quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O drama de Ulisses, da TV Globo, revela os sinais da compulsão por jogos de azar

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Radiografia da Notícia

* O personagem retrata comportamentos muito semelhantes aos observados em pessoas com transtorno do jogo

Redação/Hourpress

O drama vivido por Ulisses, personagem da TV Globo, tem chamado a atenção do público ao mostrar como o envolvimento com jogos de azar pode sair do controle e provocar consequências profundas. Ao perder dinheiro repetidamente, esconder a situação da família, acumular dívidas e acreditar que uma nova aposta resolverá todos os prejuízos, o personagem retrata comportamentos muito semelhantes aos observados em pessoas com transtorno do jogo, conhecido popularmente como ludopatia.

Segundo a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani, especialista em transtornos relacionados ao controle dos impulsos, a ficção tem um papel importante ao trazer para o debate um problema de saúde mental que ainda é cercado por preconceitos e desinformação.

“Muitas pessoas ainda acreditam que o jogo compulsivo é apenas falta de controle ou irresponsabilidade financeira. Na realidade, trata-se de um transtorno mental reconhecido, que interfere na forma como a pessoa avalia riscos, toma decisões e reage às perdas”, ressaltou a psiquiatra.

Padrão

Embora as apostas esportivas tenham ganhado enorme visibilidade nos últimos anos, a compulsão não está restrita ao ambiente digital. Cassinos, bingos, máquinas caça-níqueis, jogos de cartas com apostas, corridas de cavalos e outras modalidades presenciais também podem desencadear o mesmo padrão de dependência.

“O problema não está apenas no tipo de jogo, mas na relação que a pessoa estabelece com ele. Quando apostar deixa de ser entretenimento e o objetivo deixa de ser ganhar dinheiro e passa a ser sentir alguma coisa, a pessoa joga para aliviar ansiedade, tensão, vazio, mesmo sabendo que pode perder, esse é um importante sinal de alerta. A pessoa não joga para ganhar, joga para desligar. É como apertar um botão de ‘pausa’ emocional,  mesmo sabendo que a conta vem depois”, explicou Dra. Maria Fernanda.

A médica explica ainda que a facilidade de acesso aos jogos, especialmente por meio dos celulares, associada à promessa de ganhos rápidos, pode funcionar como um gatilho para pessoas mais vulneráveis à impulsividade e aos comportamentos compulsivos.

Acesso

“Quanto mais fácil é apostar, maior pode ser o risco para quem já apresenta dificuldade em controlar impulsos. O acesso constante favorece decisões impulsivas e alimenta um ciclo que se torna cada vez mais difícil de interromper”, disse a Dra. Maria Fernanda.

O ciclo da ilusão

Um dos aspectos mais característicos da ludopatia é a tentativa insistente de recuperar o dinheiro perdido.

De acordo com a psiquiatra, depois de uma perda importante, muitas pessoas passam a acreditar que a próxima aposta resolverá tudo. Esse pensamento cria um ciclo perigoso, porque cada prejuízo gera uma nova tentativa de compensação, aumentando ainda mais as perdas. Com o tempo, o comportamento deixa de ser motivado pela diversão. A pessoa passa a jogar para aliviar a ansiedade, escapar de sentimentos desagradáveis ou tentar recuperar aquilo que já perdeu.

Jogo

E a psiquiatra explica também que isso acontece porque o cérebro passa a buscar repetidamente a sensação de expectativa e recompensa provocada pelo jogo.

“Em muitos casos, a pessoa já nem sente prazer ao ganhar. Ela apenas tenta aliviar a angústia provocada pela necessidade de continuar jogando”.

Muito além do prejuízo financeiro

Embora as perdas econômicas sejam um dos sinais mais evidentes, os impactos costumam atingir praticamente todas as áreas da vida. Entenda melhor:

  • Preocupação constante com apostas;
  • Aumento progressivo dos valores investidos;
  • Tentativas frequentes de recuperar prejuízos;
  • Mentiras para esconder o comportamento;
  • Uso de dinheiro destinado às despesas essenciais;
  • Empréstimos e endividamento;
  • Conflitos familiares;
  • Queda no rendimento profissional;
  • Isolamento social;
  • Ansiedade, irritabilidade, culpa, vergonha, alterações do sono e quadros depressivos.

“A família costuma perceber primeiro que algo mudou. A pessoa passa a esconder gastos, evita conversar sobre dinheiro, demonstra irritação quando é questionada e cria justificativas constantes para continuar jogando”, alertou a psiquiatra.

A família também faz parte do tratamento

Quando o problema aparece, é comum que familiares reajam com cobranças, discussões e críticas. Apesar da preocupação ser legítima, a Dra. Maria Fernanda explica que esse tipo de abordagem nem sempre contribui para a recuperação.

“O acolhimento não significa aceitar o comportamento ou minimizar as consequências. Significa compreender que existe um transtorno que precisa ser tratado. Julgamentos agressivos costumam aumentar a vergonha, o isolamento e dificultar ainda mais a busca por ajuda”.

Existe tratamento

A boa notícia é que a ludopatia tem tratamento. A combinação entre acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, especialmente a terapia e apoio familiar costumam apresentar excelentes resultados. Além disso, algumas atitudes ajudam a reduzir os riscos, como estabelecer limites financeiros, nunca utilizar dinheiro destinado às despesas essenciais, evitar apostar para recuperar perdas anteriores e procurar ajuda profissional ao perceber dificuldade para interromper o comportamento.

“Reconhecer que existe um problema não é sinal de fraqueza. Pelo contrário. É um passo importante para recuperar o controle, preservar a saúde mental e reconstruir relações que muitas vezes foram profundamente afetadas pela compulsão”, indica a Dra. Maria Fernanda.

Para a médica, personagens como Ulisses ajudam a ampliar um debate necessário, pois a ficção tem o poder de aproximar temas complexos da realidade das pessoas. Muitas famílias conseguem reconhecer sinais semelhantes aos vividos dentro de casa. Quanto mais falarmos sobre o transtorno do jogo com informação, menos preconceito haverá e maiores serão as chances de diagnóstico precoce, tratamento e recuperação.

Exportação de carne bovina por contêiner para China sofre queda drástica

 

Arquivo Hourpress


Radiografia da Notícia

Apesar da redução de 81,4% registrada para o mês, o recuo em todo o primeiro semestre do ano foi de apenas 3,7%

 Redação/Hourpress


Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em julho as exportações conteinerizadas de carne bovina brasileira para a China recuaram 81,4%, segundo levantamento da Datamar, líder no setor de informações de comércio exterior e dados de transporte marítimo para a costa leste da América do Sul. Entre janeiro e julho deste ano, no entanto, a queda foi de apenas 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.


Para Andrew Lorimer, CEO da Datamar, a retração pode estar relacionada à proximidade do esgotamento da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China para a carne bovina brasileira em 2026.


“Em 21 de julho, as importações chinesas de carne bovina brasileira já haviam atingido 80% da cota anual e, pelas regras estabelecidas, a partir do terceiro dia após o preenchimento do limite, as cargas passam a pagar uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota vigente”, esclareceu o CEO.


China


Segundo Lorimer, a medida de salvaguarda foi adotada pelo governo chinês para proteger a indústria pecuária local e permanecerá vigente até o fim de 2028. Como a cobrança considera o momento da entrada da mercadoria na China, e não a data de saída do Brasil, os exportadores precisam levar em conta o tempo de trânsito marítimo.


“Esse risco pode ter estimulado uma redução antecipada dos embarques, evitando que cargas enviadas antes do esgotamento da cota chegassem ao país depois do preenchimento do limite”, concluiu Lorimer.


Já considerando todos os destinos da carne bovina brasileira, o desempenho no acumulado para o primeiro semestre ainda é positivo, de 1,3%. No entanto, os reflexos chineses já aparecem em julho, provocando uma queda de 38,7% das exportações em relação a julho de 2025.


STF em estado de miséria

    IA


Luís Alberto Alves/Hourpress

Horrorosa. Essa é a situação atual do STF (Supremo Tribunal Federal). Show de horrores a sessão em que os ministros Alexandre Moraes e André Mendonça trocaram acusações. Espetáculo tão horrível que a ministra Carmen Lúcia, ex-presidente do STF, pediu perdão aos brasileiros pela postura dos seus colegas.

A suprema corte que merecia respeito da população se transformou em algo deprimente. Hoje, qualquer pesquisa coloca o STF na última posição entre as instituições que desfruta de admiração. Os ministros do STF hoje não gozam de respeito algum. É triste constatar a situação do Judiciário.

Há casos comprovados de ligações espúrias com representantes do crime organizado. Um ex-ministros, Marco Aurélio de Mello, autorizou a libertação do traficante, de codinome André do Rap. Quando percebeu o gigantesco erro alegou que processo nenhum traz na primeira página o histórico do bandido.

Qual a solução para resolver essa triste situação? É preciso desinfetar essa instituição com a substância da honestidade e humildade. Trocar os atuais ministros e empossar pessoas que realmente tenha compromisso com a Justiça. Do jeito que está, não pode continuar para o bem de todos os brasileiros.

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do blogue Cajuísticas

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Recicláveis viram dinheiro em nova estação inaugurada na Central de Abastecimento Leste

    IA


Radiografia da Notícia

* O compartimento funcionará de segunda a sábado, a partir das 8h

 

Redação/Hourpress

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA), anuncia a inauguração de uma nova estação de troca de materiais recicláveis dentro da Central de Abastecimento Leste, em Vila Jacuí, na região de São Miguel Paulista. No ponto, é possível que qualquer um consiga monetizar sua reciclagem, colaborando com o meio ambiente e gerando uma renda extra a cada semana.

 

Na Estação Preço de Fábrica da Central de Abastecimento Leste, são aceitas a entrega de plástico PEAD, papelão, papel branco e papel cartão, embalagens longa vida, vidro transparente, âmbar e/ou verde, plástico PET verde e/ou transparente e até eletrodomésticos.

 

Entre os eletrodomésticos válidos para reciclagem, estão: refrigerador/geladeira, freezer, frigobar, adega climatizada, fogão, cooktop, forno elétrico e a gás, micro-ondas, coifa e depurador de ar, lava-louça, máquina de lavar, lava e seca, secadora e televisão (exceto TVs de tubo).

 

 

É necessário que a pessoa interessada baixe o aplicativo da Green Mining e faça um cadastro rápido dentro do app, disponível em celulares Android e iOS. A partir da efetuação da conta, o interessado deve trazer o material reciclável já limpo e separado e informar no app o material que está trazendo. O material será pesado e a pessoa receberá o comprovante de entrega com seu saldo.

 

 

A remuneração é determinada pela quantidade por quilo pesada dentro da unidade, com cada material tendo uma própria relação de valoração. Além disso, quando o saldo tiver mais de 10 reais, a pessoa automaticamente receberá o repasse via PIX cadastrado, que precisa ser o CPF do contribuinte, agendado para todas as sextas-feiras. A Green Mining promete que os repasses correspondem ao valor integral pago pela usina de reciclagem, sem intermediários envolvidos.

Confira a relação de preços:

  • Vídro âmbar: R$ 0,65 por quilo;
  • Vidro verde e outros: R$ 0,27 por quilo;
  • Papelão: R$ 0,65 por quilo;
  • Papel branco: R$ 0,50 por quilo;
  • Cartolina e papel-cartão: R$ 0,55 por quilo;
  • Longa Vida: R$ 0,65 por quilo;
  • PET transparente ou verde: R$ 2,30 por quilo;
  • PEAD Branco: R$ 1 por quilo;
  • PEAD Colorido: R$ 1 por quilo;
  • Eletrodoméstico: R$ 1 por quilo

 

Os resíduos coletados são encaminhados para empresas da cadeia produtiva de embalagens, que irão reincorporar os resíduos pós-consumo em suas produções fabris. Desta forma, são promovidos a economia circular, a valorização dos resíduos, fechamento de cadeia e o impacto positivo na sociedade e meio ambiente.

A estação é fruto da parceria da Prefeitura com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Green Mining, Unilever, ECOS da Natureza e a Electrolux Group. A estação na Central de Abastecimento Leste funcionará de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h.

 

 

Há uma unidade da Estação Preço de Fábrica no Mercado de Pinheiros, instalada desde 2023. Outros pontos ao redor da cidade podem ser conferidos no site oficial da startup. Até hoje, a Green Mining conseguiu poupar 22,1 mil toneladas de CO² emitidos na atmosfera e reciclar 16,7 mil toneladas de resíduos.

Acompanhe nossos serviços em nossos canais oficiais no Instagram e em nosso site oficial.

 

Serviço:

Estação Preço de Fábrica na Central de Abastecimento Leste

Endereço: Av. Imperador, 1900 - Cidade São Miguel Paulista, SP, CEP: 08050-000

Horário: 2ª a 6ª, das 8h às 17h; sábado, das 8h às 12h

Inscrição: via app Green Mining

Qual é o seu problema de estimação?



 Radiografia da Notícia

Neurocientista mostra como medo do desconhecido, padrões aprendidos e crenças limitantes podem fazer pessoas permanecerem em empregos, relacionamentos e situações que já não fazem sentido


Redação/Hourpress

“Pelo menos eu tenho um emprego.” “Ruim com ele, pior sem ele.” “Não está tão bom, mas poderia ser pior.” Frases como essas parecem apenas uma tentativa de enxergar o lado positivo das situações. Em alguns casos, porém, podem revelar um comportamento menos óbvio: o apego a problemas conhecidos, mesmo quando eles já provocam sofrimento.

É o que o neurocientista, psicanalista clínico e sexólogo Betto Alves chama de “problema de estimação”, situações ruins que permanecem na vida não necessariamente porque não exista possibilidade de mudança, mas porque o desconforto conhecido pode parecer mais seguro do que a incerteza de experimentar algo novo.

“Existe uma tendência de navegar por cenários que conhecemos, inclusive quando eles são ruins. A pessoa sabe como aquele relacionamento funciona, conhece as frustrações daquele emprego e aprendeu a conviver com determinado problema. A possibilidade de mudança traz algo que o cérebro não consegue prever e, para algumas pessoas, essa incerteza pode ser mais assustadora do que continuar sofrendo de uma maneira conhecida”, explicou Betto.

Segura

Segundo o especialista, esse comportamento pode atravessar diferentes áreas da vida e influenciar desde relacionamentos amorosos até decisões profissionais e financeiras. Em comum, está uma espécie de negociação interna que transforma a permanência em uma escolha aparentemente mais segura.

No relacionamento, pode aparecer em pensamentos como “ele não é carinhoso, mas pelo menos não me agride” ou “não sou feliz, mas tenho medo de ficar sozinho”. No trabalho, surge no “pelo menos estou empregado”, mesmo quando há insatisfação permanente e nenhuma perspectiva de crescimento. Em outras situações, ganha a forma de uma sentença: “isso é o que eu consigo”, “não é para gente como eu” ou “melhor não arriscar”.

Por que o conhecido pode parecer mais seguro?

Parte dessa resistência pode ser compreendida a partir dos mecanismos naturais de proteção do cérebro. Betto explica que estruturas relacionadas ao sistema límbico, como a amígdala, participam da identificação de ameaças e das respostas de defesa. Diante de situações novas e imprevisíveis, o organismo pode reagir com medo, ansiedade e estado de alerta.

“O cérebro não avalia apenas se uma mudança pode ser boa. Ele também tenta identificar os riscos envolvidos. O desconhecido exige novas respostas, enquanto o sofrimento conhecido já tem um roteiro. É por isso que, muitas vezes, sabemos racionalmente que determinada situação precisa mudar, mas emocionalmente encontramos inúmeras justificativas para permanecer nela”, afirmou.

O resultado pode ser uma contradição bastante comum: reclamar repetidamente de um problema e, ao mesmo tempo, resistir às possibilidades concretas de solucioná-lo. “Às vezes, a pessoa não está exatamente confortável onde está. Ela apenas está familiarizada. E familiaridade não é sinônimo de felicidade.”

Nem todas as barreiras começaram em você

Além dos mecanismos de proteção, crenças construídas ao longo da vida também podem interferir na tomada de decisão. Algumas são aprendidas dentro da própria família e atravessam gerações.

Frases como “filho de pobre não precisa disso”, “dinheiro não dá em árvore”, “casamento é assim mesmo” ou “trabalho é para pagar as contas, não para ser feliz” podem parecer comentários cotidianos, mas ajudam a construir referências sobre aquilo que uma pessoa acredita que pode desejar, conquistar ou merecer.

“Existem limites que nunca foram formalmente impostos, mas foram repetidos tantas vezes que passam a funcionar como verdades. A pessoa cresce acreditando que determinadas possibilidades simplesmente não pertencem a ela”, explicou Betto.

Com o tempo, essas crenças podem interferir nas escolhas e fazer com que oportunidades sejam descartadas antes mesmo de serem experimentadas.

Há ainda outra camada. Depois de conviver durante muito tempo com determinada dificuldade, algumas pessoas passam a organizar a própria rotina, as conversas e até a identidade em torno dela. É a relação que nunca funciona, o chefe que sempre é motivo de reclamação, a carreira que nunca muda ou o projeto que permanece indefinidamente no campo do “um dia eu faço”.

Nesses casos, resolver o problema também significa enfrentar uma pergunta desconfortável: como será minha vida sem ele? “Às vezes, abandonar um problema exige abandonar também uma versão de nós mesmos que aprendemos a ser. E isso explica por que determinadas mudanças, mesmo desejadas, podem provocar medo”, disse o especialista.

Como saber se você tem um “problema de estimação”?

Betto aponta alguns questionamentos que podem ajudar a identificar quando a familiaridade está pesando mais do que o desejo de mudança:

1. Você reclama repetidamente da mesma situação, mas rejeita todas as alternativas?
Quando toda solução parece impossível, arriscada ou inadequada, vale investigar se o obstáculo está apenas nas circunstâncias ou também no medo da mudança.

2. “Poderia ser pior” virou sua principal justificativa para permanecer?
Reconhecer aspectos positivos é diferente de usar a possibilidade de um cenário pior para tolerar indefinidamente aquilo que causa sofrimento.

3. Você sabe o que não quer, mas nunca consegue definir o que gostaria no lugar?
Quando a vida fica organizada apenas em torno de evitar perdas, sobra pouco espaço para construir novos desejos e possibilidades.

4. Você repete frases sobre aquilo que “não é para você”?
Expressões como “não tenho perfil”, “não conseguiria”, “na minha família ninguém fez isso” ou “já passei da idade” podem esconder crenças e limites aprendidos.

5. A ideia de resolver o problema provoca mais ansiedade do que continuar com ele?
Esse é um dos sinais mais importantes. A mudança pode exigir decisões, novas responsabilidades e contato com o desconhecido. Permanecer, por outro lado, permite continuar seguindo um roteiro já conhecido.

Sair do conhecido não significa agir por impulso

Reconhecer um “problema de estimação” não significa abandonar um emprego no dia seguinte, terminar imediatamente uma relação ou tomar grandes decisões sem avaliar consequências. Para Betto, o primeiro movimento é perceber quais escolhas estão sendo feitas de forma consciente e quais estão sendo guiadas principalmente pelo medo.

“Inteligência emocional não é eliminar o medo. É conseguir reconhecê-lo sem permitir que ele tome todas as decisões. Há situações em que permanecer é uma escolha consciente e legítima. O problema é quando chamamos de escolha aquilo que, na verdade, é apenas medo de descobrir o que existe depois.”

Nesse processo, o especialista recomenda observar os argumentos usados para justificar a permanência, questionar crenças que parecem verdades absolutas e imaginar concretamente quais seriam os primeiros passos possíveis caso a mudança acontecesse.

“O novo gera desconforto porque não oferece garantias. Mas permanecer também é uma decisão e tem consequências. Às vezes, o maior risco não está em mudar. Está em passar anos vivendo a mesma situação simplesmente porque já aprendemos a suportá-la”, finalizou.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Atenção com a lancheira: confira dicas para recheá-las com saúde e sabor

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* A obesidade infantil pode começar com a montagem errada das lancheiras. Sapore traz dicas de como montá-las


Redação/Hourpress

 

A obesidade infantil tornou-se uma realidade entre as famílias brasileiras. Uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil têm excesso de peso, segundo um levantamento nacional com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) no País.
 

E a obesidade infantil pode começar pela montagem errada de lancheiras, que trazem muitos alimentos embutidos, doces, entre outros alimentos. Mas nunca é tarde demais para começar uma alimentação saudável, completa e deliciosa, tudo ao mesmo tempo.


Por isso, a Sapore, multinacional de alimentação e facilities, traz algumas dicas de como preparar as lancheiras dos pequenos, unindo sabor e saúde. Antes de mais nada, é preciso repensar as lancheiras, como explicou Andréia Brito, Supervisora de Operações de Educação da Sapore.


Tempo


“É fundamental que os responsáveis adaptem as receitas para opções livres de frituras, preferindo alimentos feitos com farinha integral, com menos gordura, açúcar e sódio. Existem diversos produtos que são versáteis, saudáveis e muito sabores”, orienta Andréia. “Também vale incluir nas lancheiras sucos naturais, de preferência de goiaba, abacaxi, acerola e manga, já que são polpas que retém vitaminas por mais tempo, além de frutas, que são alimentos saudáveis e não podem ser esquecidos”, completou.


Confira alguns alimentos que podem ser incluídos nas lancheiras, que ajudam na concentração, trazem muito sabor e são bastantes saudáveis:

  • Mix de nuts: Castanhas, amêndoas e nozes são muito energéticas. O magnésio e cobre trabalham em conjunto com o Ômega-3 para melhorar a performance dentro e fora da sala de aula, ajudando na concentração e na energia.
  • Ovos: Seja mexido, frito, cozido, poché ou remexé, ovos são uma fonte excelente de proteínaetambém a colina, que é menos conhecida. Essa colina é responsável pela melhor liberação de neurotransmissores, aqueles que enviam mensagens no nosso cérebro, deixando-o funcionar. Ou seja, mais ovos é igual a melhor aprendizado!
  • Abacate: Um alimento muito versátil, podendo ser doce ou salgado, e recheado de gordura insaturada (a gordura boa, que o corpo adora usar em exercícios de baixa intensidade, como andar com o cachorro!). Sendo fonte de vitamina E e B, ajuda no metabolismo, fazendo com que o corpo recupere melhor e o cérebro se desenvolva sem problemas.
  • Beterraba: Entre os maiores medos das crianças pelo nome e pela cor, mas é possível implementá-la nos famosos shakes vitaminados, que podem acompanhar banana ou granola para o sabor não assustar tanto. A beterraba é um ótimo antioxidante, ou seja, as células respiram melhor e tudo corre bem na saúde da criança.
  • Chocolate amargo/meio amargo: Não há criança que não curta uma sobremesa, aí entra o bom e velho chocolate, mas não podem ser os brancos ou ao leite. Para receber todo seu benefício, os amargos e meio amargos tem muito triptofano, hormônio precursor da serotonina (que resulta no bem-estar e alto astral). Esses sentimentos são fundamentais para uma boa experiência escolar e incentivo geral para ser mais saudável e viver melhor.

E uma dica extra que podemos dar é: sempre incluir uma garrafinha d’água, importantíssima para a hidratação e melhor processamento de todos esses nutrientes.

 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Justiça decide manter prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ)

     Polícia Federal


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* Márcio Canella foi preso ontem e passou por audiência de custódia

Agência Brasil

O ex-prefeito Márcio Canella, preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, passou nesta quarta-feira (8) por audiência de custódia e vai permanecer preso à disposição da Justiça Federal.

Canella já foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. O político era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense e deixou o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.

Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, após os agentes federais encontrarem no carro do investigado um fuzil, considerado arma de guerra de uso restrito. Na casa do político,  foram localizadas ainda outras armas, munições e relógios de luxo.

Lavagem

Além do político, foi alvo também de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim.

A ação visava desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

O Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF indicou que o esquema do grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, informou, em nota, a PF.