quarta-feira, 8 de julho de 2026

Justiça decide manter prisão do ex-prefeito de Belford Roxo (RJ)

     Polícia Federal


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* Márcio Canella foi preso ontem e passou por audiência de custódia

Agência Brasil

O ex-prefeito Márcio Canella, preso nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, na 6ª fase da Operação Unha e Carne, passou nesta quarta-feira (8) por audiência de custódia e vai permanecer preso à disposição da Justiça Federal.

Canella já foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. O político era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense e deixou o cargo para concorrer a uma vaga ao Senado pelo partido União Brasil.

Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, após os agentes federais encontrarem no carro do investigado um fuzil, considerado arma de guerra de uso restrito. Na casa do político,  foram localizadas ainda outras armas, munições e relógios de luxo.

Lavagem

Além do político, foi alvo também de um mandado de busca e apreensão, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, o ex-secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Marcus Amim.

A ação visava desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio como plataforma de lavagem de dinheiro, com participação de agentes públicos.

Relatório do Coaf

O Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à PF indicou que o esquema do grupo criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, informou, em nota, a PF.

 

 

 

 

 

Alunas vencem concurso internacional com projeto sobre câncer de mama

    EBC


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É a primeira vez que uma equipe brasileira vence o ISS Journey

Agência Brasil

Equipe brasileira formada por alunas do 8º e 9º ano do Colégio Ser, de Jundiaí, no interior paulista, conquistou o primeiro lugar no ISS Journey, programa internacional que desafia estudantes a desenvolverem experimentos científicos para serem realizados em condições de microgravidade. 

Nesta edição, mais de 70 equipes brasileiras participaram da competição e apenas dez chegaram à fase final. Esta foi a primeira vez que uma equipe brasileira vence, agora composta pelas alunas Beatriz Marques Herculano (14 anos), Giovanna Machado Tasso (14 anos), Lavínia Carboni Berti (14 anos) e Sara Lourenço Panico (15 anos) .

As alunas apresentaram a pesquisa com foco no câncer de mama e o projeto irá para experimento na Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão prevista para setembro e outubro de 2026. O ISS Journey é promovido pela International School, programa de ensino bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foudation. O objetivo é conectar estudantes à ciência espacial por meio da elaboração de experimentos reais que podem gerar contribuições para a pesquisa científica.

Células

Chamado Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário, o projeto vencedor busca investigar como a ausência de gravidade influencia a comunicação entre células relacionadas ao câncer de mama por meio do secretoma, conjunto de substâncias liberadas pelas células para se comunicar.

A expectativa é compreender se as alterações provocadas pela microgravidade podem abrir novos caminhos para pesquisas e tratamentos da doença, que afeta uma em cada oito mulheres ao longo da vida.

O experimento desenvolvido pelas estudantes será enviado à Estação Espacial Internacional (ISS), onde será realizado em condições de microgravidade. Paralelamente, um experimento controle será conduzido na Terra para permitir a comparação dos resultados.

Mama

A análise permitirá compreender como o ambiente espacial afeta a comunicação entre as células estudadas e poderá gerar informações relevantes para futuras pesquisas sobre o câncer de mama. Os resultados também podem contribuir para ampliar o conhecimento científico sobre os impactos da microgravidade em processos biológicos complexos.

Ao longo da jornada, as estudantes receberam mentoria especializada de um comitê científico da International School e apresentaram seus projetos durante o Science Days, evento que reuniu as equipes finalistas e especialistas da área.

Como parte da premiação, as alunas participaram na última semana de junho de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, onde tiveram contato com cientistas, especialistas da área aeroespacial e astronautas. A experiência ampliou a dimensão da conquista, que ultrapassa o âmbito escolar e passa a representar também a ciência brasileira em um cenário internacional.

Quando quatro gerações dividem o crachá



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O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade 


*Cláudio Pepeleascov

Nos últimos anos, acompanhamos de perto uma mudança expressiva no mercado de trabalho: pela primeira vez, quatro gerações compartilham o mesmo ambiente – baby boomers, geração X, millennials e geração Z. E isso está criando desafios para os setores de recursos humanos das empresas, afinal, não é um detalhe demográfico, mas um hall de pensamentos, estilos e objetivos diferentes.

Trata-se, portanto, de uma transformação no jeito de atrair, engajar e reter pessoas. Cada grupo vive momentos de vida distintos e enxerga valor em coisas diferentes. É por isso que pacotes de benefícios engessados ou “tamanho único” deixaram de funcionar.

Nesse contexto, ganharam destaque os benefícios flexíveis, que, em pouco tempo, se tornaram a resposta mais pragmática para conciliar preferências sem inflar custos ou criar programas paralelos que ninguém usa.


Motivo

O movimento já aparece nas escolhas dos profissionais. De acordo com a pesquisa global de Atitudes sobre Benefícios 2024, da WTW, que ouviu mais de mil trabalhadores brasileiros, de 29 setores, 58% dos entrevistados destacaram os pacotes de benefícios como um dos motivos para escolher a empresa; e, também, 58% afirmaram que eles são um bom motivo para permanecer na companhia.

Ainda de acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados podem alterar ou mudar seus pacotes de benefícios totalmente, enquanto 20% possuem alguma capacidade para essas mudanças. Ou seja, 41% ainda seguem sem alternativa, mostrando que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Contudo, é inegável que os dados comprovam que a personalização saiu da vitrine e foi para a régua de decisão, tanto para quem aceita uma proposta quanto para quem decide ficar. E isso explica por que, em mercados competitivos, empresas com arranjos flexíveis tendem a reduzir turnover, encurtar tempo de contratação e melhorar engajamento nos programas de saúde e bem‑estar.


Trilhas

Quando uma empresa adota um modelo de benefícios flexíveis, ela substitui a lógica de opções fixas, permitindo que cada pessoa organize a própria cesta. Quem cuida de familiares prioriza rede e serviços de saúde; quem está no início de carreira busca jornadas mais digitais, saúde mental e mobilidade; quem está no meio da vida profissional procura previsibilidade de custos, proteção financeira e acesso a trilhas de bem‑estar. O ponto central é dar escolhas relevantes sem perder governança.

E a flexibilidade só funciona com método. Para programas como esse serem bem‑sucedidos, devem contar com a escuta ativa, entendendo o uso real e as preferências de cada grupo. Surge, então, o conceito de Smart Benefits, que implica não só na oferta flexível por parte de uma empresa, mas também na análise aprofundada do perfil de cada trabalhador, melhores opções para empregados e empresa e um desenho profundo, integrado e amparado por dados do cenário atual. É nesse ponto que entram as consultorias, que serão capazes de enxergar esse todo.

A convivência de quatro gerações empurra o tema de benefícios para o centro da proposta de valor ao empregado. Em vagas disputadas, candidatos comparam o grau de personalização e a clareza das regras, enquanto os profissionais já contratados decidem se permanecerão ou não de acordo com os pacotes que o acompanham. Benefícios flexíveis, quando bem desenhados, viram um sinal concreto de respeito às preferências, sem abrir mão de responsabilidade com o orçamento.

O debate sobre benefícios saiu do campo da novidade e entrou de vez na pauta de talentos e resultados. Não se trata de oferecer tudo, e, sim, de organizar escolhas de forma inteligente, com dados, governança e simplicidade. Em um mercado em que quatro gerações constroem a mesma empresa, quem aprende a flexibilizar ganha vantagem competitiva. E quem coloca as pessoas no centro, com transparência e método, descobre que Smart Benefits não são apenas um custo a ser gerido, mas um ativo de reputação e desempenho.

 

Cláudio Pepeleascov, head de Saúde e Benefícios da WTW

Friagem e clima seco do inverno exigem cuidados com a saúde vocal

    Arquivo/Hourpress


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A primeira recomendação é manter uma boa hidratação

Redação/Hourpress

A chegada do inverno exige um cuidado maior com a saúde vocal, já que as mudanças bruscas de temperatura e a baixa umidade do ar aumentam os casos de resfriados, alergias e irritações nas vias respiratórias, fatores que podem afetar o funcionamento das pregas vocais, de acordo com a fonoaudióloga Renata Guedes (CRFa 2-14640), conselheira do CREFONO2 - Conselho Regional de Fonoaudiologia 2ª Região.
 

"Isso ocorre porque as pregas vocais dependem de um controle adequado para funcionarem corretamente. Quando o ar está seco, todo o trato respiratório perde hidratação. Isso aumenta o esforço para falar, favorecendo sintomas como pigarro, desconforto na garganta, fadiga vocal e alterações na qualidade da voz", explicou a especialista. No entanto, ela conta que é possível evitá-los ou amenizá-los, se algumas medidas simples forem tomadas no dia a dia.


A primeira recomendação é manter uma boa hidratação. "Beber água durante o dia todo ajuda a manter as pregas vocais hidratadas, principalmente em ambientes com baixa umidade", afirma Renata Guedes. Ainda que a quantidade recomendável por pessoa possa variar de acordo com fatores como peso, faixa etária e condições físicas, estima-se que o consumo diário necessário de água seja entre dois e três litros.


Outra dica da fonoaudióloga conselheira do CREFONO2 é realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, cerca de três vezes ao dia. Ela promove a hidratação de todo o trato nasal, fluidifica as secreções, protege as vias respiratórias e mantém o trato vocal mais livre das secreções e do famoso “pigarro”.

A lavagem nasal pode ser realizada em crianças, adultos e idosos, sendo especialmente importante para os profissionais que dependem da voz. “Além de proporcionar uma boa respiração nasal, também influencia na qualidade vocal, oferecendo mais conforto ao falar e cantar.”


Por fim, Renata Guedes recomenda uso de máscara para proteger o nariz e a garganta do ar frio, como também reduzir o consumo de bebidas muito quentes ou muito geladas "E, se estiver com sintomas de gripe, rouquidão há mais de 15 dias, pigarro constantes, agende uma consulta com especialista (fonoaudiólogo e/ou médico otorrinolaringologista) para obter o tratamento mais adequado", concluiu a fonoaudióloga.

Dez melhores cursos para fazer na adolescência e começar a construir o futuro profissional

    IA


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Especialista da Prepara IA destaca as formações que ajudam jovens a desenvolver habilidades, conquistar o primeiro emprego e explorar diferentes áreas de atuação

Redação/Hourpress

A adolescência é uma fase marcada por descobertas, escolhas e muitas dúvidas sobre o futuro. Entre elas, uma das mais comuns é decidir qual caminho profissional seguir. Embora essa definição nem sempre aconteça cedo, investir em cursos de qualificação pode ser uma estratégia importante para desenvolver competências, ampliar oportunidades e ganhar mais segurança na hora de planejar a carreira.

 

Segundo uma pesquisa realizada pelo IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) em parceria com o Itaú Educação e Trabalho, mais de 60% dos jovens brasileiros entre 14 e 21 anos ainda não sabem qual profissão desejam seguir. Ao mesmo tempo, a busca por cursos profissionalizantes cresce como forma de preparação para o mercado de trabalho e para a tomada de decisões futuras.

 

Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, a adolescência é o momento ideal para experimentar diferentes áreas de conhecimento. “O jovem não precisa ter todas as respostas agora. O mais importante é desenvolver habilidades que serão úteis em qualquer profissão e conhecer possibilidades que possam despertar novos interesses”, afirma.

 

Leonardo Andreolli listou os 10 cursos mais recomendados para adolescentes que desejam se preparar para o futuro.

 

1. Informática

O domínio das ferramentas digitais é praticamente obrigatório no mercado de trabalho. Cursos de informática ensinam o uso de programas como Word, Excel e PowerPoint, além de conceitos de navegação segura e organização de arquivos.

 

2. Inglês

Considerado um diferencial competitivo em diversas áreas, o inglês amplia oportunidades acadêmicas e profissionais, além de facilitar o acesso a conteúdos e tecnologias globais.

 

3. Administração

Ideal para quem gosta de organização e gestão, o curso apresenta conceitos de finanças, planejamento, atendimento ao cliente e rotinas administrativas, servindo como base para diferentes carreiras.

 

4. Design Gráfico

Voltado para jovens criativos, ensina a desenvolver peças visuais, identidade de marca e conteúdos para redes sociais utilizando ferramentas amplamente adotadas pelo mercado.

 

5. Marketing Digital

Com a expansão do ambiente online, profissionais que entendem de redes sociais, produção de conteúdo e estratégias digitais estão cada vez mais valorizados. O curso também pode abrir portas para trabalhos autônomos.

 

6. Programação

Uma das áreas mais promissoras da atualidade, a programação desenvolve raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas. Além disso, prepara os jovens para oportunidades em tecnologia e inovação.

 

7. Atendimento ao Cliente

A habilidade de se comunicar bem é essencial em qualquer profissão. O curso ensina técnicas de relacionamento, atendimento e resolução de conflitos, competências valorizadas em diversos setores.

 

8. Vendas

Mais do que comercializar produtos, vender envolve negociação, comunicação e entendimento das necessidades do cliente. Essas habilidades podem ser aplicadas em diferentes áreas profissionais.

 

9. Excel

Muito requisitado em funções administrativas, financeiras e de gestão, o Excel é uma ferramenta indispensável para análise e organização de dados, tornando-se um diferencial para quem busca o primeiro emprego.

 

10. Empreendedorismo

O curso estimula a criatividade, a autonomia e a capacidade de transformar ideias em projetos. Mesmo para quem não pretende abrir um negócio, o pensamento empreendedor é valorizado pelas empresas.

 

Antes de fazer uma matrícula, Leonardo Andreoli recomenda que o adolescente reflita sobre seus interesses e objetivos. “Vale observar quais atividades despertam mais curiosidade, quais habilidades já fazem parte da rotina e como essas competências podem ser aplicadas no mercado. O importante é dar o primeiro passo e entender que o aprendizado é um processo contínuo”, pondera.

 

Segundo o especialista, cursos que desenvolvem competências digitais, comunicação e pensamento analítico tendem a gerar benefícios em qualquer trajetória profissional. “O mercado muda rapidamente, mas quem investe em conhecimento, tecnologia e desenvolvimento pessoal estará sempre mais preparado para aproveitar as oportunidades que surgirem. Uma recomendação bônus é focar em como utilizar a Inteligência Artificial, uma ferramenta que vem sendo amplamente utilizada de diferentes formas e em diversos setores. Além de enriquecer o currículo, a qualificação na adolescência pode ajudar na conquista do primeiro emprego, na escolha mais consciente de uma futura graduação e no desenvolvimento de habilidades que acompanharão o jovem ao longo de toda a vida profissional”, finalizou Andreoli