as raízes do problema: o machismo naturalizado, a desigualdade, o silêncio e a cultura de tolerância à agressão. Prevenir é educar, conscientizar e romper padrões antes que a violência aconteça. Porque nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para ter seus direitos reconhecidos.

 

* Clau Camargo é advogada, autora e primeira-dama do município de Arujá.

sábado, 16 de maio de 2026

Geração Z: jovens brasileiros estão mais tradicionais nos relacionamentos

 Arquivo/Hourpress


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Levantamento do happn mostra uma geração dividida entre a fadiga digital e desejos tradicionais: 53% não veem benefícios em relacionamentos abertos

Luís Alberto Alves/Hourpress

Uma nova pesquisa do happn, o aplicativo de relacionamentos da vida real, revelou um raio-X dos hábitos de namoro da Geração Z no Brasil, desmistificando mitos sobre mudanças nas estruturas de relacionamento. Apesar de todo o hype em torno da não-monogamia, os resultados mostram uma geração que permanece na tradição: 55% se identificam como estritamente monogâmicos e mais da metade (53%) não vê benefício em relacionamentos abertos. Essa abordagem também vem acompanhada de uma forte autocrítica, já que 36% dos respondentes veem a própria geração como desinteressados em compromisso e 30% a descrevem como confusa sobre o amor.
 

A pesquisa também destaca uma mudança significativa em direção a relacionamentos mais intencionais, nos quais a clareza é a nova medida de atração. Para a Geração Z, a transparência sobre o que uma pessoa está procurando é agora tão importante quanto a aparência física, com 34% priorizando intenções claras na hora de dar o like. Esse desejo por honestidade é uma resposta direta às "red flags" modernas: o comportamento mais detestado é a demora intencional para responder mensagens para parecer desinteressado (35%), seguido de linguagem agressiva ou preconceituosa, que é um fator decisivo para o desinteresse para 35% das mulheres. Consequentemente, o objetivo principal para esses jovens não é necessariamente um relacionamento sério ou uma ficada casual, mas sim conexões "sem pressão" (35%), permitindo que elas evoluam organicamente.


Real
 

O bem-estar digital também é um pilar central da Geração Z: quase metade dos jovens (47%) admite que as redes sociais impactam negativamente sua visão sobre o amor, porque podem incentivar expectativas tóxicas e idealizadas. Essa fadiga digital pode explicar a adoção cautelosa de novas tecnologias: embora 83% ainda não tenham integrado a IA em suas vidas amorosas, muitos usuários a estão utilizando como uma consultora de relacionamentos. Em vez de apenas gerar cantadas, eles aproveitam a IA para buscar conselhos comportamentais (47%) e usam ferramentas no próprio aplicativo, como o Perfect Date, para planejar encontros (21%), demonstrando o desejo de usar a tecnologia para estreitar a lacuna entre o match digital e a conexão no mundo real.
 

“Esses resultados nos mostram uma geração que está navegando em um paradoxo profundo: eles estão digitalmente sobrecarregados, mas são profundamente tradicionais em seus desejos centrais. Os solteiros da Geração Z são muito intencionais em suas escolhas e querem que sua experiência de relacionamento permaneça transparente e humana, priorizando a responsabilidade no mundo real em vez do 'hype' de novos rótulos. No happn, estamos comprometidos em ajudá-los a redescobrir essas conexões autênticas e locais”, finalizou Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.


Violência infantil começa cada vez mais cedo e atinge principalmente bebês e crianças com até 6 anos

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 Radiografia da Notícia

Dados de atendimento do maior e mais completo hospital pediátrico do país reforçam que a primeira infância concentra a maioria dos casos de violência

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

Ela não sabe falar. Não consegue pedir ajuda. Depende totalmente de quem deveria protegê-la. E, mesmo tão vulnerável e incapaz de qualquer autonomia, sofreu violência sexual no ambiente doméstico. Esse triste exemplo retrata uma das 637 crianças e adolescentes atendidos pelo Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, em 2025, por suspeita de violência. A criança mais nova trazida à instituição no ano passado, com indícios de abuso sexual, foi uma bebê que tinha apenas 6 meses de vida. Em outro caso, um bebê de 10 dias precisou ser internado sob cuidados intensivos, com múltiplas lesões físicas. Situações extremas — mas que estão longe de ser isoladas.

 

Os dados mostram um padrão alarmante: esse tipo de agressão contra crianças começa cada vez mais cedo, concentra-se justamente na fase de maior vulnerabilidade e é cometida por quem deveria zelar por elas. Dos atendimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência pelo Hospital em 2025, 67% tinham até 6 anos de idade. Esse número evidencia que a primeira infância é hoje o principal grupo de risco e revela uma realidade silenciosa: crianças que ainda não conseguem compreender ou relatar a violência dependem exclusivamente do olhar atento e da ação de adultos próximos para serem protegidos.

 

Quando a violência acontece onde deveria existir proteção

E não só começa cedo — acontece dentro de casa. Em 2025, 70% das ocorrências atendidas pelo Hospital (considerando crianças até 6 anos de vida) foram registradas como violência intrafamiliar, envolvendo pessoas próximas à criança. Esse contexto torna o problema ainda mais complexo, já que muitas vítimas convivem diariamente com o agressor.

 

Além disso, os episódios raramente são isolados. Em 70 casos envolvendo a primeira infância, os profissionais conseguiram identificar, por meio de marcas ou lesões, que não foi a primeira vez que aconteceu. A agressão se repete — prolongando o sofrimento e agravando as consequências no desenvolvimento físico e emocional.
 

A violência que mais se repete — e mais se esconde

Entre todos os tipos de agressão, a sexual segue como a mais recorrente e a mais devastadora. Em 2025, ela representou 64% dos atendimentos realizados pelo Hospital Pequeno Príncipe. E, novamente, os dados apontam para a primeira infância: dos 425 casos, 305 vítimas desse tipo de violação tinham até 6 anos de idade. São crianças que, na maioria das vezes, não conseguem relatar o que aconteceu — o que torna as situações ainda mais invisíveis e difíceis de interromper.

 

Violência afeta o desenvolvimento cerebral na infância

Quando a violência começa tão cedo — e muitas vezes se repete dentro do ambiente familiar —, os impactos vão muito além do momento da agressão. A ciência já demonstra que a violência na primeira infância não é apenas um evento pontual.

 

De acordo com o Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, situações de abuso, negligência ou violência geram o chamado “estresse tóxico”, que pode alterar a arquitetura do cérebro em formação, prejudicando funções essenciais como memória, aprendizagem e controle emocional.

 

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a violência na infância está associada a prejuízos no desenvolvimento cognitivo, dificuldades escolares e maior probabilidade de problemas de saúde mental ao longo da vida.

 

“A violência sofrida na primeira infância pode ter impacto profundo e duradouro no desenvolvimento da criança, porque esse é um período de intensa maturação cerebral. Por isso, proteger a criança nos primeiros anos é uma medida essencial de promoção de saúde e desenvolvimento”, avaliou o neuropediatra Anderson Nitsche, do Hospital Pequeno Príncipe.

 

Na prática, isso significa que a violência não termina quando o episódio acaba. Ela pode comprometer o crescimento e a saúde emocional da criança e perpetuar ciclos de vulnerabilidade na vida adulta.

 

Duas décadas de enfrentamento à violência

Em um cenário que se mantém, o Hospital Pequeno Príncipe já ultrapassou dez mil atendimentos de crianças e adolescentes em situação de risco nas últimas duas décadas — um crescimento de 126% na série histórica e um indicativo da persistência da violência contra esse público.

 

Diante dessa realidade, o principal desafio não é somente tratar as vítimas, e sim interromper o ciclo da violência. A proteção da infância exige uma rede ativa: familiares, professores, profissionais da saúde, cuidadores, vizinhos, poder público e toda a sociedade.

 

É nesse contexto que a Campanha Pra Toda Vida, do Hospital Pequeno Príncipe, completa 20 anos em 2026 como uma das principais iniciativas do país no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Criada para romper o silêncio e incentivar a denúncia, a campanha evoluiu e hoje se consolida como um movimento contínuo de proteção, baseado em dados, produção de conhecimento e atuação integrada com a rede de cuidado.

 

Referência, o Hospital Pequeno Príncipe atua não só no acolhimento das vítimas, mas também na formação de profissionais, no compartilhamento de informações, na geração de evidências e na mobilização da sociedade.

 

Em 2026, com o mote “Proteger a infância é um compromisso de todos”, a iniciativa reforça que enfrentar a violência contra crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva — e urgente.

 

“O Pequeno Príncipe chama atenção para a importância de todos os atores sociais estarem atentos ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Quando a violência atinge crianças tão pequenas, estamos falando de uma realidade que depende da ação de todos. Pela pouca idade, muitas vezes a criança não consegue identificar os maus-tratos nem pedir ajuda, o que torna essencial um olhar atento para interromper essas situações”, finalizou a diretora-executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

Fim da escala 6x1: emendas buscam manter 44 horas de jornada para atividades essenciais

 


Radiografia da Notícias

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

Duas emendas apresentadas para a proposta que reduz a jornada de trabalho (PEC 221/19) buscam manter a carga de 44 horas para atividades essenciais e estabelecer um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor.

Nesta sexta-feira (15), a discussão sobre a mudança aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte da agenda do programa Câmara pelo Brasil.

O prazo para a apresentação de sugestões à Proposta de Emenda à Constituição 221/19, em análise na Câmara, já terminou. As atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que apresentou uma das duas sugestões, também estabeleceu uma redução de contribuições sociais das empresas, inclusive para o FGTS, como forma de compensação pelos custos da redução da jornada.

A proposta original em análise por uma 
comissão especial da Câmara também prevê um prazo de dez anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais.

O entendimento da comissão com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é diferente. Haveria uma redução para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem perdas salariais.

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), PEC 8/25, que também está sendo analisada, fala em 360 dias para uma redução para 36 horas semanais.

Ricardo Rimoli / Câmara dos Deputados
Porto Alegre (RS). Câmara pelo Brasil. Dep. Leo Prates (REPUBLICANOS - BA)
Leo Prates: "É a reforma da qualidade de vida das pessoas"

Debate
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, esteve na audiência pública em Porto Alegre e disse que o setor calcula um aumento de 7 a 8% no preço das refeições por conta principalmente da garantia de dois dias de folga na semana.

Ele disse que a mudança não pode entrar em vigor imediatamente como vêm defendendo os representantes dos trabalhadores.

“Tem que haver uma transição. Noventa dias não vai resolver. Seria uma discussão muito açodada. E a gente precisa ter transição maior. Não sei responder qual o tempo ideal, precisamos de estudos que falem dos custos”, ponderou.

Para o deputado Leo Prates, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores deve melhorar a produtividade das empresas.

“É a reforma na qualidade de vida das pessoas, é a reforma no futuro do país. Porque muitos falam em família, mas como você tem família sem presença?”

A deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) também disse que ninguém quer prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar que as pessoas tenham tempo para viver.

O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão especial e as votações na comissão e no Plenário da Câmara devem ser realizadas na semana seguinte.


Comissão aprova novas regras para afastar agressores de vítimas no serviço público

Arquivo Hourpress



Radiografia da Notícia

* Proposta altera a Lei Maria da Penha e segue em análise na Câmara

,Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera a Lei Maria da Penha para definir regras de afastamento entre agressor e vítima quando ambos atuarem no serviço público.

As medidas valerão para casos em que a vítima, ou parentes próximos dela, e o agressor trabalhem no mesmo órgão ou quando a mulher precise frequentar o local habitualmente por razões profissionais.

A principal mudança determina que a administração pública deverá afastar o agressor do convívio com a vítima por meio de sua movimentação funcional, como remoção, redistribuição, cessão ou requisição, enquanto durar a medida protetiva.

Remoto

Quando essa movimentação não for possível, por falta de vagas, órgãos disponíveis ou demanda de trabalho, a vítima poderá escolher se ela ou o agressor exercerá as atividades em regime de trabalho remoto.

“Nesses casos específicos, os interesses da administração pública (eficiência no ambiente de trabalho) e da servidora agredida (estabilidade emocional na vida cotidiana) serão respeitados”, afirmou a relatora da proposta, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO).

Ela recomendou a aprovação da versão (
substitutivo) acatada anteriormente na Comissão de Administração e Serviço Público para o PL 3396/24, da deputada Camila Jara (PT-MS). O texto original obrigava a remoção automática do agressor servidor público federal do mesmo órgão onde trabalha a vítima, durante a vigência de medida protetiva.

Futura

O substitutivo trouxe mudanças para ampliar e tornar a futura lei mais eficaz na proteção das mulheres, sem causar prejuízos ao serviço público. O texto aprovado estabelece que a movimentação se aplicará a todas as esferas da administração pública (federal, estadual e municipal).

A proposta proíbe ainda qualquer relação de chefia entre agressor e vítima, inclusive no teletrabalho.

Próximas etapas
O projeto será ainda analisado, em 
caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e, depois, ser sancionado pela presidência da República.




quarta-feira, 29 de abril de 2026

Fim das lojas físicas? Economista analisa crise nos shoppings

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop

O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais

Redação/Hourpress

O cenário do varejo brasileiro atravessa uma transformação estrutural sem precedentes. O tradicional passeio ao shopping ou a visita à loja de rua estão sendo substituídos pela conveniência do TikTok Shop, Mercado Livre e Amazon.

 

De acordo com o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o movimento é global e irreversível. "Não é apenas o consumidor brasileiro, é o consumidor ocidental. O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce", afirmou o especialista.

 

Dados do estudo E-commerce Trends 2026 revelam que 78% dos consumidores faz a maioria das suas compras pelo smartphone. Mais do que uma ferramenta de pesquisa, o celular tornou-se a vitrine definitiva. O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop, que movimentou R$ 1,2 bilhão em menos de um ano de operação no Brasil.

 

Mendlowicz destaca que celebridades e influenciadores, como Neymar Jr. e Viih Tube, estão capitalizando essa tendência com transmissões ao vivo que faturam milhões em poucas horas. "Essas vendas iriam para as lojas físicas espalhadas. Esse é o grande problema para o pequeno lojista que tem suas cinco ou dez lojas de calçados ou móveis", pontua o economista.

 

Crise reflete em queda de público nos shoppings

 

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam que:

 

  • O fluxo mensal de visitantes nos shoppings caiu 6,2% entre 2019 e 2025;
  • As vendas reais sofreram um recuo de 25% no mesmo período, já descontada a inflação;
  • Em 2025, a média de visitas foi de 471 milhões ao mês, ante os 476 milhões de 2024.

 

Atualmente, cerca de 59,4% dos brasileiros enxergam a loja física apenas como um espaço de experimentação e relacionamento, segundo a pesquisa Consumidor do Futuro do Serasa Experian. Durante o chamado showrooming, os consumidores testam o produto para depois finalizarem a compra online, muitas vezes de madrugada e fora do horário comercial.

 

Logística mais eficiente tem peso na tomada de decisão

 

Para Mendlowicz, o fim das lojas físicas não é absoluto. O economista acredita que os shoppings ainda resistem como centros de lazer e gastronomia, contudo, avalia que a logística tem peso na decisão de compra no varejo. "Vai ganhar quem tiver o produto do lado do cliente. Se o Mercado Livre me entrega em uma hora, eu compro. Gigantes como a Amazon já testam entregas em 15 minutos com frete grátis no Brasil, eliminando a última barreira que restava ao comércio físico: a gratificação imediata”, explicou.

 

Com a logística cada vez mais eficiente e independente dos Correios, o custo de oportunidade de se deslocar até uma loja, pagar estacionamento e enfrentar filas torna-se cada vez menos atraente para o consumidor moderno, destaca o Economista Sincero. "O sujeito que tinha lojas de calçado, móveis ou ótica vai ter que se virar. O desafio agora é puramente logístico e digital", concluiu Charles Mendlowicz.