segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Recicláveis viram dinheiro em nova estação inaugurada na Central de Abastecimento Leste

    IA


Radiografia da Notícia

* O compartimento funcionará de segunda a sábado, a partir das 8h

 

Redação/Hourpress

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), anuncia a inauguração de uma nova estação de troca de materiais recicláveis dentro da Central de Abastecimento Leste, em Vila Jacuí, na região de São Miguel Paulista. No ponto, é possível que qualquer um consiga monetizar sua reciclagem, colaborando com o meio ambiente e gerando uma renda extra a cada semana.

 

Na Estação Preço de Fábrica da Central de Abastecimento Leste, são aceitas a entrega de plástico PEAD, papelão, papel branco e papel cartão, embalagens longa vida, vidro transparente, âmbar e/ou verde, plástico PET verde e/ou transparente e até eletrodomésticos.

 

Entre os eletrodomésticos válidos para reciclagem, estão: refrigerador/geladeira, freezer, frigobar, adega climatizada, fogão, cooktop, forno elétrico e a gás, micro-ondas, coifa e depurador de ar, lava-louça, máquina de lavar, lava e seca, secadora e televisão (exceto TVs de tubo).

 

 

É necessário que a pessoa interessada baixe o aplicativo da Green Mining e faça um cadastro rápido dentro do app, disponível em celulares Android e iOS. A partir da efetuação da conta, o interessado deve trazer o material reciclável já limpo e separado e informar no app o material que está trazendo. O material será pesado e a pessoa receberá o comprovante de entrega com seu saldo.

 

 

A remuneração é determinada pela quantidade por quilo pesada dentro da unidade, com cada material tendo uma própria relação de valoração. Além disso, quando o saldo tiver mais de 10 reais, a pessoa automaticamente receberá o repasse via PIX cadastrado, que precisa ser o CPF do contribuinte, agendado para todas as sextas-feiras. A Green Mining promete que os repasses correspondem ao valor integral pago pela usina de reciclagem, sem intermediários envolvidos.

Confira a relação de preços:

  • Vídro âmbar: R$ 0,65 por quilo;
  • Vidro verde e outros: R$ 0,27 por quilo;
  • Papelão: R$ 0,65 por quilo;
  • Papel branco: R$ 0,50 por quilo;
  • Cartolina e papel-cartão: R$ 0,55 por quilo;
  • Longa Vida: R$ 0,65 por quilo;
  • PET transparente ou verde: R$ 2,30 por quilo;
  • PEAD Branco: R$ 1 por quilo;
  • PEAD Colorido: R$ 1 por quilo;
  • Eletrodoméstico: R$ 1 por quilo

 

Os resíduos coletados são encaminhados para empresas da cadeia produtiva de embalagens, que irão reincorporar os resíduos pós-consumo em suas produções fabris. Desta forma, são promovidos a economia circular, a valorização dos resíduos, fechamento de cadeia e o impacto positivo na sociedade e meio ambiente.

A estação é fruto da parceria da Prefeitura com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Green Mining, Unilever, ECOS da Natureza e a Electrolux Group. A estação na Central de Abastecimento Leste funcionará de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h.

 

 

Há uma unidade da Estação Preço de Fábrica no Mercado de Pinheiros, instalada desde 2023. Outros pontos ao redor da cidade podem ser conferidos no site oficial da startup. Até hoje, a Green Mining conseguiu poupar 22,1 mil toneladas de CO² emitidos na atmosfera e reciclar 16,7 mil toneladas de resíduos.

Acompanhe nossos serviços em nossos canais oficiais no Instagram e em nosso site oficial.

 

Serviço:

Estação Preço de Fábrica na Central de Abastecimento Leste

Endereço: Av. Imperador, 1900 - Cidade São Miguel Paulista, SP, CEP: 08050-000

Horário: 2ª a 6ª, das 8h às 17h; sábado, das 8h às 12h

Inscrição: via app Green Mining

Qual é o seu problema de estimação?



 Radiografia da Notícia

Neurocientista mostra como medo do desconhecido, padrões aprendidos e crenças limitantes podem fazer pessoas permanecerem em empregos, relacionamentos e situações que já não fazem sentido


Redação/Hourpress

“Pelo menos eu tenho um emprego.” “Ruim com ele, pior sem ele.” “Não está tão bom, mas poderia ser pior.” Frases como essas parecem apenas uma tentativa de enxergar o lado positivo das situações. Em alguns casos, porém, podem revelar um comportamento menos óbvio: o apego a problemas conhecidos, mesmo quando eles já provocam sofrimento.

É o que o neurocientista, psicanalista clínico e sexólogo Betto Alves chama de “problema de estimação”, situações ruins que permanecem na vida não necessariamente porque não exista possibilidade de mudança, mas porque o desconforto conhecido pode parecer mais seguro do que a incerteza de experimentar algo novo.

“Existe uma tendência de navegar por cenários que conhecemos, inclusive quando eles são ruins. A pessoa sabe como aquele relacionamento funciona, conhece as frustrações daquele emprego e aprendeu a conviver com determinado problema. A possibilidade de mudança traz algo que o cérebro não consegue prever e, para algumas pessoas, essa incerteza pode ser mais assustadora do que continuar sofrendo de uma maneira conhecida”, explicou Betto.

Segura

Segundo o especialista, esse comportamento pode atravessar diferentes áreas da vida e influenciar desde relacionamentos amorosos até decisões profissionais e financeiras. Em comum, está uma espécie de negociação interna que transforma a permanência em uma escolha aparentemente mais segura.

No relacionamento, pode aparecer em pensamentos como “ele não é carinhoso, mas pelo menos não me agride” ou “não sou feliz, mas tenho medo de ficar sozinho”. No trabalho, surge no “pelo menos estou empregado”, mesmo quando há insatisfação permanente e nenhuma perspectiva de crescimento. Em outras situações, ganha a forma de uma sentença: “isso é o que eu consigo”, “não é para gente como eu” ou “melhor não arriscar”.

Por que o conhecido pode parecer mais seguro?

Parte dessa resistência pode ser compreendida a partir dos mecanismos naturais de proteção do cérebro. Betto explica que estruturas relacionadas ao sistema límbico, como a amígdala, participam da identificação de ameaças e das respostas de defesa. Diante de situações novas e imprevisíveis, o organismo pode reagir com medo, ansiedade e estado de alerta.

“O cérebro não avalia apenas se uma mudança pode ser boa. Ele também tenta identificar os riscos envolvidos. O desconhecido exige novas respostas, enquanto o sofrimento conhecido já tem um roteiro. É por isso que, muitas vezes, sabemos racionalmente que determinada situação precisa mudar, mas emocionalmente encontramos inúmeras justificativas para permanecer nela”, afirmou.

O resultado pode ser uma contradição bastante comum: reclamar repetidamente de um problema e, ao mesmo tempo, resistir às possibilidades concretas de solucioná-lo. “Às vezes, a pessoa não está exatamente confortável onde está. Ela apenas está familiarizada. E familiaridade não é sinônimo de felicidade.”

Nem todas as barreiras começaram em você

Além dos mecanismos de proteção, crenças construídas ao longo da vida também podem interferir na tomada de decisão. Algumas são aprendidas dentro da própria família e atravessam gerações.

Frases como “filho de pobre não precisa disso”, “dinheiro não dá em árvore”, “casamento é assim mesmo” ou “trabalho é para pagar as contas, não para ser feliz” podem parecer comentários cotidianos, mas ajudam a construir referências sobre aquilo que uma pessoa acredita que pode desejar, conquistar ou merecer.

“Existem limites que nunca foram formalmente impostos, mas foram repetidos tantas vezes que passam a funcionar como verdades. A pessoa cresce acreditando que determinadas possibilidades simplesmente não pertencem a ela”, explicou Betto.

Com o tempo, essas crenças podem interferir nas escolhas e fazer com que oportunidades sejam descartadas antes mesmo de serem experimentadas.

Há ainda outra camada. Depois de conviver durante muito tempo com determinada dificuldade, algumas pessoas passam a organizar a própria rotina, as conversas e até a identidade em torno dela. É a relação que nunca funciona, o chefe que sempre é motivo de reclamação, a carreira que nunca muda ou o projeto que permanece indefinidamente no campo do “um dia eu faço”.

Nesses casos, resolver o problema também significa enfrentar uma pergunta desconfortável: como será minha vida sem ele? “Às vezes, abandonar um problema exige abandonar também uma versão de nós mesmos que aprendemos a ser. E isso explica por que determinadas mudanças, mesmo desejadas, podem provocar medo”, disse o especialista.

Como saber se você tem um “problema de estimação”?

Betto aponta alguns questionamentos que podem ajudar a identificar quando a familiaridade está pesando mais do que o desejo de mudança:

1. Você reclama repetidamente da mesma situação, mas rejeita todas as alternativas?
Quando toda solução parece impossível, arriscada ou inadequada, vale investigar se o obstáculo está apenas nas circunstâncias ou também no medo da mudança.

2. “Poderia ser pior” virou sua principal justificativa para permanecer?
Reconhecer aspectos positivos é diferente de usar a possibilidade de um cenário pior para tolerar indefinidamente aquilo que causa sofrimento.

3. Você sabe o que não quer, mas nunca consegue definir o que gostaria no lugar?
Quando a vida fica organizada apenas em torno de evitar perdas, sobra pouco espaço para construir novos desejos e possibilidades.

4. Você repete frases sobre aquilo que “não é para você”?
Expressões como “não tenho perfil”, “não conseguiria”, “na minha família ninguém fez isso” ou “já passei da idade” podem esconder crenças e limites aprendidos.

5. A ideia de resolver o problema provoca mais ansiedade do que continuar com ele?
Esse é um dos sinais mais importantes. A mudança pode exigir decisões, novas responsabilidades e contato com o desconhecido. Permanecer, por outro lado, permite continuar seguindo um roteiro já conhecido.

Sair do conhecido não significa agir por impulso

Reconhecer um “problema de estimação” não significa abandonar um emprego no dia seguinte, terminar imediatamente uma relação ou tomar grandes decisões sem avaliar consequências. Para Betto, o primeiro movimento é perceber quais escolhas estão sendo feitas de forma consciente e quais estão sendo guiadas principalmente pelo medo.

“Inteligência emocional não é eliminar o medo. É conseguir reconhecê-lo sem permitir que ele tome todas as decisões. Há situações em que permanecer é uma escolha consciente e legítima. O problema é quando chamamos de escolha aquilo que, na verdade, é apenas medo de descobrir o que existe depois.”

Nesse processo, o especialista recomenda observar os argumentos usados para justificar a permanência, questionar crenças que parecem verdades absolutas e imaginar concretamente quais seriam os primeiros passos possíveis caso a mudança acontecesse.

“O novo gera desconforto porque não oferece garantias. Mas permanecer também é uma decisão e tem consequências. Às vezes, o maior risco não está em mudar. Está em passar anos vivendo a mesma situação simplesmente porque já aprendemos a suportá-la”, finalizou.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Atenção com a lancheira: confira dicas para recheá-las com saúde e sabor

    IA


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* A obesidade infantil pode começar com a montagem errada das lancheiras. Sapore traz dicas de como montá-las


Redação/Hourpress

 

A obesidade infantil tornou-se uma realidade entre as famílias brasileiras. Uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil têm excesso de peso, segundo um levantamento nacional com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) no País.
 

E a obesidade infantil pode começar pela montagem errada de lancheiras, que trazem muitos alimentos embutidos, doces, entre outros alimentos. Mas nunca é tarde demais para começar uma alimentação saudável, completa e deliciosa, tudo ao mesmo tempo.


Por isso, a Sapore, multinacional de alimentação e facilities, traz algumas dicas de como preparar as lancheiras dos pequenos, unindo sabor e saúde. Antes de mais nada, é preciso repensar as lancheiras, como explicou Andréia Brito, Supervisora de Operações de Educação da Sapore.


Tempo


“É fundamental que os responsáveis adaptem as receitas para opções livres de frituras, preferindo alimentos feitos com farinha integral, com menos gordura, açúcar e sódio. Existem diversos produtos que são versáteis, saudáveis e muito sabores”, orienta Andréia. “Também vale incluir nas lancheiras sucos naturais, de preferência de goiaba, abacaxi, acerola e manga, já que são polpas que retém vitaminas por mais tempo, além de frutas, que são alimentos saudáveis e não podem ser esquecidos”, completou.


Confira alguns alimentos que podem ser incluídos nas lancheiras, que ajudam na concentração, trazem muito sabor e são bastantes saudáveis:

  • Mix de nuts: Castanhas, amêndoas e nozes são muito energéticas. O magnésio e cobre trabalham em conjunto com o Ômega-3 para melhorar a performance dentro e fora da sala de aula, ajudando na concentração e na energia.
  • Ovos: Seja mexido, frito, cozido, poché ou remexé, ovos são uma fonte excelente de proteínaetambém a colina, que é menos conhecida. Essa colina é responsável pela melhor liberação de neurotransmissores, aqueles que enviam mensagens no nosso cérebro, deixando-o funcionar. Ou seja, mais ovos é igual a melhor aprendizado!
  • Abacate: Um alimento muito versátil, podendo ser doce ou salgado, e recheado de gordura insaturada (a gordura boa, que o corpo adora usar em exercícios de baixa intensidade, como andar com o cachorro!). Sendo fonte de vitamina E e B, ajuda no metabolismo, fazendo com que o corpo recupere melhor e o cérebro se desenvolva sem problemas.
  • Beterraba: Entre os maiores medos das crianças pelo nome e pela cor, mas é possível implementá-la nos famosos shakes vitaminados, que podem acompanhar banana ou granola para o sabor não assustar tanto. A beterraba é um ótimo antioxidante, ou seja, as células respiram melhor e tudo corre bem na saúde da criança.
  • Chocolate amargo/meio amargo: Não há criança que não curta uma sobremesa, aí entra o bom e velho chocolate, mas não podem ser os brancos ou ao leite. Para receber todo seu benefício, os amargos e meio amargos tem muito triptofano, hormônio precursor da serotonina (que resulta no bem-estar e alto astral). Esses sentimentos são fundamentais para uma boa experiência escolar e incentivo geral para ser mais saudável e viver melhor.

E uma dica extra que podemos dar é: sempre incluir uma garrafinha d’água, importantíssima para a hidratação e melhor processamento de todos esses nutrientes.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Justiça decide manter prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ)

     Polícia Federal


Radiografia da Notícia

* Márcio Canella foi preso ontem e passou por audiência de custódia

Agência Brasil

O ex-prefeito Márcio Canella, preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, passou nesta quarta-feira (8) por audiência de custódia e vai permanecer preso à disposição da Justiça Federal.

Canella já foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. O político era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense e deixou o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.

Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, após os agentes federais encontrarem no carro do investigado um fuzil, considerado arma de guerra de uso restrito. Na casa do político,  foram localizadas ainda outras armas, munições e relógios de luxo.

Lavagem

Além do político, foi alvo também de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim.

A ação visava desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

O Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF indicou que o esquema do grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, informou, em nota, a PF.

 

 

 

 

 

Alunas vencem concurso internacional com projeto sobre câncer de mama

    EBC


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É a primeira vez que uma equipe brasileira vence o ISS Journey

Agência Brasil

Equipe brasileira formada por alunas do 8º e 9º ano do Colégio Ser, de Jundiaí, no interior paulista, conquistou o primeiro lugar no ISS Journey, programa internacional que desafia estudantes a desenvolverem experimentos científicos para serem realizados em condições de microgravidade. 

Nesta edição, mais de 70 equipes brasileiras participaram da competição e apenas dez chegaram à fase final. Esta foi a primeira vez que uma equipe brasileira vence, agora composta pelas alunas Beatriz Marques Herculano (14 anos), Giovanna Machado Tasso (14 anos), Lavínia Carboni Berti (14 anos) e Sara Lourenço Panico (15 anos) .

As alunas apresentaram a pesquisa com foco no câncer de mama e o projeto irá para experimento na Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão prevista para setembro e outubro de 2026. O ISS Journey é promovido pela International School, programa de ensino bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foudation. O objetivo é conectar estudantes à ciência espacial por meio da elaboração de experimentos reais que podem gerar contribuições para a pesquisa científica.

Células

Chamado Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário, o projeto vencedor busca investigar como a ausência de gravidade influencia a comunicação entre células relacionadas ao câncer de mama por meio do secretoma, conjunto de substâncias liberadas pelas células para se comunicar.

A expectativa é compreender se as alterações provocadas pela microgravidade podem abrir novos caminhos para pesquisas e tratamentos da doença, que afeta uma em cada oito mulheres ao longo da vida.

O experimento desenvolvido pelas estudantes será enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), onde será realizado em condições de microgravidade. Paralelamente, um experimento controle será conduzido na Terra para permitir a comparação dos resultados.

Mama

A análise permitirá compreender como o ambiente espacial afeta a comunicação entre as células estudadas e poderá gerar informações relevantes para futuras pesquisas sobre o câncer de mama. Os resultados também podem contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre os impactos da microgravidade em processos biológicos complexos.

Ao longo da jornada, as estudantes receberam mentoria especializada de um comitê científico da International School e apresentaram seus projetos durante o Science Days, evento que reuniu as equipes finalistas e especialistas da área.

Como parte da premiação, as alunas participaram na última semana de junho de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, onde tiveram contato com cientistas, especialistas da área aeroespacial e astronautas. A experiência ampliou a dimensão da conquista, que ultrapassa o âmbito escolar e passa a representar também a ciência brasileira em um cenário internacional.

Quando quatro gerações dividem o crachá



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O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade 


*Cláudio Pepeleascov

Nos últimos anos, acompanhamos de perto uma mudança expressiva no mercado de trabalho: pela primeira vez, quatro gerações compartilham o mesmo ambiente – baby boomers, geração X, millennials e geração Z. E isso está criando desafios para os setores de recursos humanos das empresas, afinal, não é um detalhe demográfico, mas um hall de pensamentos, estilos e objetivos diferentes.

Trata-se, portanto, de uma transformação no jeito de atrair, engajar e reter pessoas. Cada grupo vive momentos de vida distintos e enxerga valor em coisas diferentes. É por isso que pacotes de benefícios engessados ou “tamanho único” deixaram de funcionar.

Nesse contexto, ganharam destaque os benefícios flexíveis, que, em pouco tempo, se tornaram a resposta mais pragmática para conciliar preferências sem inflar custos ou criar programas paralelos que ninguém usa.


Motivo

O movimento já aparece nas escolhas dos profissionais. De acordo com a pesquisa global de Atitudes sobre Benefícios 2024, da WTW, que ouviu mais de mil trabalhadores brasileiros, de 29 setores, 58% dos entrevistados destacaram os pacotes de benefícios como um dos motivos para escolher a empresa; e, também, 58% afirmaram que eles são um bom motivo para permanecer na companhia.

Ainda de acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados podem alterar ou mudar seus pacotes de benefícios totalmente, enquanto 20% possuem alguma capacidade para essas mudanças. Ou seja, 41% ainda seguem sem alternativa, mostrando que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Contudo, é inegável que os dados comprovam que a personalização saiu da vitrine e foi para a régua de decisão, tanto para quem aceita uma proposta quanto para quem decide ficar. E isso explica por que, em mercados competitivos, empresas com arranjos flexíveis tendem a reduzir turnover, encurtar tempo de contratação e melhorar engajamento nos programas de saúde e bem‑estar.


Trilhas

Quando uma empresa adota um modelo de benefícios flexíveis, ela substitui a lógica de opções fixas, permitindo que cada pessoa organize a própria cesta. Quem cuida de familiares prioriza rede e serviços de saúde; quem está no início de carreira busca jornadas mais digitais, saúde mental e mobilidade; quem está no meio da vida profissional procura previsibilidade de custos, proteção financeira e acesso a trilhas de bem‑estar. O ponto central é dar escolhas relevantes sem perder governança.

E a flexibilidade só funciona com método. Para programas como esse serem bem‑sucedidos, devem contar com a escuta ativa, entendendo o uso real e as preferências de cada grupo. Surge, então, o conceito de Smart Benefits, que implica não só na oferta flexível por parte de uma empresa, mas também na análise aprofundada do perfil de cada trabalhador, melhores opções para empregados e empresa e um desenho profundo, integrado e amparado por dados do cenário atual. É nesse ponto que entram as consultorias, que serão capazes de enxergar esse todo.

A convivência de quatro gerações empurra o tema de benefícios para o centro da proposta de valor ao empregado. Em vagas disputadas, candidatos comparam o grau de personalização e a clareza das regras, enquanto os profissionais já contratados decidem se permanecerão ou não de acordo com os pacotes que o acompanham. Benefícios flexíveis, quando bem desenhados, viram um sinal concreto de respeito às preferências, sem abrir mão de responsabilidade com o orçamento.

O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade e entrou de vez na pauta de talentos e resultados. Não se trata de oferecer tudo, e, sim, de organizar escolhas de forma inteligente, com dados, governança e simplicidade. Em um mercado em que quatro gerações constroem a mesma empresa, quem aprende a flexibilizar ganha vantagem competitiva. E quem coloca as pessoas no centro, com transparência e método, descobre que Smart Benefits não são apenas um custo a ser gerido, mas um ativo de reputação e desempenho.

 

Cláudio Pepeleascov, head de Saúde e Benefícios da WTW

Friagem e clima seco do inverno exigem cuidados com a saúde vocal

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

A primeira recomendação é manter uma boa hidratação

Redação/Hourpress

A chegada do inverno exige um cuidado maior com a saúde vocal, já que as mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar aumentam os casos de resfriados, alergias e irritações nas vias respiratórias, fatores que podem afetar o funcionamento das pregas vocais, de acordo com a fonoaudióloga Renata Guedes (CRFa 2-14640), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região.
 

"Isso ocorre porque as pregas vocais dependem de um controle adequado para funcionarem corretamente. Quando o ar está seco, todo o trato respiratório perde hidratação. Isso aumenta o esforço para falar, favorecendo sintomas como pigarro, desconforto na garganta, fadiga vocal e alterações na qualidade da voz", explicou a especialista. No entanto, ela conta que é possível evitá-los ou amenizá-los, se algumas medidas simples forem tomadas no dia a dia.


A primeira recomendação é manter uma boa hidratação. "Beber água durante o dia todo ajuda a manter as pregas vocais hidratadas, principalmente em ambientes com baixa umidade", afirma Renata Guedes. Ainda que a quantidade recomendável por pessoa possa variar de acordo com fatores como peso, faixa etária e condições físicas, estima-se que o consumo diário necessário de água seja entre dois e três litros.


Outra dica da fonoaudióloga conselheira do CREFONO2 é realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, cerca de três vezes ao dia. Ela promove a hidratação de todo o trato nasal, fluidifica as secreções, protege as vias respiratórias e mantém o trato vocal mais livre das secreções e do famoso “pigarro”.

A lavagem nasal pode ser realizada em crianças, adultos e idosos, sendo especialmente importante para os profissionais que dependem da voz. “Além de proporcionar uma boa respiração nasal, também influencia na qualidade vocal, oferecendo mais conforto ao falar e cantar.”


Por fim, Renata Guedes recomenda uso de máscara para proteger o nariz e a garganta do ar frio, como também reduzir o consumo de bebidas muito quentes ou muito geladas "E, se estiver com sintomas de gripe, rouquidão há mais de 15 dias, pigarro constantes, agende uma consulta com especialista (fonoaudiólogo e/ou médico otorrinolaringologista) para obter o tratamento mais adequado", concluiu a fonoaudióloga.