sexta-feira, 18 de setembro de 2020
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
"Um Abraço em Beirute", em prol de vítimas da explosão no Líbano, vai ao ar domingo (20) pela TV Cultura
Especial com grandes artistas será transmitido a partir das 15h
Redação/Hourpress
Organizado pelo músico Ricardo Feghali, integrante da banda Roupa Nova, em parceria com o maestro Tim Rescala, o especial “Um Abraço em Beirute”, vai ao ar pela TV Cultura nesse domingo, dia 20, a partir das 15hs.
Com parceria do Consulado Geral do Líbano no Rio de Janeiro, a transmissão visa arrecadar doações para as vítimas da explosão na capital libanesa, que aconteceu no último dia 04 de agosto.
O programa apresentado por Adriana Couto, Chris Maksud e Marcelo Tas, será um belíssimo especial com grandes nomes da música como Frejat, Daniel, Fagner, Lenine, Melim, Claudia Leitte, Roupa Nova, Sorriso Maroto, Zeca Baleiro, Gilberto Gil, Badi Assad, Pedro Mariano, Flávio Venturini, Tim Rescala, Rony Barrak, André Abujamra, Orquestra de Refugiados, Myrlla Muniz, entre muitos outros.
Além do canal aberto, a transmissão também será feita através do site e perfil oficial da emissora no Twitter, pelo canal libanês LBCI e em redes sociais de artistas brasileiros-libaneses envolvidos no projeto.
Para quem puder e quiser ajudar, as doações para as vítimas se darão por meio de um QR Code disponibilizado na tela. Os valores serão depositados em uma conta da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e revertidos para a Cruz Vermelha do Líbano.
Os telespectadores desfrutarão de duas horas de muita emoção e solidariedade, e poderão curtir ainda um musical com a cantora libanesa Jahida Wehbé, acompanhada pela belíssima Orquestra Sinfônica de Beirute regida pelo maestro Harout Fazlian, além de interpretações de textos do poeta e escritor Gibran Khalil, feitas por Fernanda Montenegro, Dira Paes, Osmar Prado, Drica Moraes, Stella Miranda, Guilherme Fontes e Maria Alice Mansur.
“Eu sou de família libanesa, e estou muito feliz e honrado em poder fazer parte e produzir um espetáculo desse tamanho, ao lado de grandes parceiros e amigos, e em prol de famílias severamente atingidas pela explosão em Beirute. Espero vocês para se emocionarem comigo e juntos podermos ajudar um povo que precisa da gente.” – Ricardo Feghali
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Redação/Hourpress
Campanha global propõe redefinir capitalismo
O embrião da ação vem do Manifesto de Davos
Redação/Hourpress
Por meio desta campanha, a IMPERATIVE 21 vai mobilizar o empresariado e a sociedade em prol da redefinição do capitalismo. Lançada globalmente, ela busca atingir mais de 72 mil empresas em 80 países, influenciando cerca de 18 milhões de trabalhadores, que já fazem parte da coalizão. Os fundadores da coalizão global são o B Lab, The B Team, o CECP (Chief Executive for Corporate Purpose), Conscious Capitalism, Coalition for Inclusive Capitalism e Just Capital. No Brasil, a coalizão é formada pelo Sistema B (braço do B Lab na América Latina), Rede Brasil do Pacto Global, Instituto Capitalismo Consciente Brasil e Instituto Ethos. Mais do que engajar o empresariado nesta causa, a IMPERATIVE 21 também trará ferramentas, por meio de seu site, para auxiliar as organizações em como fazer sua parte e contribuir para a criação desse novo modelo de capitalismo.
O embrião da ação vem do Manifesto de Davos, lançado na edição 2020 do Fórum Econômico Mundial. Inspirada nesse aprendizado, a transformação proposta pela Imperative 21 se baseia em três pilares: design para uma economia de interdependência; investimentos para que todos os passos do sistema produtivo sejam mais justos; criação de valor para todos os stakeholders. Esta equação prova que somente a soma de todos pode gerar uma sociedade melhor.
"A crise socioeconômica e ambiental que vivemos hoje é diretamente influenciada por um sistema exploratório que prioriza o lucro e a acumulação de capital a respeito da sociedade. É um modelo produtivo e de relações empresariais que está em colapso e precisa ser revisto. Precisamos pensar em que sociedade gostaríamos de viver e nos unir para que as mudanças aconteçam, assumindo o protagonismo dessas ações. Com a IMPERATIVE 21, nos unimos na missão compartilhada de munir os líderes com os princípios de liderança do século 21 para guiarem as mudanças de forma consistente", afirmou Francine Lemos, Diretora Executiva do Sistema B
Campanha global
Para chamar atenção para a questão, a coalizão programou uma série de ações. O pontapé inicial é o lançamento de um site que será uma fonte para todas as empresas que desejam aderir ao movimento ou saber como fazer mudanças efetivas em suas rotinas. A página também mostra como cada um dos imperativos propostos se desdobram em ações para os tomadores de decisão do setor privado, governo e sociedade civil. São itens que vão desde a escolha de matérias-primas sustentáveis até a construção de sistema de gestão de pessoas que promovam igualdade e equilíbrio, entre outras iniciativas.
A mobilização inclui ainda campanhas em veículos de mídia e mobiliário urbano com cartazes que propõem novas definições clássicas do capitalismo: salário mínimo, por exemplo, se transforma em salário justo. Essas imagens serão espalhadas por meio de ativações de arte-ativismo em grandes centros urbanos como Nova Iorque, Londres, Washington e, no Brasil, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de setembro. Da data, entre 18 horas e meia-noite, um prédio no cruzamento da Consolação e Paulista exibirá projeções de imagens que mostram os propósitos da campanha.
Além disso, durante a campanha, importantes bolsas de valores (Nasdaq e LSE já confirmadas) terão intervenções em suas fachadas, com palavras de ordem que estimulam e norteiam a criação de um novo capitalismo.
"Queremos criar um ambiente de troca e construção de conhecimento global, integrando empresas e estimulando líderes a aderirem o movimento. A campanha começa agora, mas não tem data para terminar", convida Dario Neto, Diretor Executivo do Instituto Capitalismo Consciente Brasil.
Sobre o B Lab
B Lab é uma organização sem fins lucrativos que atende a um movimento global de pessoas que usam os negócios como uma força do bem. As iniciativas do B Lab incluem a Certificação B Corp; administração da Avaliação de Impacto B, SDG Action Manager e B Analytics; e a criação e defesa de estruturas de governança corporativa que priorizem o valor das partes interessadas sobre o lucro dos acionistas.
Sobre o Sistema B
O Sistema B é uma organização parceira do B Lab desde 2012, responsável pelo engajamento, divulgação e promoção local de todo movimento B no Brasil e América Latina. Ele articula um movimento global de pessoas que usam os negócios para a construção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa para as pessoas e para o planeta. Tem no centro do movimento as Empresas B Certificadas - as melhores PARA o mundo e não DO mundo.
São 170 Empresas B no Brasil e 624 na América Latina, todas compartilham o objetivo de redefinir o sucesso na economia para que sejam considerados não apenas o êxito financeiro, como também o bem-estar da sociedade e do planeta.
#SUS animal é a joia da coroa da prefeitura de SP
Os donos de cães e gatos encontram atendimento de primeira linha
Luís
Alberto Alves/Hourpress
O
Poder Público dá muita bola fora e raramente oferece algo bom ao cidadão que
sofre para pagar impostos e geralmente nada recebe de contrapartida. Porém, com
o #Hospital Veterinário de SP a história
é diferente. A população desfruta de serviço de excelente qualidade. Veja detalhes neste link:
Não
é novidade para ninguém que os hospitais veterinários particulares cobram
preços exorbitantes no atendimento de cães e gatos. Alguns procedimentos
ultrapassam mais de R$ 3 mil. Na atual crise, são poucas as pessoas que tenham
condições financeiras de arcar com essa quantia numa emergência.
#SUS animal
A
diferença é que no #Hospital Veterinário
Municipal de SP, que chamo carinhosamente de #SUS Animal, os donos de cães e gatos encontram atendimento de
primeira linha para as modalidades de #clínica
geral, #oftalmologia, #cardiologia, #endocrinologia, #dermatologia, #neurologia,
#oncologia, #ortopedia e #odontologia. No #SUS animal são feitas consultas, cirurgias, laboratoriais e
medicinais. Tudo gratuito.
Outro
detalhe importante é o profissionalismo e o carinho de funcionários, inclusive
de #médicos e #enfermeiros. Não
fazem distinção de pacientes, como chamam os animais que ali chegam. É um
serviço que precisa receber mais verba da Prefeitura e aumentar o volume de
medicação no local.
Limpeza
A
higiene merece destaque. A todo instante as faxineiras limpam o piso do salão
com pano molhado em produto desinfetante. Os #banheiros são higiênicos, em nada se parecem com sanitários de
outros #hospitais públicos, onde
inexiste papel higiênico e o mau cheiro é insuportável.
Não é difícil ser atendido no #Hospital Municipal
Veterinário de SP, que funciona em parceria com a #Anclivepa (Associação Nacional de Clínicas Veterinárias de Pequenos
Animais). Na capital paulista são três unidades em funcionamento, das 7h às
17h, de segunda a sexta-feira. É preciso apresentar RG, CPF e comprovante de
residência (luz, água ou telefone) e morar em SP.
Unidades
1) Avenida Ataliba Leonel, 3.194, Parada Inglesa, Zona
Norte.
2) Rua Ulisses
Cruz, 285, Tatuapé, Zona Leste
3) Rua Agostino
Togneri, 153, Jurubatuba, Santo Amaro, Zona Sul.
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
A Amazônia como produto Caviar
Essa é a castanha do Pará e o açaí que abastecem o mundo
*Mayra Castro
Produto da Amazônia deveria ser visto como algo raro, caro, exclusivo e único, ao invés de ser vendido como commoditie. Daí a provocação do Caviar. Caviar nada mais é do que ova de peixe. Mas não é de qualquer peixe, não é de qualquer região, fazendo com o que o produto seja de alto valor agregado. Não é qualquer castanha, não é qualquer superfruta. São insumos orgânicos, nativos da Amazônia, de cultura primordialmente extrativista, coletados de maneira artesanal, por comunidades tradicionais, diretamente da maior floresta do mundo.
Essa é a castanha do Pará e o açaí que abastecem o mundo. A Amazônia é, em si, uma marca mundial e sensorial, conhecida por ser rica, grandiosa e encantadora. Eis o mercado internacional de cosméticos que utiliza insumos e o próprio nome Amazônia para agregar valor em seus produtos. A questão é que o modelo econômico implantado na região se pauta na marca Brasil que é exportadora de commoditie, de baixo valor agregado. Ocorre que para manter a floresta viva é preciso dinheiro e tecnologia para a construção de uma nova economia, baseada em novas matrizes econômicas. Esse modelo tem marca própria.
CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA ECONOMIA
Recentemente em um evento regional do Sebrae com pessoas de vários estados, apresentei o conceito de produto Caviar e fiz a seguinte provocação: “Vocês pensam que o Steve Jobs criou produtos para se inserir em um mercado ou os produtos Apple criaram nichos?” A questão é quem compra um Iphone não compra um celular, compra um conceito. E assim, a Apple se tornou uma empresa bilionária vendendo para 15–20% do mercado.
Uma nova economia para a Amazônia que considere o que a biodiversidade pode oferecer, tanto como insumo quanto conhecimento técnico-científico e tradicional, é de nicho e não de massa. Ademais, hoje em dia, ter uma boa história para contar em um produto é essencial. Nós temos mais de 10 mil anos de história humana, uma cultura única e envolvente, além do “Amazon lifestyle”, para contar. E claro, os encantos de sermos a maior floresta do mundo. Isso já é um storytelling único para explorar.
ACESSO À CAPITAL
Atualmente, os empreendimentos na Amazônia que mais conseguem acesso à capital e em condições mais favoráveis são das cadeias tradicionais, como agropecuária e minério.
No cenário clássico, os empreendimentos se adéquam às condições da oferta. Para que haja realmente impacto econômico na região, as teses e editais teriam que considerar as peculiaridades regionais de taxas, payback, carências e securitização de garantias. Como fazer isso? Incluindo a participação de pessoas que vivenciam a região profissional e culturalmente nos processos decisórios.
Atualmente, os empreendimentos que mais conversam com a biodiversidade têm um porte abaixo do que o mercado busca. Isso falando de indústria. Quando se fala de empreendedorismo de base criativa ou tradicional, já não se olha sequer como oportunidade de negócio, mas filantropia. Nessa nova economia, o capital é um parceiro que busca ajuda mútua e os empreendimentos são um elo entre pessoas e meio ambiente.
COMO TRABALHAR NA AMAZÔNIA
Muitos querem e nem todos conseguem. Isso acontece porque para atuar na Amazônia, é necessário ter o mínimo de compreensão sociocultural, para saber o que fazer e com quem e como falar. Existem mais de 20 milhões de pessoas na região, alta produção técnico-científica nos centros de pesquisa e muito conhecimento tradicional. O que ocorre é que as receitas já chegam prontas. Como mudar esse cenário? Simples. Antes de chegar com ideias, projetos e iniciativas pré-concebidas, pergunte “como posso ser útil” e o que você tem a oferecer. Incluir para construir.
*Mayra Castro é designer de conexões e parcerias, advogada e mestre em Direito Internacional e Europeu pela Universidade de Genebra- Suíça.




