terça-feira, 11 de outubro de 2022

Três dicas para investir em um ambiente corporativo saudável e produtivo

 A qualidade do ambiente de trabalho é considerada um dos principais fatores que impactam diretamente a motivação e a produtividade

   Freepik

Os conceitos de liberdade, flexibilidade e tecnologia caminham lado a lado com este novo formato


 Redação/Hourpress


O escritório do futuro é um dos principais legados da pandemia. Os conceitos de liberdade, flexibilidade e tecnologia caminham lado a lado com este novo formato, ao passo que, atualmente, o ambiente corporativo se tornou um ponto de encontro, um local de treinamento, e por último, de fato um local de trabalho.
 

A qualidade do ambiente de trabalho é considerada um dos principais fatores que impactam diretamente a motivação e a produtividade de uma equipe. Mas, afinal, o que é um bom ambiente de trabalho? Basicamente, todo e qualquer espaço que motiva o profissional a oferecer e entregar sempre o seu melhor, não se limitando apenas ao ambiente físico. Isto é, alguns pontos como cultura organizacional, diversidade entre as equipes, comunicação fluida e aspectos sociais também refletem e auxiliam na estruturação do ambiente corporativo.
 

“Muito mais do que sofás para descanso, cadeiras ergonômicas, uma decoração lúdica e bons equipamentos, o ambiente de trabalho ideal é aquele capaz de se adequar aos colaboradores que possui. Os empresários precisam compreender que cada equipe demanda um local diferente para produzir mais e se desenvolver profissionalmente”, explica Pamela Paz, CEO da John Richard, maior empresa de assinatura de móveis para escritórios e residências do Brasil.


Saudável
 

A executiva listou abaixo três dicas simples para que todos os players do mercado possam investir em um ambiente corporativo saudável.

 

Aposte nos espaços de descompressão: A preocupação com a qualidade do ambiente de trabalho é um dos investimentos mais relevantes para o crescimento de qualquer negócio, ao passo que colaboradores felizes e motivados produzem mais e melhor: um colaborador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros, segundo um estudo realizado pela Universidade da Califórnia.

 

“Esteja sempre atento ao clima organizacional da empresa e procure promover um ambiente saudável e construtivo. As salas dinâmicas e espaços de descompressão ganharam destaque em grandes empresas como Google, Apple e Microsoft, mas também podem ser adotadas em algum espacinho do seu escritório. Investir no bem-estar do colaborador e em um ambiente que ele possa renovar suas energias, faz toda a diferença”, afirma Paz.

 

Não se esqueça da cultura organizacional: O trabalho é de certa forma nossa segunda casa, afinal, são tantas horas compartilhadas com nossos pares que acabam se tornando parte da rotina. Além disso, as empresas são feitas por relações pessoais e, consequentemente, a construção de uma convivência amistosa e benéfica, estabelece um ambiente de colaboração harmonioso e produtivo. Mas, para que isso aconteça, é necessário investir na cultura organizacional, a partir de boas relações sociais entre líderes e colaboradores.
 

Uma comunicação fluida aliada a cultura do feedback é essencial. O diálogo torna o ambiente de trabalho mais colaborativo, onde as pessoas aprendem, ensinam e possuem empatia para com o outro. Isto afeta de forma positiva a qualidade do trabalho executado.
 

Atenção à saúde mental dos colaboradores: A saúde mental dos colaboradores é um dos assuntos mais discutidos nos últimos anos e diversos são os fatores que impactam diretamente, como competitividade excessiva, altas exigências, falta de organização e flexibilidade, longas jornadas de trabalho, entre outros.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 86% dos brasileiros têm algum transtorno mental, como ansiedade e depressão. Por isso, as ações voltadas para a saúde mental dos colaboradores merecem mais atenção no ambiente de trabalho. “Invista em planos de saúde, dinâmicas em grupo, confraternizações, coffee breaks, palestras motivacionais e atividades voltadas à melhoria do clima organizacional. Além disso, conhecer os sintomas das principais doenças mentais pode auxiliar na tomada de decisão e, principalmente, em ações que minimizem o problema em sua empresa”, concluiu a CEO.


Região Sudeste inicia outubro com gasolina R$ 5,13, e etanol, a R$ 3,95

 

Na região, o etanol apresentou vantagem para abastecimento nos Estados de São Paulo e Minas Gerais

EBC

Ambos os combustíveis fecharam o período com o preço abaixo da média nacional


Redação/Hourpress

O último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) apontou que a Região Sudeste fechou setembro com o litro da gasolina a R$ 5,13, valor 8,07% mais barato, se comparado a agosto; e o etanol, a R$ 3,95, com recuo de 10,90%. Ambos os combustíveis fecharam o período com o preço abaixo da média nacional, que ficou em R$ 5,33, para a gasolina; e R$ 4,41, para o etanol. O diesel na região foi comercializado a R$ 6,91, o tipo comum; e R$ 7,05, o S-10; com redução de 4,24% e 4,17% respectivamente. Os dois tipos de diesel também registraram valor abaixo da média nacional, que fechou a R$ 7,13 e R$ 7,23, respectivamente. 

“O recuo registrado na Região Sudeste no preço dos dois tipos de diesel foi o mais expressivo, se comparado às demais regiões. A gasolina é o combustível mais indicado para os motoristas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, enquanto o etanol é economicamente mais viável para Minas Gerais e São Paulo”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frotas & Mobilidade da Edenred Brasil.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

Populismo e Insustentabilidade

 O poder de sedução inerente ao populismo reside nesse fato

    Hourpress

A análise de diversos pontos de vista é fundamental ao desenvolvimento de atitudes sustentáveis


*André Naves 


Populismo costuma ser entendido como o conjunto de práticas e condutas políticas em que o líder da Nação estabelece uma relação direta, imediata e desinstitucionalizada com as massas populares, em contraste e contrapondo-se a uma suposta elite. Em resumo, o líder populista aposta no aprofundamento da conflituosidade entre os incluídos (“nós) e os excluídos (“eles”), transformando esse atrito em retórica justificadora de políticas públicas exclusivistas.
 

O poder de sedução inerente ao populismo reside nesse fato. Como o líder se apresenta como um integrante comum do povo, assume-se como verdadeira a aparência de que ele compreende os problemas sociais e os pode solucionar. Acontece que decorre do próprio pensamento populista o imediatismo, já que problemas estruturais e complexos são reduzidos a questiúnculas simples e menores que ainda padecem de solução por exclusiva falta de vontade. Daí saídas curtoprazistas e desplanejadas para as graves mazelas sociais.
 

Contrapondo-se ao charme sedutor do populismo, políticas públicas que efetivamente resolvam as questões da sociedade são aquelas racionalmente planejadas, que, geralmente, não dão frutos imediatos. Ao contrário, questões complexas são solucionadas por medidas igualmente complexas, que só produzem efeitos com a continuidade, no longo prazo. Ou seja, são políticas que, ao revés de seduzir e apaixonar, devem convencer.


Sociais
 

Esse convencimento daquilo que efetivamente soluciona os problemas deve ser buscado pela ampliação do diálogo, por meio da pluralidade de ideias e da inclusão. Cada indivíduo, portanto, de acordo com suas características intrínsecas, experiências pessoais e relações com as diversas coletividades, deve participar do debate público no sentido de construir as políticas que verdadeiramente superem as deficiências sociais.
 

Só assim, pelas luzes da razão e oposição às trevas das paixões e do populismo, será possível caminhar para além de práticas cosméticas que, ainda que perpetuem injustiças, são atenuadas enquanto soluções definitivas.


Nesse sentido, governos de matiz populista são completamente inábeis a construir políticas sustentáveis, que atendam aos requisitos e aos valores do paradigma “ESG”. Muitas vezes, para o florescimento de políticas sustentáveis, a inclusão, a pluralidade, e a fermentação planejada ao longo do tempo se fazem necessárias. A análise de diversos pontos de vista é fundamental ao desenvolvimento de atitudes sustentáveis. Dessa forma, a democracia liberal, enquanto potencializadora da institucionalidade social, é essencial à sustentabilidade. Por outro lado, o populismo, ao preconizar uma série de benefícios efêmeros e imediatos, é insustentável.


Política
 

Seja pelo projeto do “Green New Deal” nos Estados Unidos, que visa à retomada econômica e ao fortalecimento do mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que opções produtivas ambientalmente sustentáveis são privilegiadas; seja pelo programa de transformar a França em uma Nação Ecológica proposto por Macron em seu discurso de vitória; seja pela transição energética anunciada pelo Japão e pela Alemanha, que visa cambiar a dependência do gás russo por opções mais limpas, encabeçadas pelo hidrogênio “verde”; percebe-se que uma política harmônica à conservação do patrimônio natural só pode ser construída harmonicamente por uma ação democrática e liberal, que, entre outras práticas, favoreça a concertação internacional, objetivando o aprofundamento da globalização.
 

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, o governo do Reino Unido encomendou à Universidade de Cambridge, sob coordenação do Professor Sir Partha Dasgupta, um relatório sobre as potencialidades econômicas da sustentabilidade, em que foi concluído que a degradação ambiental, ao afetar o acesso à água, à alimentação e aos serviços públicos de qualidade, aprisiona os seres humanos na armadilha da pobreza ambiental.
 

Resumindo: enquanto as alternativas populistas são ambientalmente nocivas, socialmente precarizantes e governativamente opacas, as opções liberal-democráticas provam que desenvolver os valores “ESG” é, em última análise, cuidar das pessoas.
 

*André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Sociais. Escritor, professor e palestrante.

 

 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Você é livre para votar?

Afinal de contas não estamos numa democracia?

Numa eleição o que deve brilhar são as riquezas das boas ideias

Luís Alberto Alves/Hourpress

Nestas eleições o direito de votar parece deixar de ser livre. O brasileiro precisa definir em quem vai depositar a sua confiança na urna eletrônica. Não pode declarar neutralidade. Do contrário é alvo de patrulhamento. Se escolher a posição, é criticado! Caso opte pela oposição, também sofre críticas!

Afinal de contas não estamos numa democracia? Portanto temos o direito de escolher o candidato que nos agrade, dentro da galeria dos piores. Infelizmente essa regra deixou de funcionar neste 2022. Como se fosse o final dos tempos, o Apocalipse, como narrado na Bíblia, chegou.

Budistas

O brasileiro precisa escolher o melhor lado da história. Mas qual é? Para a extrema-direita é o atual presidente Bolsonaro. Na visão dos esquerdistas é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos teriam a chave de acesso à bonança, ao melhor dos mundos. Como dizem os budistas, trariam o nirvana à Terra!

A opinião do próximo perdeu a importância. Qualquer um dos candidatos escolhido é alvo de crítica e até de agressões verbais e físicas. O bom senso saiu da rota da convivência em sociedade. As redes sociais viraram depósito de fake news e extenso rosário de artigos de ofensas aos dois lados que disputam a cadeira de presidente da República.

Comunista

As religiões, até agora mantidas no campo da neutralidade, entraram neste intrigado jogo de poder. Cada um possa de dono da verdade, apossando-se do nome de Deus para tomar atitudes carregadas de ódio e rancor. Em diversas igrejas protestantes, os membros são coagidos a votar no atual presidente, ignorando as baixarias e atitudes que não estão de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo.

Quem ousar sair deste cercadinho ganha o carimbo de comunista ou herege. Alguém que não pode merecer mais a confiança dos demais irmãos. Como fica o livre direito de voto? Alguém pode ser coagido a escolher determinado candidato sob ameaça de excomunhão? Estaríamos retornando à Idade Média, onde a igreja católica tinha poderes de tornar malditos quem não concordasse com os dogmas de Roma?

Política

Não é novidade de que o latino americano é emotivo. Facilmente deixa a razão de lado durante as discussões. Notícias de pessoas agredidas e até assassinadas por causa de divergências políticas estão mostrando que o brasileiro entrou na piscina do ódio, ignorando o pacifismo. Entre familiares virou rotina conflitos provocados por causa da escolha política de cada um.

É momento de serenidade. Político nenhum paga as nossas contas. Pensam apenas no interesse próprio. Têm na mente o desejo de atender os desejos do grupinho que joga no seu time ideológico. A grande massa de eleitores é algo sem importância. Portanto, cabe a você eleitor meditar. Não destrua amizades e entre em conflito com familiares por causa de políticos. Para eles, você é apenas número. Interessante somente em época de eleição.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas.

 

 

 

 

 


terça-feira, 20 de setembro de 2022

Não seja um anti-administrador

 Quem não contribui para o avanço é motor da ineficiência

 Pixabay



Leandro Vieira

Em 9 de setembro, foi comemorado no Brasil o Dia do Administrador, data que marca a regulamentação da profissão, que ocorreu em 1965. De lá até aqui, o mundo mudou. E se o mundo muda, o administrador também precisa mudar. Afinal, como está sabiamente escrito na nossa literatura: é papel desse profissional “planejar, organizar, ajustar e mensurar estratégias e processos” - mas, principalmente, desenvolver pessoas. Aqueles que não evoluem, assim, não são capazes de desenvolver ninguém.

Então fica aqui a grande questão: como os administradores brasileiros têm se desenvolvido?

Ao contrário do que tem se ouvido cada vez mais na internet, a formação acadêmica é muito importante. Ela tem um peso incomparável em sua formação, enquanto profissional e como ser humano. É na faculdade que você, administrador, constrói suas bases.

Mas, há outra verdade: um administrador que para de aprender quando se forma, inevitavelmente, vai se tornar uma antítese de si. Um administrador que não aprende todos os dias, é um anti-administrador. Isso porque, quando falamos de Administração, quem não contribui para o avanço é motor da ineficiência.

Atraso

A bem da verdade, temos de ser sinceros: o Brasil está cheio de anti-administradores. Alguns com diploma, outros que sequer já ouviram falar em Peter Drucker, pai fundador da Administração. E isso é muito ruim. Atrevo-me a dizer que é uma das raízes mais profundas do nosso atraso.

O 9 de setembro rememora a origem da profissão. Mas lembre-se de que ser administrador não é ter um diploma ou um registro. Muito menos é ocupar um cargo de direção. Cadeira, caneta, título, nada disso administra.

Administrar é conduzir pessoas e organizações sempre pelos melhores caminhos, aos melhores destinos. E isso só se faz com aprendizado contínuo, com o olhar aberto ao novo e com os ouvidos atentos às pessoas que estão à volta.

Desejo

A forma como consumimos se transforma a todo instante. Na era dos hologramas, metaversos e NFTs, a própria noção de realidade foi posta em xeque. Isso afeta como vivemos e nos comunicamos. Somos seres novos a cada dia em que acordamos.

Aquele indivíduo que aprende um ofício, consegue um emprego e trabalha nele até o fim da vida, é um item raro e não será mais produzido. Somos hoje um mundo regido pela urgência, pela vontade de mudar, pelo desejo de fazer e ser mais. E o mais fascinante: daqui a cinco ou 10 anos, tudo será muito diferente outra vez.

Regendo essa complexa orquestra, que ganha novos instrumentos a todo instante, está o administrador. Se ele não segue aprendendo as novas músicas que a banda toca, é incapaz de segurar a batuta. Administrar é, antes de tudo, nunca parar de aprender. Se não é isso, é Anti-administração.

Leandro Vieira é fundador e CEO do Administradores.com

Pesquisa aponta riscos do uso indiscriminado da pílula anticoncepcional

 Estudantes do CEUB entrevistaram mulheres do DF na faixa de 18 a 40 anos que revelaram fazer uso da pílula sem prescrição médica

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O comprimido provoca diversos efeitos adversos, tais como: dores de cabeça, aumento do fluxo menstrual, diminuição da libido


 Redação/Hourpress

A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais utilizados no mundo para a prevenção da gravidez indesejada e para o tratamento de problemas hormonais da mulher. Marco da autonomia reprodutiva feminina, o medicamento possui uma série de efeitos colaterais leves e graves. Visando mostrar os danos causados no organismo de mulheres em idade reprodutiva, as egressas de Enfermagem do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Ana Beatriz Souza e Maynara Silva desenvolveram uma pesquisa científica para apontar os fatores que podem desencadear a trombose, condição que pode ser fatal.

 O anticoncepcional oral apresenta uma alta carga hormonal em sua composição farmacológica, o que pode levar à ocorrência de diversos efeitos adversos, tais como: dores de cabeça, aumento do fluxo menstrual, diminuição da libido, podendo inclusive acarretar riscos, por causa do uso prolongado, tais como a trombose venosa e o acidente vascular cerebral. A trombose é um efeito adverso muito presente em pacientes que utilizam a pílula, devido às alterações na cascata de coagulação, que intensificam o risco de promover a formação de um trombo.

Venoso

 De acordo com pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam pílulas anticoncepcionais têm risco de quatro a seis vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso do que mulheres que não usam contraceptivos orais. Nesse sentido, o que poucas mulheres sabem é que o uso indiscriminado de anticoncepcional traz riscos graves, que podem até levar a óbito. A maioria compra diretamente as pílulas sem conhecer outros métodos contraceptivos.

 Para a egressa do curso de Enfermagem do CEUB Maynara Silva, muitas mulheres acabam aderindo à pílula mesmo com os riscos, por falta de orientação necessária: “Muitas dessas mulheres não recebem as orientações corretas sobre o uso do fármaco e começam a tomar por conta própria, sem prescrição médica, fazendo o uso do anticoncepcional de forma inadequada e por tempo prolongado”.

 Ao desenvolver o estudo, as pesquisadoras entrevistaram, por meio de questionário eletrônico, mulheres de 18 e 40 anos, matriculadas em universidades do Distrito Federal. Ao todo, 189 entrevistas foram realizadas, sendo que, destas, 99 fazem uso de algum método contraceptivo há mais de seis meses. De acordo com a apuração, 88,9% desse grupo de entrevistadas optaram pelo uso da pílula, alegando fácil acesso. Já 4,4% das mulheres relatam que o método escolhido foi o intramuscular, 2,2% escolheram o DIU e 3,3% responderam utilizar outros métodos contraceptivos.

 Orais

Orientador do projeto científico, o especialista em Farmacologia do CEUB Danilo Avelar alerta que para além dos efeitos colaterais que podem levar à trombose, a falta de informação e da prescrição médica pode ser uma agravante. “O estudo confirmou ainda que grande parte das mulheres têm conhecimento que os anticoncepcionais orais podem apresentar risco à saúde da mulher. Isso ocorre devido à ingestão de hormônios sintéticos, que podem alterar a ação fisiológica de várias substâncias e vias metabólicas do organismo”, complementou.

 Para uma das autoras do artigo acadêmico, Ana Beatriz Souza, é essencial que a mulher, junto com o ginecologista, faça uma escolha consciente e adequada às suas condições. A pesquisa nos levou a reforçar a necessidade de avaliação do uso dos anticoncepcionais pela população feminina e correlacionar com o risco de trombose, uma vez que a doença é um risco eminente na população feminina”.

 Danilo Avelar destaca ainda a importância de incentivar o ensino e palestras educativas a respeito dos diversos meios contraceptivos, proporcionando, assim, a escolha do método junto ao profissional de saúde devidamente capacitado (médico, enfermeiro e farmacêutico) para que melhor se adeque à realidade e ao organismo das mulheres. “Por meio de campanhas, exames e acesso à saúde e informação, as mulheres devem optar pelo uso adequado do fármaco, garantindo, assim, o preceito constitucional da dignidade da pessoa humana e da liberdade de escolha individual”, completou o especialista.

 Trombose e outros fatores

De acordo com pesquisa realizada pela Organizações das Nações Unidas (ONU) intitulada “Tendências do Uso de Métodos Anticoncepcionais no Mundo”, 64% das mulheres utilizam algum tipo de proteção para não engravidar. No Brasil esse número sobe para 79%, segundo o documento. O estudo aponta que para cada 100.000 mulheres, pelo menos cinco casos de trombose estão relacionados ao uso de anticoncepcionais orais. Tabagismo, diabetes, obesidade e hipertensão arterial também podem potencializar riscos à saúde da mulher se associados ao uso de anticoncepcionais, sobretudo na faixa etária a partir dos 35 anos.

Como desenvolver o senso de dono nos funcionários?

 Qualquer pessoa pode desenvolver o senso de dono

    Arquivo

Reforçando a sensibilidade de olhar e identificar instantaneamente o que precisa ser feito ou melhorado


Pollyana Guimarães

Sobrevivência. É esse o sentimento que define a realidade das empresas em conseguirem se desenvolver frente à escassez de mão de obra – principalmente, por parte das novas gerações, que não demonstram o comprometimento em atividades que considerem fora das suas aspirações profissionais. Tal fato ressalta a importância de as organizações buscarem, cada vez mais, por estratégias que virem esse jogo, como investir no treinamento da equipe para desenvolver o senso de dono.

Contar com o time que já está em campo é, sem dúvidas, uma belíssima jogada para as companhias que tentam driblar o cenário atual. E, por isso, o senso de dono é um dos pontos a serem considerados no planejamento estratégico. Afinal, trata-se da ação de despertar no profissional o cuidado e comprometimento das suas funções levando em conta todas as pessoas que fazem parte da empresa.

Em contrapartida, ter a mentalidade de dono ressalta outras prioridades que ultrapassam a necessidade de bater metas, reforçando a sensibilidade de olhar e identificar instantaneamente o que precisa ser feito ou melhorado. Constituindo, de fato, uma relação de cuidado pela instituição e seus ativos como um todo.

Algo

Obviamente, para que esse profissional tenha intrínseco esse sentimento de paixão pela sua empresa, é necessário seguir alguns passos para que seja despertado o senso de dono de maneira satisfatória.

# 1 Desenvolver competências: Aqueles que serão inseridos nesse processo precisam passar por uma capacitação para adquirirem uma visão abrangente do negócio. Esse treinamento é fundamental para ajudá-los a identificar quando algo precisa ser feito e qual o caminho certo a ser seguido.

# 2 Fazer a gestão do tempo: A capacitação ocorre simultaneamente à execução de outras tarefas. Assim, é necessário gerenciar o tempo, de modo que seja conciliado o período de trabalho para dar a devida atenção às demais áreas da empresa.

Vistos

# 3 Fortalecer a interação social: Se preocupar com as pessoas é a peça-chave no desenvolvimento do senso de dono. Ter essa empatia configura em entender e priorizar processos obrigatórios, como dar feedbacks – que precisam ser vistos como um ato de amor e não como algo já padronizado.

# 4 Estudar o mercado: É crucial entender o mercado de atuação da empresa, bem como saber quem são os concorrentes e quais impactos sociais são causados. Isso ajuda a identificar as competências que precisam ser desenvolvidas para que, de fato, haja uma ação efetiva naquilo que precisa ser feito.

# 5 Conhecer os números da empresa. Durante o processo de desenvolvimento e treinamento, o profissional precisa não somente conhecer o faturamento, mas também os números da empresa. Afinal, a partir disso terá o conhecimento pleno acerca das dificuldades e desafios para exercer a gestão empresarial com maior propriedade.

Sentimento

A aplicação de todos esses critérios inseridos no despertar do senso de dono, certamente, resulta no ato de se apaixonar pela corporação e estar disposto a investir em melhorias que tragam resultados promissores. E, embora essa tendência não precise chegar necessariamente ao nível de paixão para todos, ela pode atingir o sentimento de responsabilidade de ver quando algo precisa ser aprimorado.

Qualquer pessoa pode desenvolver o senso de dono, especialmente no sentido de ter agilidade e rapidez no processo de tomada de decisão. Isso porque o conceito deixa implícito três critérios que são fundamentais para sua aplicação na prática, que levam em conta como as suas ações impactam a vidas das pessoas, o ambiente de trabalho e como vão trazer resultados positivos de crescimento.

Por essa razão, é importante deixar claro que o senso de dono é algo que demanda um desenvolvimento contínuo. Até porque, de nada adianta ter intrínseco o entendimento do que é, se não tem desenvolvidas as competências e habilidades para estar à frente de tais ações. Desta forma, cabe ressaltar a importância da participação das empresas nesse processo, afinal, são as que mais têm a ganhar com essa modalidade de qualificação de líderes.

Pollyana Guimarães é idealizadora da Evoluzi, empresa de curadoria de treinamentos corporativos.