sábado, 16 de maio de 2026

Geração Z: jovens brasileiros estão mais tradicionais nos relacionamentos

 Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

Levantamento do happn mostra uma geração dividida entre a fadiga digital e desejos tradicionais: 53% não veem benefícios em relacionamentos abertos

Luís Alberto Alves/Hourpress

Uma nova pesquisa do happn, o aplicativo de relacionamentos da vida real, revelou um raio-X dos hábitos de namoro da Geração Z no Brasil, desmistificando mitos sobre mudanças nas estruturas de relacionamento. Apesar de todo o hype em torno da não-monogamia, os resultados mostram uma geração que permanece na tradição: 55% se identificam como estritamente monogâmicos e mais da metade (53%) não vê benefício em relacionamentos abertos. Essa abordagem também vem acompanhada de uma forte autocrítica, já que 36% dos respondentes veem a própria geração como desinteressados em compromisso e 30% a descrevem como confusa sobre o amor.
 

A pesquisa também destaca uma mudança significativa em direção a relacionamentos mais intencionais, nos quais a clareza é a nova medida de atração. Para a Geração Z, a transparência sobre o que uma pessoa está procurando é agora tão importante quanto a aparência física, com 34% priorizando intenções claras na hora de dar o like. Esse desejo por honestidade é uma resposta direta às "red flags" modernas: o comportamento mais detestado é a demora intencional para responder mensagens para parecer desinteressado (35%), seguido de linguagem agressiva ou preconceituosa, que é um fator decisivo para o desinteresse para 35% das mulheres. Consequentemente, o objetivo principal para esses jovens não é necessariamente um relacionamento sério ou uma ficada casual, mas sim conexões "sem pressão" (35%), permitindo que elas evoluam organicamente.


Real
 

O bem-estar digital também é um pilar central da Geração Z: quase metade dos jovens (47%) admite que as redes sociais impactam negativamente sua visão sobre o amor, porque podem incentivar expectativas tóxicas e idealizadas. Essa fadiga digital pode explicar a adoção cautelosa de novas tecnologias: embora 83% ainda não tenham integrado a IA em suas vidas amorosas, muitos usuários a estão utilizando como uma consultora de relacionamentos. Em vez de apenas gerar cantadas, eles aproveitam a IA para buscar conselhos comportamentais (47%) e usam ferramentas no próprio aplicativo, como o Perfect Date, para planejar encontros (21%), demonstrando o desejo de usar a tecnologia para estreitar a lacuna entre o match digital e a conexão no mundo real.
 

“Esses resultados nos mostram uma geração que está navegando em um paradoxo profundo: eles estão digitalmente sobrecarregados, mas são profundamente tradicionais em seus desejos centrais. Os solteiros da Geração Z são muito intencionais em suas escolhas e querem que sua experiência de relacionamento permaneça transparente e humana, priorizando a responsabilidade no mundo real em vez do 'hype' de novos rótulos. No happn, estamos comprometidos em ajudá-los a redescobrir essas conexões autênticas e locais”, finalizou Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.


Violência infantil começa cada vez mais cedo e atinge principalmente bebês e crianças com até 6 anos

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 Radiografia da Notícia

Dados de atendimento do maior e mais completo hospital pediátrico do país reforçam que a primeira infância concentra a maioria dos casos de violência

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

Ela não sabe falar. Não consegue pedir ajuda. Depende totalmente de quem deveria protegê-la. E, mesmo tão vulnerável e incapaz de qualquer autonomia, sofreu violência sexual no ambiente doméstico. Esse triste exemplo retrata uma das 637 crianças e adolescentes atendidos pelo Hospital Pequeno Príncipe em Curitiba, em 2025, por suspeita de violência. A criança mais nova trazida à instituição no ano passado, com indícios de abuso sexual, foi uma bebê que tinha apenas 6 meses de vida. Em outro caso, um bebê de 10 dias precisou ser internado sob cuidados intensivos, com múltiplas lesões físicas. Situações extremas — mas que estão longe de ser isoladas.

 

Os dados mostram um padrão alarmante: esse tipo de agressão contra crianças começa cada vez mais cedo, concentra-se justamente na fase de maior vulnerabilidade e é cometida por quem deveria zelar por elas. Dos atendimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência pelo Hospital em 2025, 67% tinham até 6 anos de idade. Esse número evidencia que a primeira infância é hoje o principal grupo de risco e revela uma realidade silenciosa: crianças que ainda não conseguem compreender ou relatar a violência dependem exclusivamente do olhar atento e da ação de adultos próximos para serem protegidos.

 

Quando a violência acontece onde deveria existir proteção

E não só começa cedo — acontece dentro de casa. Em 2025, 70% das ocorrências atendidas pelo Hospital (considerando crianças até 6 anos de vida) foram registradas como violência intrafamiliar, envolvendo pessoas próximas à criança. Esse contexto torna o problema ainda mais complexo, já que muitas vítimas convivem diariamente com o agressor.

 

Além disso, os episódios raramente são isolados. Em 70 casos envolvendo a primeira infância, os profissionais conseguiram identificar, por meio de marcas ou lesões, que não foi a primeira vez que aconteceu. A agressão se repete — prolongando o sofrimento e agravando as consequências no desenvolvimento físico e emocional.
 

A violência que mais se repete — e mais se esconde

Entre todos os tipos de agressão, a sexual segue como a mais recorrente e a mais devastadora. Em 2025, ela representou 64% dos atendimentos realizados pelo Hospital Pequeno Príncipe. E, novamente, os dados apontam para a primeira infância: dos 425 casos, 305 vítimas desse tipo de violação tinham até 6 anos de idade. São crianças que, na maioria das vezes, não conseguem relatar o que aconteceu — o que torna as situações ainda mais invisíveis e difíceis de interromper.

 

Violência afeta o desenvolvimento cerebral na infância

Quando a violência começa tão cedo — e muitas vezes se repete dentro do ambiente familiar —, os impactos vão muito além do momento da agressão. A ciência já demonstra que a violência na primeira infância não é apenas um evento pontual.

 

De acordo com o Center on the Developing Child, da Universidade de Harvard, situações de abuso, negligência ou violência geram o chamado “estresse tóxico”, que pode alterar a arquitetura do cérebro em formação, prejudicando funções essenciais como memória, aprendizagem e controle emocional.

 

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a violência na infância está associada a prejuízos no desenvolvimento cognitivo, dificuldades escolares e maior probabilidade de problemas de saúde mental ao longo da vida.

 

“A violência sofrida na primeira infância pode ter impacto profundo e duradouro no desenvolvimento da criança, porque esse é um período de intensa maturação cerebral. Por isso, proteger a criança nos primeiros anos é uma medida essencial de promoção de saúde e desenvolvimento”, avaliou o neuropediatra Anderson Nitsche, do Hospital Pequeno Príncipe.

 

Na prática, isso significa que a violência não termina quando o episódio acaba. Ela pode comprometer o crescimento e a saúde emocional da criança e perpetuar ciclos de vulnerabilidade na vida adulta.

 

Duas décadas de enfrentamento à violência

Em um cenário que se mantém, o Hospital Pequeno Príncipe já ultrapassou dez mil atendimentos de crianças e adolescentes em situação de risco nas últimas duas décadas — um crescimento de 126% na série histórica e um indicativo da persistência da violência contra esse público.

 

Diante dessa realidade, o principal desafio não é somente tratar as vítimas, e sim interromper o ciclo da violência. A proteção da infância exige uma rede ativa: familiares, professores, profissionais da saúde, cuidadores, vizinhos, poder público e toda a sociedade.

 

É nesse contexto que a Campanha Pra Toda Vida, do Hospital Pequeno Príncipe, completa 20 anos em 2026 como uma das principais iniciativas do país no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Criada para romper o silêncio e incentivar a denúncia, a campanha evoluiu e hoje se consolida como um movimento contínuo de proteção, baseado em dados, produção de conhecimento e atuação integrada com a rede de cuidado.

 

Referência, o Hospital Pequeno Príncipe atua não só no acolhimento das vítimas, mas também na formação de profissionais, no compartilhamento de informações, na geração de evidências e na mobilização da sociedade.

 

Em 2026, com o mote “Proteger a infância é um compromisso de todos”, a iniciativa reforça que enfrentar a violência contra crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva — e urgente.

 

“O Pequeno Príncipe chama atenção para a importância de todos os atores sociais estarem atentos ao enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. Quando a violência atinge crianças tão pequenas, estamos falando de uma realidade que depende da ação de todos. Pela pouca idade, muitas vezes a criança não consegue identificar os maus-tratos nem pedir ajuda, o que torna essencial um olhar atento para interromper essas situações”, finalizou a diretora-executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro.

Fim da escala 6x1: emendas buscam manter 44 horas de jornada para atividades essenciais

 


Radiografia da Notícias

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor

Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

Duas emendas apresentadas para a proposta que reduz a jornada de trabalho (PEC 221/19) buscam manter a carga de 44 horas para atividades essenciais e estabelecer um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor.

Nesta sexta-feira (15), a discussão sobre a mudança aconteceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, como parte da agenda do programa Câmara pelo Brasil.

O prazo para a apresentação de sugestões à Proposta de Emenda à Constituição 221/19, em análise na Câmara, já terminou. As atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que apresentou uma das duas sugestões, também estabeleceu uma redução de contribuições sociais das empresas, inclusive para o FGTS, como forma de compensação pelos custos da redução da jornada.

A proposta original em análise por uma 
comissão especial da Câmara também prevê um prazo de dez anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais.

O entendimento da comissão com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é diferente. Haveria uma redução para 40 horas semanais com dois dias de descanso e sem perdas salariais.

O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ainda não definiu se haverá transição ou quando as mudanças entrarão em vigor. A proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), PEC 8/25, que também está sendo analisada, fala em 360 dias para uma redução para 36 horas semanais.

Ricardo Rimoli / Câmara dos Deputados
Porto Alegre (RS). Câmara pelo Brasil. Dep. Leo Prates (REPUBLICANOS - BA)
Leo Prates: "É a reforma da qualidade de vida das pessoas"

Debate
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, esteve na audiência pública em Porto Alegre e disse que o setor calcula um aumento de 7 a 8% no preço das refeições por conta principalmente da garantia de dois dias de folga na semana.

Ele disse que a mudança não pode entrar em vigor imediatamente como vêm defendendo os representantes dos trabalhadores.

“Tem que haver uma transição. Noventa dias não vai resolver. Seria uma discussão muito açodada. E a gente precisa ter transição maior. Não sei responder qual o tempo ideal, precisamos de estudos que falem dos custos”, ponderou.

Para o deputado Leo Prates, a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores deve melhorar a produtividade das empresas.

“É a reforma na qualidade de vida das pessoas, é a reforma no futuro do país. Porque muitos falam em família, mas como você tem família sem presença?”

A deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) também disse que ninguém quer prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar que as pessoas tenham tempo para viver.

O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão especial e as votações na comissão e no Plenário da Câmara devem ser realizadas na semana seguinte.


Comissão aprova novas regras para afastar agressores de vítimas no serviço público

Arquivo Hourpress



Radiografia da Notícia

* Proposta altera a Lei Maria da Penha e segue em análise na Câmara

,Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera a Lei Maria da Penha para definir regras de afastamento entre agressor e vítima quando ambos atuarem no serviço público.

As medidas valerão para casos em que a vítima, ou parentes próximos dela, e o agressor trabalhem no mesmo órgão ou quando a mulher precise frequentar o local habitualmente por razões profissionais.

A principal mudança determina que a administração pública deverá afastar o agressor do convívio com a vítima por meio de sua movimentação funcional, como remoção, redistribuição, cessão ou requisição, enquanto durar a medida protetiva.

Remoto

Quando essa movimentação não for possível, por falta de vagas, órgãos disponíveis ou demanda de trabalho, a vítima poderá escolher se ela ou o agressor exercerá as atividades em regime de trabalho remoto.

“Nesses casos específicos, os interesses da administração pública (eficiência no ambiente de trabalho) e da servidora agredida (estabilidade emocional na vida cotidiana) serão respeitados”, afirmou a relatora da proposta, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO).

Ela recomendou a aprovação da versão (
substitutivo) acatada anteriormente na Comissão de Administração e Serviço Público para o PL 3396/24, da deputada Camila Jara (PT-MS). O texto original obrigava a remoção automática do agressor servidor público federal do mesmo órgão onde trabalha a vítima, durante a vigência de medida protetiva.

Futura

O substitutivo trouxe mudanças para ampliar e tornar a futura lei mais eficaz na proteção das mulheres, sem causar prejuízos ao serviço público. O texto aprovado estabelece que a movimentação se aplicará a todas as esferas da administração pública (federal, estadual e municipal).

A proposta proíbe ainda qualquer relação de chefia entre agressor e vítima, inclusive no teletrabalho.

Próximas etapas
O projeto será ainda analisado, em 
caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e, depois, ser sancionado pela presidência da República.




quarta-feira, 29 de abril de 2026

Fim das lojas físicas? Economista analisa crise nos shoppings

    Arquivo/Hourpress


Radiografia da Notícia

O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop

O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais

Redação/Hourpress

O cenário do varejo brasileiro atravessa uma transformação estrutural sem precedentes. O tradicional passeio ao shopping ou a visita à loja de rua estão sendo substituídos pela conveniência do TikTok Shop, Mercado Livre e Amazon.

 

De acordo com o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o movimento é global e irreversível. "Não é apenas o consumidor brasileiro, é o consumidor ocidental. O movimento que estamos vendo é o desenvolvimento brutal do e-commerce", afirmou o especialista.

 

Dados do estudo E-commerce Trends 2026 revelam que 78% dos consumidores faz a maioria das suas compras pelo smartphone. Mais do que uma ferramenta de pesquisa, o celular tornou-se a vitrine definitiva. O fenômeno do social commerce (vendas realizadas diretamente dentro das redes sociais) ganhou tração com o TikTok Shop, que movimentou R$ 1,2 bilhão em menos de um ano de operação no Brasil.

 

Mendlowicz destaca que celebridades e influenciadores, como Neymar Jr. e Viih Tube, estão capitalizando essa tendência com transmissões ao vivo que faturam milhões em poucas horas. "Essas vendas iriam para as lojas físicas espalhadas. Esse é o grande problema para o pequeno lojista que tem suas cinco ou dez lojas de calçados ou móveis", pontua o economista.

 

Crise reflete em queda de público nos shoppings

 

A migração para o digital reflete diretamente no desempenho dos centros comerciais. Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) indicam que:

 

  • O fluxo mensal de visitantes nos shoppings caiu 6,2% entre 2019 e 2025;
  • As vendas reais sofreram um recuo de 25% no mesmo período, já descontada a inflação;
  • Em 2025, a média de visitas foi de 471 milhões ao mês, ante os 476 milhões de 2024.

 

Atualmente, cerca de 59,4% dos brasileiros enxergam a loja física apenas como um espaço de experimentação e relacionamento, segundo a pesquisa Consumidor do Futuro do Serasa Experian. Durante o chamado showrooming, os consumidores testam o produto para depois finalizarem a compra online, muitas vezes de madrugada e fora do horário comercial.

 

Logística mais eficiente tem peso na tomada de decisão

 

Para Mendlowicz, o fim das lojas físicas não é absoluto. O economista acredita que os shoppings ainda resistem como centros de lazer e gastronomia, contudo, avalia que a logística tem peso na decisão de compra no varejo. "Vai ganhar quem tiver o produto do lado do cliente. Se o Mercado Livre me entrega em uma hora, eu compro. Gigantes como a Amazon já testam entregas em 15 minutos com frete grátis no Brasil, eliminando a última barreira que restava ao comércio físico: a gratificação imediata”, explicou.

 

Com a logística cada vez mais eficiente e independente dos Correios, o custo de oportunidade de se deslocar até uma loja, pagar estacionamento e enfrentar filas torna-se cada vez menos atraente para o consumidor moderno, destaca o Economista Sincero. "O sujeito que tinha lojas de calçado, móveis ou ótica vai ter que se virar. O desafio agora é puramente logístico e digital", concluiu Charles Mendlowicz.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O que acontece com a Polícia Militar?


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Mulher é agredida por Policial militar em bairro da Zona Sul de São Paulo

Luís Alberto Alves/Hourpress

Em diversas regiões do Brasil estouram casos de agressões de policiais militares contra pessoas que moram em bairros da periferia. Homens, mulheres, adolescentes e às vezes até idosos. Numa delas, um homem com mais de 50 anos levou soco no rosto e desmaiou, caindo de sua bicicleta.

Em outro caso tenebroso, uma mãe ao ver o filho, ainda criança, sendo agredido por Pm, tenta socorrer a criança e também começa a apanhar. Em todo o Brasil, policiais militares agem iguais carrasco ou capitães do mato que caçavam os escravos fugitivos.

Nesta lista tenebrosa se inclui a mulher, mês de cinco filhos, executada com tiro à queima-roupa em Cidade Tiradentes, Zona Leste de SP. Para piorar essa situação, a vítima agonizou mais de 30 minutos no chão até a chegada do carro de resgate dos Bombeiros.

O marido e amigos foram impedidos de socorrê-la sob ameaça de arma de fogo. Qual o motivo de tamanha ira contra moradores residentes nas periferias? Por que a PM trata a população pobre e preta de forma violenta? É política de Estado? O povo sem dinheiro se tornou inimigo dos governantes? Algo está errado na formação de novos Policiais Militares, e isto precisa mudar rapidamente.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas, autor dos livros “Flagelo do Desemprego” e “Internet: pesadelo de quem comprar mercadoria online”

Menopausa e a pele: como manter saúde, hidratação e firmeza nessa fase

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Radiografia da Notícia

A explicação está nos hormônios

* Cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele

* Público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde

Redação/Hourpress

Se tem uma fase da vida que traz mudanças silenciosas, e muitas vezes inesperadas para a pele, é a perimenopausa e a menopausa. O que antes funcionava na rotina de cuidados já não entrega os mesmos resultados, e sinais como ressecamento, perda de firmeza e manchas começam a aparecer com mais frequência.
 

A explicação está nos hormônios. Com a queda do estrogênio, a pele perde colágeno, fica mais fina e tem mais dificuldade de reter água. O resultado é uma pele mais sensível, menos viçosa e que exige novos cuidados. Não apenas no rosto, mas também no corpo, onde a flacidez, o ressecamento e a perda de elasticidade se tornam mais evidentes.
 

Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções que ajudem a manter a qualidade da pele e o bem-estar nessa fase da vida. Esse movimento acompanha uma mudança maior no comportamento feminino. Segundo o IBGE, o Brasil já soma cerca de 59 milhões de pessoas com mais de 50 anos, um público cada vez mais ativo, informado e disposto a investir em saúde, autoestima e qualidade de vida. Não por acaso, avança a chamada “economia da longevidade”, que inclui cuidados estéticos e corporais.


Braços
 

Na prática, isso significa que a rotina precisa mudar e começar pelo básico. “Limpeza suave, hidratação intensa e proteção solar diária são fundamentais. Nessa fase, a pele perde capacidade de retenção de água e fica mais suscetível a danos externos, então reforçar a barreira cutânea é prioridade”, explicou o responsável técnico da Royal Face, Dr. Killian Cristof.
 

Esse cuidado deve se estender também ao corpo, com o uso de hidratantes mais potentes, estímulo à circulação e tratamentos que ajudem a manter a firmeza e a textura da pele em regiões como braços, abdômen e colo, áreas que também sofrem com as alterações hormonais.
 

Outro ponto importante é rever os produtos usados. Fórmulas muito agressivas tendem a sensibilizar ainda mais a pele, enquanto ativos hidratantes e regeneradores passam a fazer mais sentido. “A rotina passa a ser mais voltada à reparação e à manutenção da estrutura da pele, com antioxidantes, estimuladores de colágeno, hidratantes e fotoproteção”, orientou o especialista.


Facial
 

Esse novo olhar sobre o cuidado acompanha o crescimento do setor de estética, um dos mais fortes no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país está entre os líderes globais em procedimentos estéticos, com destaque para técnicas não cirúrgicas, como toxina botulínica e preenchimentos.
 

Mas, diferente de anos atrás, o objetivo mudou. “Hoje, as pacientes buscam melhora da qualidade da pele e não transformação facial. Naturalidade é um dos principais critérios de sucesso”, destacou.
 

Entre os tratamentos mais procurados nessa fase, tanto para o corpo quanto para o rosto, estão os bioestimuladores de colágeno (que ajudam a recuperar a firmeza da pele ao estimular a produção natural dessa proteína); os skinboosters (indicados para hidratação profunda e melhora da qualidade da pele); além de tecnologias como ultrassom microfocado, que atua na flacidez e ajudam a dar mais sustentação aos tecidos.

“Para melhores resultados, o mais indicado é combinar técnicas diferentes, que atuam em camadas e funções distintas da pele, proporcionando resultados progressivos e mais duradouros”, explicou.


Corpo
 

No caso do corpo, tecnologias e protocolos integrados, como o Royal Elegance da Royal Face, são utilizados para valorizar a beleza natural das pernas e minimizar efeitos de gorduras localizadas e celulites. O resultado é a melhora da firmeza, qualidade da pele e preservação do contorno corporal ao longo do tempo, especialmente em regiões mais suscetíveis à flacidez.
 

Com mais informação, as mulheres também chegam mais conscientes aos consultórios e com expectativas diferentes. A busca agora é por resultados sutis, progressivos e que respeitem a individualidade de cada rosto e corpo.
 

Além disso, o autocuidado deixou de ser visto apenas como estética e passou a ocupar um lugar importante na saúde emocional e na qualidade de vida. Nesse cenário, a prevenção ganha força. Cada vez mais mulheres começam a cuidar da pele antes mesmo da menopausa, apostando em protocolos que ajudam a preservar a firmeza e a hidratação ao longo do tempo.
 

Na Royal Face, essa abordagem inclui desde o uso preventivo de toxina botulínica até bioestimuladores de colágeno, skinboosters e tratamentos de hidratação profunda, sempre adaptados às necessidades de cada paciente.
 

E, mais do que um cuidado pontual, a lógica agora é de continuidade. “O envelhecimento é um processo contínuo, então o tratamento também deve ser. O acompanhamento permite ajustar protocolos e manter resultados naturais ao longo do tempo”, concluiu o Dr. Killian.