quarta-feira, 11 de março de 2020

Poupadores ganham cinco anos para reaver perdas de planos econômicos


Prejuízos com Plano Collor 1 são incluídos em acordo


Agência Brasil 

Os aplicadores de caderneta de poupança prejudicados por planos econômicos no fim dos anos 1980 e no início da década de 1990 ganharam mais cinco anos para aderir ao acordo coletivo que permite reaver as perdas com a correção do investimento.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo), a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Confif) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinaram um termo aditivo ao acordo firmado em 2017.
O Banco Central e a Advocacia-Geral da União (AGU) mediaram as negociações. O prazo para adesão, que terminaria amanhã (12), foi ampliado até março de 2025. O acordo abrangerá mais correntistas. Foram incluídas ações que pedem a reposição das perdas do Plano Collor 1, de 1990, e dos processos de bancos abrangidos pelo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
Até agora, o acordo incluía apenas a reposição das perdas com os Planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991). O prazo para a entrada de ações coletivas foi ampliado para 11 de dezembro de 2017. A versão anterior do acordo só abrangia ações coletivas protocoladas até 31 de dezembro de 2016.
O texto ainda precisa do aval do Supremo Tribunal Federal (STF), que terá de homologar o aditivo. O pagamento das perdas com todos os planos será feito em uma única parcela, até 15 dias úteis após a adesão ter sido validada. Nos próximos cinco anos, os multiplicadores (ou fatores de correção) serão corrigidos de forma escalonada pela inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os Planos Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2.
O aditivo aumentou os honorários dos advogados de 10% para 15% do valor pago aos poupadores. O valor será pago pelos bancos aos advogados tanto nas ações individuais como na execução de sentenças de ações civis públicas.
Segundo a AGU, o aumento dos honorários estimulará a adesão ao acordo. A nova versão do acordo prevê mesas de negociações diretas entre bancos e advogados dos poupadores, com assistência da Febrapo, para facilitar as adesões. Os mutirões de negociação em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais continuarão.

Adesões

Segundo as entidades que assinaram o acordo, ainda existem 502.150 poupadores elegíveis para aderirem ao acordo. Do total, 358.365 referem-se a aplicadores que perderam dinheiro nos Planos Bresser, Verão e Collor 2, e 143.785 abrangem os poupadores do Plano Collor 1.
No caso do Plano Collor 1, o pagamento ficou definido da seguinte forma: o saldo nominal da poupança do cliente em abril de 1990 será multiplicado por 0,03, obedecendo os seguintes montantes mínimos a serem pagos: R$ 3 mil para saldo maior ou igual a Cr$ 50 mil (50 mil cruzeiros), R$ 2 mil para saldos entre Cr$ 30 mil e Cr$ 49.999,99, e R$ 1 mil para saldos inferiores a Cr$ 30 mil.

Novas regras

Em relação aos Planos Bresser, Verão e Collor 2, algumas regras de elegibilidade das ações e de pagamento foram alteradas. Agora, terão direito à reposição das perdas os poupadores ou os herdeiros que acionaram a Justiça até 20 anos depois da edição de cada plano. No caso de ações civis públicas, também poderão aderir os poupadores que entraram com pedido de execução de sentença coletiva até 11 de dezembro de 2017.
As entidades que assinaram o termo aditivo vão apresentar ainda hoje o texto ao STF para homologação. Na época em que a negociação foi concluída, no fim de 2017, havia mais de um milhão de ações na Justiça pedindo a reposição das perdas com a mudança de correção da poupança provocada por planos econômicos.
Segundo a AGU, as mudanças só valem para as futuras adesões. Quem aderiu ao acordo antes da assinatura do aditivo continuará submetido às regras do acordo original.

Juntas comerciais terão regras para prevenir lavagem de dinheiro


Medida entra em vigor a partir de 1º de julho


Agência Brasil 

Instrução normativa publicada no Diário Oficial da União de hoje (11) pelo Ministério da Economia estabelece obrigações das juntas comerciais, no sentido de prevenir atividades de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo. O texto prevê também obrigações com relação à indisponibilidade de ativos de pessoas naturais e jurídicas, bem como de entidades.
A instrução normativa nº 76 começa a vigorar a partir de 1º de julho. Ela apresenta uma lista de situações relativas a solicitações de arquivamento que devem ser “monitoradas, selecionadas e analisadas com especial atenção pelas Juntas Comerciais”. Se consideradas suspeitas, essas ocorrências devem ser comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Caberá ao analista ou autoridade administrativa competente do registro empresarial solicitar o envio de comunicação ao Coaf. Entre as situações que devem ser comunicadas ao órgão estão registros de pessoas jurídicas integradas por um ou mais sócios, procuradores ou administradores domiciliados em localidades caracterizadas como paraísos fiscais; integradas ou relacionadas a pessoas expostas politicamente; ou pessoas jurídicas com capital social flagrantemente incongruente ou incompatível com o objeto social.
Também são citadas como situações suspeitas a serem comunicadas ao Coaf o registro de sociedade onde participe menor de idade, incapaz ou pessoa com mais de 80 anos; registros de pessoas jurídicas “diferentes constituídas no mesmo endereço, sem a existência de fato econômico que justifique”; e cujo capital social “seja integralizado por títulos públicos e/ou outros ativos de avaliação duvidosa”.
Ainda entre as situações suspeitas citadas na lista da Instrução Normativa está a constituição, em menos de seis meses, de mais de uma pessoa jurídica “pela mesma pessoa física ou jurídica ou que seja integrada pelo mesmo administrador ou procurador”; a reativação de registros empresariais antigos com novos sócios e novo objeto social; reduções drásticas de capital social sem fundamento econômico; e substituição integral ou de parcela expressiva do quadro societário, especialmente quando os novos sócios aparentem se tratar de interpostas pessoas.
Também deverão ser comunicadas ao Coaf mudanças frequentes no quadro societário, ou no objeto social, sem justificativa aparente; registros em que a identificação do beneficiário final seja inviável ou consideravelmente dificultosa; operações que possam constituir-se em sérios indícios dos crimes previstos na Lei de Terrorismo; e, por fim, operações envolvendo pessoas jurídicas ou físicas domiciliadas em jurisdições consideradas pelo Grupo de Ação contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI) de alto risco ou com deficiências estratégicas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
A comunicação ao Coaf deverá ser feita no prazo de 24 horas, contadas “a partir do momento em que tenha sido constatada a existência de indícios dos crimes”. Elas deverão ser encaminhadas por meio do site do Coaf.
Caso as obrigações especificadas não sejam cumpridas, a junta comercial estará sujeita a uma série de punições previstas na Lei nº 9.613, de 1998.

terça-feira, 10 de março de 2020

Fabricação e venda de produtos derivados da cannabis entram em vigor



Resolução da Anvisa regulamenta comercialização para fins medicinais


Agência Brasil 

Entra em vigor hoje (10) a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a fabricação, a importação e a comercialização de produtos derivados da cannabis para fins medicinais. A norma foi aprovada em dezembro do ano passado. A íntegra está disponível no site do órgão.
O produto estará disponível somente em farmácias sem manipulação e em drogarias. Para a compra, o paciente deverá ter uma receita fornecida exclusivamente por um médico. Os produtos devem ter teor de THC de até 0,2%. Acima desse patamar, o uso só poderá ser prescrito a pacientes terminais que tenham esgotado outras formas de tratamento visando a cuidados paliativos.
A entrada no mercado só poderá ocorrer mediante autorização da agência, que avaliará os pleitos de laboratórios e empresas com vistas à atuação nessa área e fornecerá uma autorização sanitária, e não um registro, permitindo a oferta.
Cannabis é um elemento encontrado nas plantas de maconha. Os produtos derivados não serão considerados medicamentos, mas uma categoria específica. A resolução da Anvisa abriu perspectivas de comercialização dessas substâncias, demandadas para o tratamento de doenças neurológicas diversas, da dor crônica ao parkinson.
Elas não são consideradas medicamentos porque, segundo a Anvisa, “não há dados suficientes para a comprovação da segurança, eficácia e qualidade da maior parte dos produtos obtidos”. Por isso, a liberação se deu levando em consideração informações sobre o emprego desses elementos em tratamentos em outros países, como Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Israel.
O uso de medicamentos derivados de cannabis já pode ser solicitado à Anvisa desde 2016, mas a análise se dá caso a caso e demanda a aquisição de um produto no exterior, o que encarecia o acesso a esse tipo de terapia. Na resolução que entra em vigor hoje, a agência diferencia os produtos dos medicamentos à base de cannabis.
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O Brasil tem um vírus mais mortal do que o corona



Mas nada disso se compara com o terrível “desemprego vírus”



Luís Alberto Alves-Hourpress

Hoje, a bola da vez em qualquer redação ou mesa de boteco, é o corona vírus. Tem derrubado Bolsa de Valores, imposto grandes prejuízos às multinacionais e obrigando governos a rever suas posições, em vez de insistirem em bravatas.

Não é novidade para ninguém o poderio financeiro da China. Economia que cresce igual fermento quando acrescentando à farinha de trigo para fazer bolo ou pão. Quando fecham negócio com qualquer país, a quantidade é astronômica.

Afinal de contas, são 1,5 bilhão de habitantes. Imagine exportar 3 milhões de toneladas de carne ou 2 milhões de toneladas de frango. Seria igual jogar uma gota de água no oceano esperando que fosse acontecer uma tsunami.

Medo

Por causa disto, os chineses tiram proveito da situação, quando vão fechar negócio. Bom para quem vende e compra. Mas a entrada em cena do corona vírus jogou água no chope da China. Consumidores começaram a medir distância das mercadorias importadas daquele país, por medo, infundado, de contaminação.

Mas nada disso se compara com o terrível “desemprego vírus”. Ao entrar no organismo provoca medo, depressão, tristeza, apatia, destruição de namoro, noivado e casamento, dependência química em álcool, cocaína, maconha, morfina e até suicídio.

Hoje, pelas estatísticas oficiais existem aproximadamente 12 milhões de brasileiros sem trabalho. Pessoas que não tëm dinheiro todo mês para sustentar a família, pagar conta de luz, água, celular, escolas dos filhos, aluguel ou prestação da casa própria ou do carro.

Desespero

O “desemprego vírus” é tal violento que, em muitos casos induzem às mulheres à prostituição, para obter dinheiro e manter a própria vida ou família. Os homens, no auge do desespero, aceitam convites do crime organizado para transportar drogas ou mesmo praticar assaltos.

Este terrível vírus destroi amizades, porque poucas pessoas querem ficar ao lado de alguém sem um tostão furado no bolso. O contaminado pelo “desemprego vírus” deixa de ser convidado para festas, por falta de dinheiro para comprar presentes ou abastecer o carro.

Dependendo do tempo que ficar no organismo, o casamento será destruído. O “desemprego vírus” ataca os sentimentos, retirando o desejo sexual e a frieza toma conta do relacionamento. O “desemprego vírus” altera o comportamento do doente e de quem estiver ao seu lado.

Suicídio

Não importa o tempo de bonança, o “desemprego vírus” é eficaz para apagar da memória das pessoas a lembrança da época em que a vítima supria todas as necessidades da família, inclusive bancando viagens e almoços e jantares de final de semana. De forma, violenta o “desemprego vírus” provoca amnésia no círculo de amizade do contaminado.

Por causa ainda desconhecida, o “desemprego vírus” ataca violentamente jovens e pessoas acima dos 40 anos. Os primeiros não conseguem emprego facilmente, por falta de experiência, e os segundos se tornam velho para a maioria das empresas. Infelizmente gerentes de RHs não conseguem soluções para este problema.

Para evitar a morte, os doentes tentam sobreviver com trabalho temporário, às vezes ganhando quantias irrisórias de dinheiro, algo como R$ 600 por semana ou por mês. Profissionais, que quando sadios, faturavam até R$ 10 mil ou R$ 20 mil todo mês. Muitos contaminados pelo “desemprego vírus”, cansado de humilhações, praticam o suicídio....





quarta-feira, 4 de março de 2020

Juruaia – Capital da Lingerie tem 95% dos negócios comandados por mulheres


A força do empresariado feminino, que está presente nas confecções locais de moda íntima, fez a cidade se tornar uma das mais importantes fabricantes do país


Luís Alberto Alves/Hourpress

A cidade mineira de Juruaia é reconhecida nacionalmente como a Capital da Lingerie. As suas mais de 200 confecções contribuem para ditar o que vai ser moda e tendência quando o assunto é moda íntima, praia, fitness e noite. Segundo dados da ACIJU -Associação Comercial e Industrial de Juruaia-, a cidade vende mais de 1,5 milhão de peças por mês e produz aproximadamente vinte milhões de peças, além de gerar cinco mil empregos no polo da moda. 

Atuando como protagonistas dignas dos mais altos reconhecimentos, está o empresariado feminino da cidade, que é responsável pelo comando de 95% das confecções locais. Essas empresas têm acompanhado as tendências nacionais, oferecendo bom preço, qualidade e design como diferencial. Assim, Juruaia se tornou uma das mais importantes fabricantes do país.

Para entender essa trajetória de sucesso, construída sob pilares sólidos nessa nova era rosa, é necessário voltar na história, que se inicia nas plantações de café, onde a maioria da população trabalhava nas lavouras. A economia foi crescendo e em meados de 1992, duas empresas começaram a produção de lingerie no município. Mais tarde, fecharam e, então, as mulheres assumiram a oportunidade de negócio, dando início à história de um dos maiores polos de Minas Gerais e um dos mais representativos do Brasil.  


Desde então a cidade não para. Milhares de pessoas interessadas em novos negócios ou simplesmente em adquirir os produtos da cidade passam por Juruaia todos os anos. Para atrair cada vez mais os visitantes focados nesse turismo de negócios, já estão acontecendo os preparativos para a Felinju, maior feira mineira de moda íntima e uma das mais importantes do país.

“É indiscutível a força do empresariado feminino da cidade. Juruaia se orgulha de sua veia empreendedora. Materializamos essa paixão na realização de eventos como a Felinju, que se tornou, com o passar dos anos, uma importante ferramenta para prospecção e abertura de novos mercados nos segmentos de moda íntima, praia, noite e fitness, além de contribuir para o posicionamento e reforço das marcas participantes e divulgação de Juruaia como pólo de moda íntima. É, sem dúvida, a melhor ocasião para quem pretende conhecer e visitar a cidade, fazer boas compras e negócios com os expositores, assistir aos desfiles e aproveitar a gastronomia típica do interior de Minas Gerais”, explica o presidente da Associação Comercial e Industrial de Juruaia (ACIJU), José Antonio da Silva.

Com expectativa de crescimento de 15% em relação ao ano anterior e atrair mais de 20 mil visitantes para conhecer de perto as novidades e lançamentos das dezenas de expositores participantes, o evento, que terá entrada gratuita, acontecerá entre os dias 30 de abril e 2 de maio, das 9h às 18h, no Centro de Eventos Expoju, em Juruaia (MG).

Para se ter uma ideia da importância do evento no universo do empreendedorismo, Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e uma das principais empresárias do mundo do varejo, já confirmou presença para prestigiar a Felinju. Para mais informações, acesse: www.felinjujuruaia.com.br.

A feira é um verdadeiro encontro da moda com os negócios, onde os visitantes compartilham experiências, contatos, inovações, apostas, tendências e soluções, em um show de diversidade e diversificação.

Todos os anos, a Felinju promove o lançamento exclusivo das coleções Outono/Inverno das marcas de Juruaia, fortalecendo pequenas, médias e grandes empresas da cidade e estimulando o crescimento da rede de contatos e atividades comerciais entre fornecedores, fabricantes, lojistas, revendedores, compradores e muito mais.

Focada na geração de oportunidades e novos negócios, a Felinju vai realizar mais uma vez, em parceria com o SEBRAE, a Rodada de Negócios para captação de potenciais clientes, trazendo a possibilidade de produtos à pronta entrega com exclusividade a condições e políticas especiais.

No evento também terá desfiles exclusivos, que acontecerão todos os dias. Além disso, acontecerá, de forma simultânea a feira, o Festival Gastronômico Sabores de Juruaia com bebidas e variedade de comidas típicas e shows regionais.

A Felinju, que é realizada pela ACIJU, acontecerá no Centro de Eventos Expoju, que conta com uma área de 7.000m². O evento já tem a participação confirmada de dezenas de expositores, dos mais variados segmentos da moda e matéria-prima.

Serviço:

23ª Felinju – Feira de Moda e Lingerie de Juruaia
Data: 30 de abril a 2 de maio de 2020, das 9h às 18h
Local: Centro de Eventos Expoju (Rua Suzana Gonçalves Salomão, 1.000 – Jd. Novo Horizonte - Juruaia (MG)
Desfiles: Todos os dias
OBS: A infraestrutura do Centro de Eventos Expoju conta com um estacionamento exclusivo para ônibus e vans em excursão
Entrada: Gratuita. Necessita de credenciamento no site ou na recepção do evento
Contato: (35) 3553-1327

Rotina paulistana: buracos nas ruas e mato no cemitério

Mato na frente e diante dos túmulos do cemitério de Vila Nova Cachoeirinha


Na gestão Bruno Covas (PSDB) nem os mortos descasam em paz



Luís Alberto Alves/Hourpress

Encontrar buracos em ruas e avenidas de São Paulo, matos nas praças e cemitério é a triste realidade da segunda maior cidade da América Latina. Este é o mesmo na periferia ou área nobre desta megalópole.
Praça Dalva Aparecida dos Santos, no Imirim

Na esquina da Rua Teixeira da Silva com Alameda Santos, Paraíso, a poucos metros do famoso e renomado hospital Santa Catarina, área da Paulista, um buraco já marca presença. O mesmo ocorre no cruzamento da mesma Alameda Santos com Avenida Brigadeiro Luis Antonio.
Rua Leite de Moraes


Da Zona Sul e Centro Expandido para a Zona Norte, os buracos continuam atormentando motoristas e pedestres. Na Rua Leite de Moraes esquina com a Avenida Cruzeiro do Sul, o “buraco da vergonha” é pesadelo das pessoas que esperam ônibus no local.

Na Avenida Imirim, próximo ao ponto inicial do ônibus Imirim/Pinheiros, outro buraco é sinônimo de tragédia anunciada. Ao atravessar a avenida, vários veículos caem com uma das rodas na cratera, provocando descontrole no volante e risco de capotamento.

Outro descaso é o mato invadindo ruas. A Praça Dalva Aparecida dos Santos, no final da Rua Carolina Roque, Imirim, Zona Norte, é o retrato do abandono da Prefeitura. A vegetação tomou conta de todo espaço, impossibilitando qualquer atividade de lazer.

Na gestão Bruno Covas (PSDB) nem os mortos descasam em paz. A maioria dos túmulos do Cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, próximos à Avenida Deputado Emílio Carlos, está coberto de mato. O mesmo ocorre ao redor dos muros que cercam o local. Na continuidade desta mesma via, na Parada Pinto com Conselheiro Moreira de Barros, outro buraco está nascendo....

Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!
#socialmedia

terça-feira, 3 de março de 2020

Você também é uma peça do sistema



Poucas pessoas conseguem captar as sutilezas do forte poder financeiro sobre a sociedade

Morus era contra a concentração de riquezas

Luís Alberto Alves/Hourpress

A correria do dia a dia na busca pelo sustento da família não deixa enxergamos que fazemos parte do sistema e obedecemos aos seus desejos. Algo sutil, porém repetimos sempre, mudando apenas as peças durante determinada época do ano.

Nas décadas de 60 e 70 eram comuns as passeatas e manifestações para implantação de políticas públicas para beneficiar setores marginalizados da sociedade. Algumas músicas viraram hinos, outras acabaram rotuladas como atrasadas.

Muitos séculos atrás, durante a revolução industrial, as duras condições que parte da população enfrentava, às vezes com jornadas de mais de 16 horas de trabalho, provocaram protesto e revolta exigindo mudanças, para que este tipo de tratamento chegasse ao fim.

Banqueiros

Em 1516, o humanista Thomas Morus, na Grã-Bretanha, escreve o livro “Utopia”, onde descreve o que seria, em sua concepção, o mundo ideal. No quesito economia, Morus enfatiza que a vida ideal deveria contemplar a divisão dos bens entre todos, evitando a concentração de riquezas nas mãos de um grupo pequeno.
Cantora Joan Baez

Quando o capitalismo começa avançar e se estabelecer como sistema econômico na maioria dos países nos séculos seguintes, o dinheiro começa a ficar restrito ao um grupo reduzido de pessoas. Neste caso, os banqueiros. Atualmente ninguém contesta o poder do sistema financeiro em todo o mundo.

As indústrias são importantes, mas o dinheiro passa a exercer grande influência sobre a sociedade. Impõem mudanças de costumes por meio da indústria cultural (música, teatro, cinema, televisão, rádio, livros e revistas), dos esportes, da política, economia, meio ambiente, saúde etc.

Amamentação

Poucas pessoas conseguem captar as sutilezas do forte poder financeiro sobre a sociedade. Às vezes disfarçadas de “bons gestos”, mas que escondem interesses monetários. No final da década de 30, a maioria das mulheres não usava leite em pó para amamentação.
Indústria batia forte na amamentação 

O capital atuante neste segmento da indústria da alimentação passou a usar os veículos de comunicação da época para informar que o leite em pó seria mais seguro, evitando a transmissão de doenças. Décadas depois, houve grande redução da amamentação por meio do leite materno.

Uma das regras impostas pelo sistema financeiro, que abastece sempre os políticos, é anexar territórios ricos em matéria-prima. É o que ocorreu com México no século 19, quando numa guerra contra os Estados Unidos perdeu os atuais Estados da Califórnia, Nevada, Texas e Utah, Novo México e grandes áreas dos Estados de Arizona, Colorado e Wyoming.

Tríplice Aliança

Na América do Sul, a ameaça de o Paraguai se transformar em grande potência levou o capital britânico a investir dinheiro na guerra que uniu Brasil, Argentina, Uruguai; formando a Tríplice Aliança.

 De 1864 a 1870, o Paraguai que poderia virar grande potência industrial, por causa da derrota mergulhou na miséria industrial, da qual não se libertou até hoje. Após a vitória norte-americana na Segunda Guerra Mundial, o sistema ganhou mais força.
Bob Dylan, autor de canções incendiárias


A criação da Companhia Siderúrgica Nacional, na década de 1940, para impulsionar a indústria brasileira e a criação da Petrobras em 1953, para explorar a extração de petróleo, além de investimentos na construção de linhas de trens, despertou a ira norte-americana.

Estradas

Daí ganha força a venda de um novo tipo de industrialização no Brasil e América do Sul. Grandes montadoras de automóveis e outros setores da economia dos Estados Unidos procuram abrir caminhos para empurrar os seus produtos ao consumidor latino americano. 

O sistema passa a financiar políticos contrários a aplicar dinheiro no transporte de carga através de trens. Passam a vender a ideia de que os caminhões seriam mais rentáveis. Mas no final da década de 1950, boa parte das rodovias carecia de estruturas para suportar este tipo de transporte.
Caminhão FNM não resistiu ao sistema


O caminhão FNM, desenvolvido no Brasil, conseguiu resistir no mercado até os anos de 1970, quando a marca foi adquirida pelo grupo Fiat, que o substituiu pela grife Iveco. A falta de dinheiro, provocada por projetos políticos que beneficiava o capital internacional, aos poucos matou uma indústria genuinamente nacional.

Time-Life

Antes no início da década de 1960, o sistema, por meio do grupo Time-Life, investiu muito dinheiro na então insignificante Rede Globo, que havia ganhado do presidente Juscelino Kubitschek, em 1957, a concessão para operar o canal 4 de televisão no Rio de Janeiro. Essa injeção financeira transformou a Globo numa grande potência.
Rede Globo no início da caminhada com o poder

Hoje, o sistema, por meio dos veículos comunicação trabalha na mente da maioria da população, por meio de filmes, novelas, peças de teatros, eventos esportivos, programas de auditórios a respeito de determinadas posturas que não incentive o questionamento de regras.
Dinheiro da Time Life para alavancar a Rede Globo

Repetem a tática do Império Romano de oferecer “pão e circo” às pessoas, quando percebem o crescimento de críticas ao status quo estabelecido pela elite financeira. Na década de 70, as Organizações Globo inventou o prêmio “Operário Padrão” ao funcionário que nunca criou problema trabalhista na empresa. Ou seja, o operário cordeiro. Sofria em silêncio todo tipo de exploração.

Radical

Seja na Europa, Estados Unidos ou nas Américas, o sistema financeiro usa a influência monetária para levantar ou derrubar lideranças políticas, artísticas, sindicais ou religiosas. No caso dos artistas, quem não se acomoda dentro da caixinha, logo é carimbado com o rótulo de “radical”.

Nos Estados Unidos, mesmo ainda em atividade, os cantores Joan Baez e Bob Dylan, são mal vistos pela indústria cultural daquele país, por causa da obra musical contrária aos interesses políticos norte-americanos em relação ao mundo. Ali, o sistema prefere despejar rios de dinheiro nas canções de artistas sem massa cinzenta.

O mesmo se aplica no campo político, com líderes como Stokely Carmichael, Martin Luther King, Angela Davis e Malcom X, que nas décadas de 1960 e 1970 se destacaram como ativistas do movimento negro nos Estados Unidos. Quem não morreu assassinado (King e Malcom X), acabou preso, caso de Angela Davis e Carmichael.

Sociedade
Malcom X


Outra tática usada pelo sistema é investir recursos, por meio da bancada política que se elege com o seu dinheiro em campanhas milionárias, para enfraquecer, através de projetos de leis, o currículo escolar. Batem na tecla de que não é importante obter cultura humanística, mas formação para o mercado de trabalho.

Após alguns anos o resultado deste tipo de postura é visível numa parcela de profissionais sem senso crítico. Estão nas empresas, porém sem capital criativo para transformar ideias em projetos economicamente bem sucedidos. É a geração copia e cola. Quando promovida, logo sai do barco, ao receber qualquer proposta do concorrente.
Martin Luther King

É neste segmento da população que o sistema continua investindo dinheiro nos veículos de comunicação para que o lixo cultural esteja sempre na ordem do dia. A estratégia é evitar que o pensamento crítico apareça.  Para isto fomenta discussões de temas, que parecem importantes, mas sem qualquer relevância para a sociedade.

Caixinha

Não é viável para o sistema, personalidades esportivas, artísticas, econômicas, políticas, religiosas e ambientalistas que despertem o raciocínio crítico. Lentamente o sistema impõe regras, que acabam aceitas pela maioria da sociedade.
Angela Davis

Exemplos: não é proibido mulheres carregarem caixões nos enterros, porém na maioria destas cerimônias, essa incumbência fica a cargo dos homens. A educação sexual das meninas é responsabilidade de alguém do sexo feminino. Na velhice, o idoso deve ser internado num asilo. Serviço militar só é prestado por jovens.

Os restos mortais de uma pessoa, após três anos, quando não reclamados pelos familiares, são incinerados e depositados na vala de falecidos sem nome. Sem direito a qualquer contestação judicial. O que existe num subsolo de qualquer propriedade privada pertence ao Estado. Ele pode se apossar dessa riqueza a qualquer tempo. Portanto, se você pensar fora da caixinha, é inimigo do sistema...
Stokely Carmichael

Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!
#social media