sábado, 27 de junho de 2026

Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos mensais, por causa de ociosidade em salas cirúrgicas

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Esse peso financeiro confere ao setor uma responsabilidade central na saúde financeira do negócio hospitalar

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No ecossistema da saúde, a sustentabilidade financeira e a excelência clínica travam uma batalha diária por equilíbrio. Dentro da estrutura de um hospital geral, nenhum ambiente materializa esse desafio de forma tão intensa e dramática quanto o Bloco Cirúrgico. Conhecido tradicionalmente como a linha de frente do salvamento de vidas, o Centro Cirúrgico (CC) assume o papel de "coração econômico" da instituição. Sob a perspectiva de volume, as admissões cirúrgicas respondem por 60% das admissões hospitalares; sob a ótica financeira, no entanto, elas consomem ou direcionam mais de 40% de todos os custos com internações. Destes 40%, o centro cirúrgico sozinho responde a aproximadamente 15% de todo o custo hospitalar.

 

Esse peso financeiro confere ao setor uma responsabilidade central na saúde financeira do negócio hospitalar: qualquer oscilação em sua produtividade impacta imediatamente na última linha do resultado econômico da instituição. O grande paradoxo reside no fato de que a mesma alta complexidade tecnológica e de recursos humanos que gera margem e prestígio institucional atua como um biombo que esconde "custos invisíveis" e desperdícios crônicos. Em cenários de inflação médica ascendente e transição de modelos de remuneração (do fee-for-service para modelos baseados em valor), a ineficiência no centro cirúrgico deixou de ser um problema puramente administrativo para se tornar uma ameaça à própria viabilidade da assistência ao paciente.

 

Ao analisar o desempenho macro dos blocos cirúrgicos no Brasil com suporte nos dados consolidados do Boletim de Indicadores Planisa (1), constata-se uma métrica alarmante: uma taxa média de ociosidade que atinge 61%. Isso significa que, na maior parte do tempo disponível operacional, a estrutura física mais cara do hospital permanece vazia ou subutilizada.


Retração

 

Para contextualizar a gravidade da situação, a Planisa observou a evolução histórica do indicador de número de cirurgias por sala por dia: em 2019, registravam-se 2,6 procedimentos/sala/dia e, após seis anos, em 2025, permanecem os mesmos 2,6 procedimentos/sala/dia.

 

A retração na produtividade registrada no último ano para a média de 2,6 cirurgias diárias por sala acende um sinal de alerta máximo para os executivos da saúde. Este declínio torna-se ainda mais grave quando associado ao fato de que o custo da hora do centro cirúrgico sofreu um incremento superior a 50% no mesmo ciclo histórico (2019-2025). Ou, em termos práticos: manter uma sala cirúrgica aberta está significativamente mais caro, mas estamos realizando o mesmo volume de procedimentos dentro dela.

O que fazer quando a criança é picada por formiga?

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* Dor, vermelhidão e coceira são os sintomas mais comuns, mas algumas espécies podem provocar reações alérgicas graves
 

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A picada de formiga em crianças é comum, especialmente durante brincadeiras em jardins, parques e áreas externas. Embora, na maioria das vezes, provoque apenas desconforto local, algumas crianças podem apresentar reações inflamatórias mais intensas ou até quadros alérgicos que exigem atendimento médico imediato. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, destaca como identificar as picadas e o que fazer em caso de acidentes.
 

De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Pequeno Príncipe, as crianças podem desenvolver um processo inflamatório mais acentuado após a picada, com vermelhidão e inchaço no local afetado. “Além disso, a coceira intensa pode levar a criança a arranhar a pele repetidamente, causando escoriações e aumentando o risco de infecções secundárias.”
 

Quais são as formigas mais perigosas do Brasil?

Segundo o Instituto Butantan, há mais de 13 mil espécies de formigas catalogadas no mundo, 2 mil delas são nativas do Brasil. As mais perigosas são aquelas que possuem ferrão e injetam veneno, causando dor intensa e, em alguns casos, reações alérgicas graves.
 

A formiga-bala (Paraponera clavata) é considerada a formiga com a picada mais dolorosa do mundo. Classificada como nível 4+ na Escala de Dor de Schmidt, sua ferroada injeta a neurotoxina poneratoxina, que provoca dor intensa e inchaço. Em casos mais críticos, também pode causar aumento da frequência cardíaca e reações sistêmicas.
 

Já a formiga lava-pés (Solenopsis spp.) representa maior risco para a população por ser frequentemente encontrada em áreas urbanas e rurais. Ela é extremamente agressiva. Sua picada causa sensação de queimadura, vermelhidão e inchaço. Em pessoas alérgicas, o veneno pode desencadear reações graves, incluindo choque anafilático.
 

Como identificar picada de formiga em crianças?

Os sinais e sintomas costumam aparecer poucos minutos após a picada e variam conforme a espécie da formiga e a sensibilidade da criança, mas geralmente ocorre:

  • vermelhidão;
  • coceira;
  • dor;
  • inchaço;
  • bolhas.

Entretanto, algumas crianças podem apresentar reações alérgicas intensas, com inchaço generalizado, dificuldade para respirar, queda de pressão e choque anafilático em casos extremos.
 

O que fazer em caso de picada de formiga em crianças?

Ao perceber-se uma picada de formiga em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:

  • lave o local com água e sabão;
  • coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
  • evite coçar para não infectar;
  • nunca tente apertar ou sugar o local;
  • em caso de reação alérgica intensa, procure atendimento médico imediatamente.

Como prevenir os acidentes?

A prevenção envolve alguns cuidados simples:

  • oriente que a criança não mexa com formigas;
  • evitar que a criança ande descalça em locais com formigueiros;
  • mantenha alimentos armazenados corretamente dentro de casa;
  • controle frestas, buracos e focos de infestação no ambiente doméstico.
  • Com essas medidas, é possível reduzir significativamente o risco de acidentes e garantir mais segurança para as crianças.

O que uma queda pode revelar sobre a saúde da pessoa idosa


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* Especialistas alertam que episódios aparentemente simples podem indicar fragilidades ainda não identificadas


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No Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) chama atenção para um dos principais desafios para a saúde, a autonomia e a qualidade de vida da população idosa. Embora ainda seja comum associar quedas ao envelhecimento, especialistas reforçam que elas não são uma consequência natural da idade e, em muitos casos, podem ser prevenidas.
 

“Esse é um dos maiores mitos relacionados ao envelhecimento: envelhecer não significa necessariamente cair. Embora ocorram algumas mudanças fisiológicas ao longo da vida, as quedas não devem ser consideradas normais ou inevitáveis. Na maioria das vezes, elas resultam da combinação de diferentes fatores de risco que podem ser identificados e tratados”, afirmou Isabela Oliveira Azevedo Trindade, fisioterapeuta, especialista em Gerontologia e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG.
 

Segundo a especialista, toda ocorrência deve ser investigada, mesmo quando não há lesões aparentes. “A queda costuma ser um evento sentinela. Ela pode indicar perda de força muscular, alterações de equilíbrio, efeitos adversos de medicamentos, problemas visuais, doenças neurológicas, cardiovasculares e até declínio cognitivo. Mais importante do que tratar as consequências é compreender por que ela aconteceu para evitar novos episódios”, explicou.
 

Entre os principais fatores associados ao aumento do risco, estão perda de força muscular, sarcopenia, alterações da marcha e do equilíbrio, sedentarismo, uso de múltiplos medicamentos, doenças crônicas e déficits visuais e auditivos. “Quando falamos em quedas, estamos falando também sobre preservação da autonomia. Um único episódio pode desencadear perda de independência, redução da mobilidade, necessidade de cuidadores, isolamento social, sintomas depressivos e piora significativa da qualidade de vida. Após uma fratura importante, especialmente de quadril, muitas pessoas idosas não conseguem recuperar completamente o nível funcional que tinham antes”, alertou Isabela.,