quarta-feira, 29 de abril de 2026

Fim das lojas físicas? Economista analisa crise nos shoppings

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop

O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais

Redação/Hourpress

O cenário do varejo brasileiro atravessa uma transformação estrutural sem precedentes. O tradicional passeio ao shopping ou a visita à loja de rua estão sendo substituídos pela conveniência do TikTok Shop, Mercado Livre e Amazon.

 

De acordo com o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o movimento é global e irreversível. "Não é apenas o consumidor brasileiro, é o consumidor ocidental. O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce", afirmou o especialista.

 

Dados do estudo E-commerce Trends 2026 revelam que 78% dos consumidores faz a maioria das suas compras pelo smartphone. Mais do que uma ferramenta de pesquisa, o celular tornou-se a vitrine definitiva. O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop, que movimentou R$ 1,2 bilhão em menos de um ano de operação no Brasil.

 

Mendlowicz destaca que celebridades e influenciadores, como Neymar Jr. e Viih Tube, estão capitalizando essa tendência com transmissões ao vivo que faturam milhões em poucas horas. "Essas vendas iriam para as lojas físicas espalhadas. Esse é o grande problema para o pequeno lojista que tem suas cinco ou dez lojas de calçados ou móveis", pontua o economista.

 

Crise reflete em queda de público nos shoppings

 

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam que:

 

  • O fluxo mensal de visitantes nos shoppings caiu 6,2% entre 2019 e 2025;
  • As vendas reais sofreram um recuo de 25% no mesmo período, já descontada a inflação;
  • Em 2025, a média de visitas foi de 471 milhões ao mês, ante os 476 milhões de 2024.

 

Atualmente, cerca de 59,4% dos brasileiros enxergam a loja física apenas como um espaço de experimentação e relacionamento, segundo a pesquisa Consumidor do Futuro do Serasa Experian. Durante o chamado showrooming, os consumidores testam o produto para depois finalizarem a compra online, muitas vezes de madrugada e fora do horário comercial.

 

Logística mais eficiente tem peso na tomada de decisão

 

Para Mendlowicz, o fim das lojas físicas não é absoluto. O economista acredita que os shoppings ainda resistem como centros de lazer e gastronomia, contudo, avalia que a logística tem peso na decisão de compra no varejo. "Vai ganhar quem tiver o produto do lado do cliente. Se o Mercado Livre me entrega em uma hora, eu compro. Gigantes como a Amazon já testam entregas em 15 minutos com frete grátis no Brasil, eliminando a última barreira que restava ao comércio físico: a gratificação imediata”, explicou.

 

Com a logística cada vez mais eficiente e independente dos Correios, o custo de oportunidade de se deslocar até uma loja, pagar estacionamento e enfrentar filas torna-se cada vez menos atraente para o consumidor moderno, destaca o Economista Sincero. "O sujeito que tinha lojas de calçado, móveis ou ótica vai ter que se virar. O desafio agora é puramente logístico e digital", concluiu Charles Mendlowicz.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O que acontece com a Polícia Militar?


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Mulher é agredida por Policial militar em bairro da Zona Sul de São Paulo

Luís Alberto Alves/Hourpress

Em diversas regiões do Brasil estouram casos de agressões de policiais militares contra pessoas que moram em bairros da periferia. Homens, mulheres, adolescentes e às vezes até idosos. Numa delas, um homem com mais de 50 anos levou soco no rosto e desmaiou, caindo de sua bicicleta.

Em outro caso tenebroso, uma mãe ao ver o filho, ainda criança, sendo agredido por Pm, tenta socorrer a criança e também começa a apanhar. Em todo o Brasil, policiais militares agem iguais carrasco ou capitães do mato que caçavam os escravos fugitivos.

Nesta lista tenebrosa se inclui a mulher, mês de cinco filhos, executada com tiro à queima-roupa em Cidade Tiradentes, Zona Leste de SP. Para piorar essa situação, a vítima agonizou mais de 30 minutos no chão até a chegada do carro de resgate dos Bombeiros.

O marido e amigos foram impedidos de socorrê-la sob ameaça de arma de fogo. Qual o motivo de tamanha ira contra moradores residentes nas periferias? Por que a PM trata a população pobre e preta de forma violenta? É política de Estado? O povo sem dinheiro se tornou inimigo dos governantes? Algo está errado na formação de novos Policiais Militares, e isto precisa mudar rapidamente.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas, autor dos livros “Flagelo do Desemprego” e “Internet: pesadelo de quem comprar mercadoria online”

Menopausa e a pele: como manter saúde, hidratação e firmeza nessa fase

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A explicação está nos hormônios

* Cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele

* Público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde

Redação/Hourpress

Se tem uma fase da vida que traz mudanças silenciosas, e muitas vezes inesperadas para a pele, é a perimenopausa e a menopausa. O que antes funcionava na rotina de cuidados já não entrega os mesmos resultados, e sinais como ressecamento, perda de firmeza e manchas começam a aparecer com mais frequência.
 

A explicação está nos hormônios. Com a queda do estrogênio, a pele perde colágeno, fica mais fina e tem mais dificuldade de reter água. O resultado é uma pele mais sensível, menos viçosa e que exige novos cuidados. Não apenas no rosto, mas também no corpo, onde a flacidez, o ressecamento e a perda de elasticidade se tornam mais evidentes.
 

Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele e o bem-estar nessa fase da vida. Esse movimento acompanha uma mudança maior no comportamento feminino. Segundo o IBGE, o Brasil já soma cerca de 59 milhões de pessoas com mais de 50 anos, um público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde, autoestima e qualidade de vida. Não por acaso, avança a chamada “economia da longevidade”, que inclui cuidados estéticos e corporais.


Braços
 

Na prática, isso significa que a rotina precisa mudar e começar pelo básico. “Limpeza suave, hidratação intensa e proteção solar diária são fundamentais. Nessa fase, a pele perde capacidade de retenção de água e fica mais suscetível a danos externos, então reforçar a barreira cutânea é prioridade”, explicou o responsável técnico da Royal Face, Dr. Killian Cristof.
 

Esse cuidado deve se estender também ao corpo, com o uso de hidratantes mais potentes, estímulo à circulação e tratamentos que ajudem a manter a firmeza e a textura da pele em regiões como braços, abdômen e colo, áreas que também sofrem com as alterações hormonais.
 

Outro ponto importante é rever os produtos usados. Fórmulas muito agressivas tendem a sensibilizar ainda mais a pele, enquanto ativos hidratantes e regeneradores passam a fazer mais sentido. “A rotina passa a ser mais voltada à reparação e à manutenção da estrutura da pele, com antioxidantes, estimuladores de colágeno, hidratantes e fotoproteção”, orientou o especialista.


Facial
 

Esse novo olhar sobre o cuidado acompanha o crescimento do setor de estética, um dos mais fortes no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país está entre os líderes globais em procedimentos estéticos, com destaque para técnicas não cirúrgicas, como toxina botulínica e preenchimentos.
 

Mas, diferente de anos atrás, o objetivo mudou. “Hoje, as pacientes buscam melhora da qualidade da pele e não transformação facial. Naturalidade é um dos principais critérios de sucesso”, destacou.
 

Entre os tratamentos mais procurados nessa fase, tanto para o corpo quanto para o rosto, estão os bioestimuladores de colágeno (que ajudam a recuperar a firmeza da pele ao estimular a produção natural dessa proteína); os skinboosters (indicados para hidratação profunda e melhora da qualidade da pele); além de tecnologias como ultrassom microfocado, que atua na flacidez e ajudam a dar mais sustentação aos tecidos.

“Para melhores resultados, o mais indicado é combinar técnicas diferentes, que atuam em camadas e funções distintas da pele, proporcionando resultados progressivos e mais duradouros”, explicou.


Corpo
 

No caso do corpo, tecnologias e protocolos integrados, como o Royal Elegance da Royal Face, são utilizados para valorizar a beleza natural das pernas e minimizar efeitos de gorduras localizadas e celulites. O resultado é a melhora da firmeza, qualidade da pele e preservação do contorno corporal ao longo do tempo, especialmente em regiões mais suscetíveis à flacidez.
 

Com mais informação, as mulheres também chegam mais conscientes aos consultórios e com expectativas diferentes. A busca agora é por resultados sutis, progressivos e que respeitem a individualidade de cada rosto e corpo.
 

Além disso, o autocuidado deixou de ser visto apenas como estética e passou a ocupar um lugar importante na saúde emocional e na qualidade de vida. Nesse cenário, a prevenção ganha força. Cada vez mais mulheres começam a cuidar da pele antes mesmo da menopausa, apostando em protocolos que ajudam a preservar a firmeza e a hidratação ao longo do tempo.
 

Na Royal Face, essa abordagem inclui desde o uso preventivo de toxina botulínica até bioestimuladores de colágeno, skinboosters e tratamentos de hidratação profunda, sempre adaptados às necessidades de cada paciente.
 

E, mais do que um cuidado pontual, a lógica agora é de continuidade. “O envelhecimento é um processo contínuo, então o tratamento também deve ser. O acompanhamento permite ajustar protocolos e manter resultados naturais ao longo do tempo”, concluiu o Dr. Killian.

 

Gordura no fígado já atinge 30% da população mundial e preocupa especialistas

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No Brasil, o cenário também preocupa

O dado reforça o caráter silencioso da doença

Responsável por mais de 500 funções no organismo

Redação/Hourpress

A saúde do fígado entra em alerta global. Considerada uma das principais ameaças silenciosas da atualidade, a Doença Hepática Esteatótica Metabólica (MASLD), conhecida como gordura no fígado, já atinge cerca de 30% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e da Associação Europeia para o Estudo do Fígado.

No Brasil, o cenário também preocupa. Um levantamento do Instituto Datafolha em parceria com a Novo Nordisk mostrou que 62% dos brasileiros estão preocupados com a gordura no fígado, mas 61% nunca fizeram exames ou não sabem como identificar a condição. Apenas 7% receberam diagnóstico formal.


O dado reforça o caráter silencioso da doença, que pode evoluir sem sintomas para quadros graves como fibrose, cirrose e até câncer hepático.

“É uma condição que muitas vezes não dá sinais no início, mas que pode ter consequências sérias ao longo do tempo. O mais preocupante é que ela está diretamente ligada ao nosso estilo de vida, principalmente à alimentação e ao sedentarismo”, explica Dra. Patrícia Almeida Hepatologista, membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia e doutora pela USP.


O fígado sente o que está no prato


Responsável por mais de 500 funções no organismo, o fígado atua no metabolismo, na desintoxicação e na produção de proteínas essenciais. Ainda assim, costuma ser negligenciado até que surgem alterações.

Neste ano, o Dia Mundial do Fígado traz o tema “Alimento é Remédio”, destacando o impacto direto da alimentação na prevenção e no tratamento das doenças hepáticas.


“Cada escolha alimentar tem impacto direto no fígado. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar e gordura saturada favorecem o acúmulo de gordura no órgão. Por outro lado, uma alimentação equilibrada pode não só prevenir como ajudar a reverter o quadro nos estágios iniciais”, reforçou a especialista.


O fígado tem alta capacidade de regeneração. Estudos clínicos mostram que a redução de 5% a 10% do peso corporal já pode melhorar significativamente a função hepática, especialmente em pessoas com sobrepeso ou obesidade.


Entre os padrões alimentares mais indicados está a dieta mediterrânea, reconhecida por entidades como a Fundação Britânica do Fígado, que prioriza alimentos naturais, gorduras boas, peixes, vegetais e antioxidantes.

“Quando falamos que alimento é remédio, estamos falando de ciência. A alimentação tem um papel terapêutico real. Não é só prevenção, é parte do tratamento”, destacou Dra. Patrícia.


Desinformação ainda é um obstáculo


Apesar da alta prevalência, a doença segue subdiagnosticada. O levantamento do Datafolha também aponta que:

  • 66% dos brasileiros têm sobrepeso ou obesidade
  • 55% consomem bebida alcoólica regularmente
  • Apenas 44% procurariam um especialista diante de um diagnóstico

Para a hepatologista, o desconhecimento ainda é uma das principais barreiras. “Muitas pessoas só descobrem quando a doença já está avançada. Por isso, exames simples e acompanhamento médico são fundamentais, principalmente para quem tem fatores de risco como obesidade, diabetes ou consumo frequente de álcool.”


Pequenas mudanças, grande impacto


Embora fatores sociais e econômicos influenciem a alimentação, mudanças graduais já fazem diferença.

Reduzir o consumo de açúcar, evitar ultraprocessados, manter atividade física regular e buscar orientação profissional são medidas acessíveis que ajudam a proteger o fígado.

“O cuidado com o fígado não deve acontecer só em abril. Ele precisa ser diário. Quanto antes começamos, maiores são as chances de evitar complicações no futuro”, finalizou Dra. Patrícia Almeida.

Cuidado com excesso de carga e falhas em treino na academia de ginástica



 Radiografia da Notícia

Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) chama a atenção para a importância da prática segura de exercícios entre iniciantes e praticantes experientes

Na sequência, a barra com as anilhas cai, e outros alunos correm para ajudá-la

Na delegacia, a jovem disse que já estava acostumada a treinar com o peso de 180 quilos 


Redação/Hourpress

Nos últimos meses, notícias sobre acidentes em academias têm ganhado espaço na mídia, envolvendo desde iniciantes até fisiculturistas experientes. O mais recente aconteceu neste mês, no Distrito Federal. Uma jovem de 19 anos quebrou os dois joelhos quando tentava tirar a trava de segurança do aparelho usado para fazer elevação pélvica. No momento, a jovem praticava o exercício com 180 quilos de peso. Na sequência, a barra com as anilhas cai, e outros alunos correm para ajudá-la.

 

Na delegacia, a jovem disse que já estava acostumada a treinar com o peso de 180 quilos e que o cinto na região pélvica se soltou e desceu para os joelhos. Ela acredita que a trava de segurança se rompeu.

 

Em dezembro, um homem de 55 anos, de Pernambuco, morreu após a barra escapar de suas mãos e cai sobre o tórax, durante o exercício de supino reto com barra livre.

 

No fim de janeiro, um fisiculturista, no Piauí, sofreu uma ruptura do tendão quadricipital ao fazer o exercício leg press com uma carga de 400 kg.

 

Lesões provocadas por quedas de pesos, excesso de carga e falhas na execução dos exercícios acendem um alerta sobre os riscos da prática sem orientação adequada, supervisão profissional e respeito aos limites do próprio corpo - um cuidado necessário tanto para iniciantes quanto para praticantes experientes.

 

“Quando falamos de musculação, é importante entender que nem todo corpo responde da mesma forma à carga. O excesso de peso, a execução inadequada dos exercícios e a falta de orientação aumentam significativamente o risco de lesões, tanto em quem está começando quanto em praticantes experientes”, alerta o médico ortopedista membro da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. Alberto de Castro Pochini.

Segundo o especialista, a prática da musculação pode ter objetivos distintos e, por isso, exige cuidados diferentes. Enquanto o treino recreativo costuma estar associado à saúde e ao condicionamento físico, a prática competitiva envolve maiores sobrecargas e, consequentemente, mais riscos de lesões. “No esporte competitivo, a sobrecarga faz parte do processo, mas no treino recreativo o foco deve ser a adaptação do corpo, o respeito aos limites individuais e a progressão adequada da carga”, explica.

Para reduzir o risco de lesões, alguns cuidados simples fazem diferença no dia a dia da academia, como aumentar o peso de forma gradual, respeitar os intervalos de descanso, manter atenção à execução correta dos movimentos, além da supervisão de um profissional. A atenção a esses pontos é fundamental para garantir uma prática segura, com menor risco de acidentes e lesões, e melhores resultados ao longo do tempo.

 

Sobre a Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE)

 

A Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) é uma entidade sem fins lucrativos que reúne médicos ortopedistas e promove o avanço da artroscopia e traumatologia esportiva no Brasil por meio de educação, pesquisa e boas práticas.


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Incêndio em Ministério das Mulheres em Brasília deixa seis feridos

 EBC


Radiografia da Noticia

Explosão ocorreu durante manutenção em subestação de energia

Agência Brasil

O bloco C da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi evacuado na manhã desta terça-feira (25), após a explosão de uma subestação de energia no subsolo do prédio. No local, funcionam os ministérios da Igualdade Racial; das Mulheres; dos Povos Indígenas; e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Seis pessoas precisaram ser encaminhadas para atendimento hospitalar, uma delas com queimaduras graves.

Por volta de 9h40, uma equipe terceirizada fazia a manutenção da subestação, quando houve a explosão com princípio de incêndio. No momento, não há mais fumaça no interior do bloco, mas ele segue interditado pelas equipes de segurança.

A fumaça do incêndio ocupou alguns andares do prédio, que foi evacuado. O Corpo de Bombeiros atendeu 27 vítimas no local, a maioria com sintomas leves de intoxicação por fumaça. Das seis pessoas encaminhadas para os hospitais, três trabalham nos ministérios e outras três eram funcionários da empresa terceirizada, entre eles, a vítima de queimaduras.

O trabalhador teve queimaduras no tórax, braços, pernas e vias áreas, o que, segundo os bombeiros, é considerado uma queimadura mais grave. Todas as vítimas estavam conscientes e orientadas quando foram encaminhadas para atendimento hospitalar. As causas da explosão estão sendo apuradas.

Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que a ocorrência teve início com um curto circuito elétrico em razão da intervenção realizada e que as equipes de brigada atuaram de imediato seguindo o protocolo de evacuação. A Secretaria de Serviços Compartilhados do MGI, responsável pela gestão administrativa do bloco C, orientou aos trabalhadores que atuam no local que cumpram a jornada de hoje em teletrabalho.

Senado marca sabatina de Messias para 10 de dezembro



 Radiografia da Notícia

Advogado-geral da União foi indicado por Lula para vaga no STF

Agência Brasil

A sabatina de Jorge Messias, indicado a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), será realizada no dia 10 de dezembro, conforme informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-BA) nesta terça-feira (25).

Messias, atual advogado-geral da União, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 20 para ocupar a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal no mês passado. 

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado em votação no colegiado e no plenário da Casa, com aprovação de 41 senadores. 

Messias tem 45 anos e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória. 

O senador Otto Alencar informou que a leitura da mensagem da indicação de Messias ocorrerá no próximo dia 3 de dezembro, quando será concedida vista coletiva. O senador Weverton (PDT-MA) será o relator da indicação.

Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

Nascido no Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto do presidente.