terça-feira, 20 de setembro de 2022

Triplica o número de empresas de TI abertas na última década

 O número de empresas que entraram em inatividade foi duas vezes menor

    Pixabay

O estudo mostra que, entre 2012 e 2021, foi triplicado o número de empresas criadas


Redação/Hourpress

Na última década, o Brasil apresentou uma taxa de 43% no crescimento das empresas em atividade no ramo de Serviços em TI (Tecnologia da Informação). Atualmente são cerca de 275 mil empresas de TI ativas no território nacional (em maio de 2022).

É o que informa o Insights Report da Assespro-PR (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) do mês de junho, relatório que traz mensalmente informações sobre o panorama das empresas de tecnologia em território nacional.

Com base em dados da Receita Federal, a partir do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o estudo mostra que, entre 2012 e 2021, foi triplicado o número de empresas criadas, saltando de 13,4 mil novas empresas criadas em 2012 para 36,9 mil em 2022, enquanto o número de empresas que entraram em inatividade foi duas vezes menor se comparado os mesmos períodos.

São Paulo, centro tecnológico do país, foi o estado com maior número de empresas abertas, com 132 mil, seguido do Rio de Janeiro, com 26 mil, e Minas Gerais, com 20 mil.

O Paraná ficou em 4º lugar, com taxa de crescimento do estoque de empresas em atividade na casa dos 61%, passando de 10,8 mil, em 2012, para 17,4 mil, em 2021. Dentre os dez principais municípios com maior quantidade de empresas em TI, quatro apresentaram um ritmo de criação de novas empresas acima da média do estado: Maringá (24%), Pato Branco (23%), Londrina (28%) e Cascavel (18%). Apenas Colombo apresentou uma redução (-2%) nas empresas em atividade, no referido período

Se levado em consideração a natureza jurídica das empresas ativas, é a Limitada (LTDA), com 61% de participação, em âmbito nacional e 71% no Paraná, em 2022, seguida de Sociedade Anônima Aberta, com participaçao de 12% e 20%, respectivamente.

Tempo de vida média das empresas e quadros societários

Um dos pontos que mais chama a atenção no Insights Report de Junho da Assespro-PR é a estimativa de tempo que as empresas de TI ficam ativas, ou seja, com os CNPJs ativos. Esse número é muito importante para entender o cenário da tecnologia no país, pois mostra como está o desenvolvimento e aquecimento de mercado.

No Brasil, o tempo de vida média das empresas em atividade, no ramo de Serviços em TI, é de 5,6 anos. São Paulo, por ser a UF com maior quantidade de empresas ativas (48% do total nacional) apresenta uma média igual à nacional, com o Rio Grande do Sul (5,9) e Rio de Janeiro (7,4) com médias superiores. O Rio de Janeiro inclusive ficou em 2 lugar no ranking com empresas mais longevas, atrás apenas do Acre (7,5). O Paraná figurou entre as médias mais baixas neste quesito, com 4,7 anos como média. 

Em relação ao quadro societário, observa-se no período 2012-21 uma redução da participação das mulheres no quadro das empresas de TI, que passou de 30% em 2012, para 20% em 2021. 

Por faixa etária, observa-se a predominância recorrente de sócios entre 41 e 50 anos de idade, ao longo do período 2012-22. Cabe destacar a crescente participação de sócios com idade até 30 anos, passando de 3% do total, em 2012, para 33%, em 2022, o que demonstra que na última década, especialmente com advento das startups e mudança de mindset quanto a pessoas empreenderem em tecnologia.

Resumo

Empresas Abertas e Encerradas no Ramo de Serviços em TI

Atualmente, são 275 mil empresas ativas no Ramo de Serviços em TI, no Brasil. No Paraná, são 18,3 mil.

Em 2021, 36,9 mil empresas foram abertas e 13,7 mil foram declaradas inativas no Brasil. No Paraná,  2,8 mil empresas abertas e 0,8 mil inativas.

Tempo de vida média é 5,6 anos no Brasil, enquanto que no Paraná, 4,8 anos.

As mulheres representavam 30% do quadro societário das empresas, em 2012, e 20%, em 2021. Sócios, com idade até 30 anos, passaram de 3% do total, em 2012, para 33%, em 2022.


Ex-jogador Raí abraça a causa dos familiares de vítimas e atingidos da tragédia-crime

 Embaixador e conselheiro do Paris Saint-Germain, o ex-jogador Raí ganhou da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM) camisetas com a frase “Justiça por Brumadinho”

   Divulgação

As representantes da associação presentearam o ex-jogador com duas camisetas em que aparecem estampados a frase “Justiça por Brumadinho”


Redação/Hourpress

Em solidariedade às vítimas da tragédia-crime de Brumadinho, o ex-jogador Raí, embaixador e conselheiro do Paris Saint-Germain, encontrou-se em Paris com a presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (AVABRUM), Alexandra Andrade, e Maria Regina da Silva, integrante do Conselho Fiscal da diretoria da entidade. O encontro aconteceu no último sábado (17/09).


As representantes da associação presentearam o ex-jogador com duas camisetas em que aparecem estampados a frase “Justiça por Brumadinho” e os escudos de sete times de futebol amador onde atuavam vítimas da tragédia-crime, considerada o maior acidente de trabalho da história brasileira. Ele também recebeu, das mãos das representantes da AVABRUM, duas outras camisetas em que estão estampados os nomes destas vítimas, além das palavras “in memorian” e “272 joias”.
 

Raí e as representantes da AVABRUM com o painel em que aparecem as fotos das 272 vítimas da tragédia-crime


Na tragédia-crime, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, 272 pessoas morreram em consequência do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Vale. A maioria das vítimas trabalhava na mineradora e, do total, 15 deles tinham, na paixão pelo futebol, uma prática em suas vidas, atuando nos sete times representados nas camisetas especialmente produzidas para este encontro com Raí - Canto do Rio Futebol Clube, Brumadinho Futebol Clube, Itaguaense Futebol Clube, Novo Ideal Futebol Clube, Juventos Esporte Clube, Aroucas Futebol Clube e Estrela Marinhense Futebol Clube.


Jogadores
 

Quase todas as 15 pessoas homenageadas pela AVABRUM atuavam nos times amadores como jogadores. Algumas delas exerciam a função de treinador ou de dirigente de clube. No Canto do Rio Futebol Clube, atuavam como jogadores Adriano Junio Braga, Edgar Carvalho Santos, Eudes José de Souza Cardoso, Everton Lopes Ferreira e Max Elias de Medeiros. Já Marlon Rodrigues era dirigente do clube e Nilson Dilermando Pinto atuava como professor da escolinha da categoria de base; Robert Ruan Oliveira Teodoro jogava nas categorias de base do Brumadinho Futebol Clube; Ramon Junior Pinto (jogador) participava do time Itaguaense Futebol Clube; Jonis André Nunes jogava no Juventos Esporte Clube; Wesley Eduardo de Assis, Gilmar José da Silva e Reinaldo Fernandes Guimarães eram jogadores do Novo Ideal Futebol Clube; Walaci Junhior Candido da Silva jogava no Aroucas Futebol Clube; e Geraldo Medeiros Filho (jogador) atuava no Estrela Marinhense Futebol Clube.


Raí também recebeu uma revista sobre a AVABRUM e o livro “Brumadinho de Braços Abertos”. Segundo Alexandra, parte da renda obtida com a venda do livro é para ser revertida para incentivar o turismo, que, antes da tragédia-crime, era uma atividade econômica com grande potencial. “Brumadinho ainda depende muito do minério e incentivar o turismo é uma forma de encontrar alternativas”, disse a presidente da entidade.

 

Maria Regina considerou muito importante o encontro com Raí, que, em 2006, criou, juntamente com outros atletas, a organização Atletas pela Cidadania para a defesa das causas sociais. Na conversa com o ex-jogador, Alexandra e Maria Regina pediram apoio dele para o trabalho que vem sendo desenvolvido pela associação e lembraram que ainda faltam ser encontrados corpos de 4 vítimas da tragédia-crime.


 Empresas

 

A AVABRUM atua para dar visibilidade à luta por encontro, memória e justiça, mobilizando-se para que sejam punidas a Vale, a empresa alemã Tüv Süd, que atestou a segurança da barragem que se rompeu, e outros réus da ação criminal que tramita na Comarca de Brumadinho. Entretanto, há demora no julgamento desta ação penal que foi aberta em fevereiro de 2020 nesta comarca e que tem, entre os reús, as duas empresas, além de 16 pessoas, como o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman.

 

A Tüv Süd também é alvo de dois processos judiciais na Alemanha sob acusação de fraude do laudo de estabilidade da barragem. As ações buscam a responsabilização da Tüv Süd, cobrando indenizações pelos danos causados pelo rompimento da barragem a familiares de vítimas, atingidos e sobreviventes. Nesta segunda-feira, 19/09, Alexandra e Maria Regina participaram de uma audiência na Justiça alemã referente a um dos processos.

 


As duas faces do tribunal da internet no caso Luísa Sonza

 O processo judicial aguarda a marcação de nova audiência

                 Divulgação

Luiza estaria envolvido num suposto caso de injúria racial


Francisco Gomes Júnior 

O processo que envolve a cantora Luísa Sonza em um suposto caso de injúria racial vem gerando enorme repercussão nas mídias sociais. A cantora responde a um processo movido pela advogada Isabel Macedo de Jesus, em 2018. O tema ‘voltou à tona’ nos últimos dias porque uma audiência judicial entre as partes foi marcada e adiada por conta de vazamento do link da sessão virtual na web.

Isabel Macedo fez a denúncia contra a cantora após episódio que teria ocorrido em setembro de 2018, em Fernando de Noronha. A advogada alega que, ao passar pela artista, ela a confundiu com uma funcionária do local, dando um tapa no braço de Isabel e pedindo para entregar a ela um copo com água. Quando a advogada questionou o pedido, Luísa teria dito: "Você não trabalha aqui?". Em seguida, ao ser indagada do motivo de ter suposto que a advogada estaria servindo as pessoas da festa, a loira rebateu: "Não é isso que você está pensando".

Nos últimos dias, influenciadores digitais, como o apresentador Danilo Gentili se manifestaram afirmando que a cantora estaria contando com uma rede de proteção por parte da opinião pública, que a estariam poupando da exposição e das críticas.

Processo

De acordo com Francisco Gomes Junior, advogado especialista em Direito Digital e presidente da ADDP (Associação de Defesa de Dados Pessoais e Consumidor), na esfera jurídica, a advogada ofendida promoveu a medida judicial que entende cabível. “O Juiz irá analisar as provas para determinar se houve injúria racial ou um atingimento de sua honra. As partes podem, inclusive, compor-se e extinguir o processo, dentre outras possibilidades. ”

O processo judicial aguarda a marcação de nova audiência para que as partes possam manifestar-se perante o Juiz responsável, que irá determinar as próximas medidas e ouvi-las, assim como as testemunhas. Sobre o processo judicial, portanto, deve-se aguardar o seu desenvolvimento, não se formando juízos precipitados.

“O que ocorre em um caso como este é que a esfera digital, as mídias e sobretudo as redes sociais atuam como tribunais de reputações. Nas redes, uma reputação pode ser destruída sem provas, bastando indícios ou mesmo falsas alegações. Um artista pode ser cancelado ou mesmo ter um prejuízo à sua imagem que acarreta perda de shows ou patrocínios. Atualmente, o tribunal das redes é implacável, instantâneo e de difícil reparação. O artista deve manifestar-se nas redes para defender-se e apresentar sua versão, pois se não o fizer será acusado de omissão e julgado pelos usuários mesmo assim”, complementou o especialista.

Judiciário

Ainda segundo o advogado, mostra-se necessária uma manifestação da cantora sobre os fatos apontados pela advogada Isabel, para que se acalmem os ânimos nas redes sociais e para que de fato o caso seja apreciado e julgado pelo Juiz competente, no Judiciário. 

Francisco Gomes Júnior - Sócio da OGF Advogados. Presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

A vida exige cautela

Porém, o nosso coração é enganoso

Freepik
O coração é mestre em criar emoções, na maioria das vezes, falsas...


Luís Alberto Alves/Hourpress

Nunca faça nada em sua vida sem meditar nas consequências. Sábio não é quem age com pressa, mas quem pensa e decide tomar decisão que seja boa, sem lhe causar prejuízo. A precaução é importante, para mais tarde o que era belo, inicialmente, não se tornar feio.

Porém, o nosso coração é enganoso. Adora enviar mensagens ao cérebro de que tudo é bom. É legal viver perigosamente, no mar de adrenalina. Sentir o vento frio da emoção soprar forte no rosto, para depois compartilhar com a turma, o quanto foi legal driblar o perigo e permanecer de pé.

Não é fácil decidir algo que o presente anuncia como fracasso no futuro. Na vida sentimental é assim. Quantos casamentos que se tornaram pesadelos não poderiam ser evitados na fase de namoro? Quando ambos percebiam que existia apenas atração física. Apenas o desejo carnal. De saciar a fome sexual e nada mais?

Coração

Quantos profissionais mau sucedidos não estariam fora do mercado de trabalho, se na época de vestibular tivessem escolhido a carreira certa. Mas optaram em ouvir a voz do coração e sentaram numa canoa furada que os levaram ao mar da decepção?

O problema é que nós somos teimosos. Ousamos desafiar a vida. Construímos a falsa ideia de que decepções só acontecem com os outros. Em nosso quintal a grama ficará verde para sempre. Recusamos ouvir conselhos de nossos pais e de pessoas mais experientes.

A cereja do bolo é apostar no desconhecido. Igual fazer rapel em lugar superperigoso, imaginando que a corda de nylon não irá se romper. Afinal de contas, pensamos que somos super-homem ou supermulher. Deste jeito é o nosso comportamento no amor, trabalho, faculdade, família etc.

 

Poeira

Em algumas ocasiões o bom senso alerta que aquilo que parece maravilhoso diante de nós, é apenas ilusão. Poeira, que o vento logo vai espalhar no ar. É quando entramos numa rua deserta e o coração dispara, alertando que algo ruim poderá acontecer conosco. É preciso sair dali rápido.

Nestes momentos precisamos tomar a decisão certa de dizer não à emoção e obedecer à razão. Mesmo com o gosto amargo da decepção nos lábios. É melhor sofrer no presente para sorrir no futuro. Não é fácil. Porém, nesta hora devemos ser fortes.

Viver não é fácil. A cada dia precisamos tomar decisões. Algumas delas mudarão o rumo que traçamos no dia 1º de janeiro. Dependendo do assunto, algo trágico ou bom se instalará em nosso caminho. É a hora de escolhermos o caminho bom ou ruim. O sucesso dependerá disto. Afinal de contas o tempo não espera ninguém, nem dá segunda chance.

Luís Alberto Alves, jornalista e editor do blogue Cajuísticas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

A tecnologia aumenta a solidão

 Quantos casais, deitados na cama, estão separados pelo celular

   EBC

Casais juntos, mas separados pelo celular....


Luís Alberto Alves/Hourpress

Hoje, com o celular é possível transferir dinheiro rapidamente, pagar contas, tributos, pedir comida e quitar rapidamente por meio de cartão ou PiX, usar o cartão de débito para comprar qualquer objeto no comércio. Enfim, é possível por meio de videoconferência conversar com qualquer pessoa na maioria dos países. Os fãs da pornografia também podem utilizar o celular para saciar as suas fantasias sexuais e alimentar os desvios de personalidade.

Por meio deste tipo de telefone é possível conhecer o trajeto que algum familiar faz, além de registrar nos seus arquivos informações a respeito da saúde, para os atletas de final de semana. Este pequeno aparelho conseguiu reunir diversos avanços da tecnologia que seduziu bilhões de pessoas ao redor do planeta. Virou até babá eletrônica nas casas onde as mães não encontram tempo para cuidar das crianças.

O lado mau é que o celular, ao mesmo tempo em que coloca informações de todo o mundo e de pessoas em nossas mãos, nos mantém afastados dos outros. Quantos casais, deitados na cama, estão separados pelo celular, deixando de lado o diálogo e os momentos de carinho e amor! Muitos preferem ceder às fofocas destacadas nos aplicativos.

Muitas pessoas deixaram de ir aos restaurantes, optando pelos aplicativos nos celulares. Até a leitura de livros acabou simplificada neste tipo de aparelho. Aos poucos diversas pessoas se tornaram reféns da tecnologia e esqueceram-se de que os seres humanos são animais políticos que não conseguem viver isolados. Precisam de alguém do lado.

Mesmo com a facilidade de ter, literalmente, o mundo na palma das mãos, multiplicaram os casos de milhões de depressivos. Os consultórios de psicanalistas ganharam inúmeros clientes. Todos em busca de driblar a solidão. Poucos perceberam que o convívio, reduzindo a dependência da tecnologia, é chave para continuarmos humanos, Afinal de contas, ainda não inventaram aplicativo que leva o caixão sozinho para o túmulo.

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do blogue Cajuísticas

 


Aluno do CEUB desenvolve diagnóstico biotecnológico para a Hepatite B


Combinação com células de insetos pode ser alternativa de baixo custo para a produção de testes e vacinas para o combate às doenças hepáticas no Brasil

Divulgação

Bruno Carrijo, estudante de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB)


Redação/Hourpress

A partir de materiais biotecnológicos, Bruno Carrijo, estudante de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB) desenvolveu testes moleculares que detectam o vírus da hepatite B, causador de doenças hepáticas como a Cirrose Hepática e Carcinoma Hepatocelular (câncer), com maior especificidade. O experimento, que utilizou como ferramenta biotecnológica a combinação com o Baculovírus, revela uma opção de simples manipulação e baixo custo financeiro para a confecção de kits de exames e testes para futuras vacinas, visando melhorar as formas de prevenção, diagnóstico e o tratamento das doenças hepáticas no Brasil.

A pesquisa “Teste imunológico para detecção de antígenos de superfície do vírus da Hepatite B: uma estratégia promissora para desenvolvimento de insumo para diagnóstico” é fruto do Programa de Iniciação Científica do CEUB e foi desenvolvida em colaboração com o Laboratório de Virologia da Universidade de Brasília (UnB) sob supervisão do Professor Bergmann Ribeiro e sob a orientação da Professora Anabele de Azevedo Lima e colaboradores. Para desenvolver a pesquisa, o universitário usou culturas de células de insetos com o vírus recombinante (Baculovírus) contendo a proteína necessária para o diagnóstico. Representando um sistema mais barato e eficiente, o produto utilizado favorece a detecção da Hepatite B.

O experimento testou 25 amostras de pacientes cedidas pelo Laboratório Central do Distrito Federal (LACEN-DF), sendo que as amostras eram positivas para hepatite B com presença do antígeno previamente testadas e identificados de acordo com a doença pré-estabelecida. Nesse sentido, o estudo conclui que a principal vantagem da utilização da proteína analisada é a possibilidade de realizar teste rápido e específico e até mesmo para o desenvolvimento de vacinas.

Pesquisa

De acordo com a orientadora acadêmica do projeto, Prof.ª Dra. Anabele Azevedo Lima, as linhas de pesquisa deste projeto visam identificar regiões com capacidade de reagir de forma mais específica, evitando reações cruzada com outros vírus que apresentem semelhança genética com o vírus da hepatite B. “A partir deste estudo, poderíamos, então, propor o desenvolvimento de insumo, como, por exemplo: kits de diagnósticos específicos para este vírus e produção de vacina com uma estratégia molecular diferente da que temos no mercado, com biotecnologia desenvolvida no país”, explica a docente.

Bruno Carrijo destaca que sua principal motivação foi ir além no âmbito da visão clínica, ampliando o olhar para necessidade de investimento em pesquisas científicas, a parte laboratorial e a de diagnóstico.“O trabalho revela a possibilidade do uso desta combinação para a produção de kits diagnósticos e futuramente a elaboração de antígenos vacinais acessíveis contra a hepatite B para a população. É um estudo de grande relevância para a saúde pública brasileira”, completa Carrijo.

O que é Hepatite B?


As hepatites são doenças caracterizadas pela inflamação do fígado e causadas por cinco tipos de vírus (nomeados das letras A à E). A hepatite B permanece uma problemática para a saúde pública, não apenas para o Brasil, mas em todo o mundo, mesmo com a existência de uma vacina eficaz desde 1981. Estima-se que existam 400 milhões de infectados pelo vírus da Hepatite B mundialmente e que de 15 a 40% desses chegam ao óbito anualmente.

Segundo o Ministério da Saúde, de 2000 a 2021, foram notificados 718.651 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 168.175 (23,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 264.640 (36,8%) aos de hepatite B, 279.872 (38,9%) aos de hepatite C e 4.259 (0,6%) aos de hepatite D. O vírus da Hepatite B tem como transmissão a via parental, principalmente por via sexual, sendo considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST). Também é possível a transmissão vertical, passada da mãe para o filho durante o parto.

A hepatite B pode evoluir para uma hepatite crônica, trazendo complicações como cirroses ou tumores. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, aproximadamente 5% dos pacientes evoluem para uma cronificação da doença e cerca de 70% de recém-nascidos contaminados por transmissão vertical correm risco de cronificação. As hepatites B e C são as principais causas de doenças hepáticas crônicas, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular (câncer), o que representa uma carga significativa para o Sistema Único de Saúde (SUS).


Bandeira do Brasil

O Verde de nossa flâmula representa a pujança ambiental do Brasil


 

*André Naves
 

O Pavilhão Nacional simboliza o Brasil. É marca do povo, de todos aqui nascidos, estrangeiros, ou que, de qualquer maneira, contribuam com o engrandecimento nacional, mantendo conosco laços de afetividade e admiração. A bandeira do Brasil, como símbolo máximo da pátria, é inclusiva, não admitindo usos sectários ou exclusivistas por qualquer parcela do povo brasileiro ou ideologia política.

 

O Verde de nossa flâmula representa a pujança ambiental do Brasil, em que nossos biomas e biodiversidade podem se traduzir em diversos tesouros bioeconômicos necessários à adequada reprodução da vida humana no Planeta. Da mesma maneira, as águas doces, a imensa costa marítima, os potenciais eólicos e solares alçam o Brasil ao patamar de potência energética.

 

Somado a tamanho potencial, o agronegócio, coordenado com a sustentabilidade ambiental, com a defesa dos povos e saberes originários e com a agricultura familiar, colocam nossa pátria em posição vantajosa no quadro geopolítico mundial, já que somos líderes em potência no que tange à capacidade energética, às possibilidades agropecuárias e bioeconômicas.

 

O Amarelo simboliza nossas riquezas. Não só as minerais e materiais, que são gigantescas mas, acima de tudo, as humanas: o povo brasileiro possui em sua diversidade e pluralidade o estopim necessário a novas e originais ideias, práticas e inovações. Cada indivíduo, com suas experiências e atitudes, pode contribuir, na medida em que convive com individualidades diversas, na construção de estruturas sociais mais prósperas, inovadoras e justas.

 

O Azul, por sua vez, é a representação dos Direitos Humanos. É sempre válido lembrar que, ao contrário da estereotipação ideológica e dos usos políticos, os Direitos Humanos representam deveres na elaboração de estruturas sociais que permitam a cada personalidade o desfrute de uma posição equânime em relação às oportunidades para, a partir daí, buscar, por seu trabalho e aptidão próprios, o desenvolvimento de suas capacidades que possam contribuir com a justa prosperidade social.

 

O Branco, em seguida, representa a paz externa, inerente ao povo brasileiro, mas também a paz interna, ainda em constante construção, podendo ser atingida por políticas públicas socialmente inclusivas. Resumindo: o branco é o compromisso nacional com uma sociedade cada vez mais livre de barreiras.

 

Não custa lembrar que as denominadas “políticas públicas” não precisam, necessariamente, ser instituídas, desenhadas e geridas pelo Poder Público, podendo, e devendo, contar com o protagonismo da iniciativa privada.

 

Por fim, há o dístico “Ordem e Progresso” denotando o dever cívico. O trabalho disciplinado e perseverante, esforçado e que supera obstáculos, portanto, em favor da satisfação de carências sociais majoradas pelas estruturas ainda exclusivistas do Brasil. Em outras palavras, mediante esforço individual e coletivo, estruturas sociais inclusivas devem ser construídas.

 

Agora que celebramos os 200 anos de Independência Nacional devemos mirar o futuro. Devemos almejar a elaboração de estruturas democráticas e de cuidado social que permitam o desenvolvimento das capacidades intrínsecas a cada individualidade, impulsionando a prosperidade de toda a Nação.

 

*André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Sociais. Escritor, professor e palestrante.