terça-feira, 9 de abril de 2019

Tribunal suspende política de Trump sobre asilo

A medida deve passar a vigorar na sexta-feira (12).


Agência Brasil

Um tribunal dos Estados Unidos (EUA) suspendeu a política do governo americano de enviar ao México pessoas em busca de asilo, enquanto aguardam pela decisão de seus casos.

Nessa segunda-feira (8), o tribunal distrital federal de San Francisco concedeu uma liminar, afirmando que a política carece de embasamento legal.
Imigrantes, hondurenhos, Caravana, EUA
Imigrantes hondurenhos - REUTERS/Jorge Cabrera/Direitos Reservados
Segundo o juiz, a política de imigração vai contra compromissos legais de não enviar refugiados de volta a países em que a segurança e a liberdade deles não sejam asseguradas.

A medida deve passar a vigorar na sexta-feira (12).

Desde janeiro, o governo tem um programa que proíbe a presença em território americano de pessoas em busca de asilo, enviando-as ao México enquanto aguardam a análise do caso.

O programa visa a diminuir o crescente número de imigrantes de nações centro-americanas que chegam à fronteira dos Estados Unidos com o México. Muitos deles entram no país ilegalmente, pedem asilo e, posteriormente, desaparecem antes de suas audiências.

Grupos de cidadãos processaram o governo americano, afirmando que a política expõe os migrantes ao perigo. Pediram ainda que ela seja revogada.

Questão de ignorância



Reforma da Previdência do governo Bolsonaro


Mais uma década perdida!



O desalento e a desocupação, termos usados pelo IBGE, também subiram

*Celso Tracco

O desemprego voltou a aumentar. Passamos de 13 milhões de desempregados. Assistimos cenas chocantes: filas quilométricas em pleno centro da maior cidade do país em busca de uma simples senha, que talvez se converta em uma entrevista de emprego e finalmente em uma vaga preenchida. Observação: a maioria das vagas, segundo os organizadores do evento, oferece um salário em torno de R$1.500,00. Enquanto isso, em Brasília, assistimos cenas bizarras protagonizadas pelos nossos dirigentes: discussões "altamente produtivas" sobre comemorar ou não datas históricas (sic), idas e vindas nas nomeações de ministérios, pautas "bomba" que apenas agravam nossa já combalida governabilidade. É evidente que aqueles que estão buscando um emprego há anos acompanham com muito interesse essas discussões.

O desalento e a desocupação, termos usados pelo IBGE, também subiram. Agora somam cerca de 14 milhões de brasileiros. Os desalentados são aqueles que desistiram de procurar qualquer tipo de trabalho remunerado, ficam em casa, quem sabe ajudando nos afazeres domésticos. Os desocupados são aqueles que não têm oportunidade ou capacidade para sequer vender algo no "shopping trem", "shopping metrô", ou em alguma banquinha de rua. No entanto, ainda na tranquila Brasília, assistimos as idas e vindas para o início da tramitação no Congresso da Reforma da Previdência, motivadas por discussões que mais parecem cenas saídas de uma ópera bufa. Seria cômico se não fosse trágico. O senso de urgência dos governantes, antigos e novos, não tem nenhuma consonância com as necessidades do povo, para minorar sua miserável e degradante situação de vida. Simplesmente lamentável, o comportamento de nossos representantes!

O óbvio despreparo desses governantes caminha para uma nova marcha da insensatez, e gera, infelizmente, uma desesperança na maioria da população brasileira em relação ao seu futuro. E ela tem muitas razões para isso! Se as atuais expectativas econômicas para 2019 e 2020 se confirmarem, e não vemos motivos para que isto não ocorra, estaremos vivendo a pior década em termos de crescimento econômico de toda a nossa história. O Brasil necessita, urgentemente, retomar o caminho do crescimento econômico. Precisa gerar empregos de maneira consistente, positiva, aumentar sua população ocupada e alentada para um futuro esperançoso. Preparar suas gerações para o futuro e não ficar discutindo fumaça. Precisamos olhar para a frente, irmanados, juntos! Todos sabem que unidos somos mais fortes. Todos sabem que dividir é uma técnica maquiavélica de governar. Parar discussões idiotas é o primeiro passo para começar a se entender. Seja para o bem comum de uma família, seja em Brasília, para o bem da maioria da população brasileira. O Brasil é o país das oportunidades perdidas. Um dia a conta chega.

*Celso Tracco é escritor, palestrante e consultor

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Estudo da ANA aponta perspectiva de aumento do uso de água no Brasil até 2030



Levantamento também apresenta municípios e estados que mais retiram água por tipo de uso do recurso. Evaporação de água nos reservatórios também é calculada


Redação/Hourpress

A cada segundo são utilizados, em média, 2 milhões e 83 mil litros de água no Brasil (ou 2.083 metros cúbicos por segundo). Em 1931, eram utilizados apenas 131 mil litros por segundo – 6,3% do uso atual. O uso da água deverá crescer 24% até 2030, superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo. Estas informações constam do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, elaborado pela ANA, e que traça um panorama das demandas pelos recursos hídricos em todos os municípios brasileiros, entre 1931 e 2030.

Este estudo explica as metodologias aplicadas nas estimativas, fruto de uma profunda revisão dos métodos e das bases de dados disponíveis. Um uso é considerado consuntivo quando a água é consumida, total ou parcialmente, no processo a que se destina, não retornando diretamente aos corpos hídricos de onde foi retirada.

Os usos da água são estimados por setor usuário e município. A agricultura irrigada, o abastecimento urbano e a indústria de transformação são responsáveis por 85% das retiradas de água em corpos hídricos: 2,083 milhões de litros por segundo. Todos os usos continuarão se expandindo nos próximos anos, com exceção do abastecimento humano rural, que deverá cair com a redução da população no meio rural.

Considerando a importância de dados precisos e atualizados como insumo à garantia da segurança hídrica da população e do setor produtivo, este amplo panorama sobre os usos da água orienta ações de planejamento e gestão de recursos hídricos, assim como é importante para o planejamento da infraestrutura hídrica nacional. Esta base de dados foi utilizada, por exemplo, na construção do Plano e do Programa Nacional de Segurança Hídrica, que serão lançados pela ANA em breve.

A publicação também apresenta listas com os dez municípios brasileiros que mais retiram água considerando todos os tipos de uso dos recursos hídricos e também para cada forma de utilização: abastecimento humano urbano, abastecimento animal, indústria de transformação, mineração, agricultura irrigada, usinas termelétricas. Além disso, o Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil apresenta os percentuais destes diferentes usos da água nos 26 estados e no Distrito Federal e em cada uma das 12 regiões hidrográficas do País. Os dados detalhados podem ser acessados nos painéis de indicadores.

Neste levantamento a ANA também contabiliza a evaporação líquida em reservatórios artificiais, o que inclui hidrelétricas, açudes e outros tipos de reservatórios. A evaporação líquida é calculada pela diferença entre a evaporação no reservatório e a evapotranspiração que naturalmente aconteceria no local. Segundo dados de 2017, houve uma evaporação líquida de 669,1 mil litros por segundo. Este volume é aproximadamente 35% maior que o retirado para abastecimento urbano (496,2 mil litros por segundo) e 6,8 vezes maior que o consumido por este uso (99,2 mil l/s). A evaporação líquida só é superada pelo retirada e pelo consumo de água pela irrigação (respectivamente 1083,6 e 792,1 mil l/s).

Além da publicação do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, a ANA disponibiliza, no portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) – www.snirh.gov.br – tabelas, mapas interativos e painéis de indicadores com dados sobre os usos da água no Brasil.

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Um Bom Pagador Pode Ficar Endividado...



Preste bem atenção, amigo leitor(a), que eu vou explicar quando um consumidor hiper, super endividado é um bom e não, mau pagador

*Emanuel Gonçalves da Silva

Preste bem atenção, amigo leitor (a), que eu vou explicar quando um consumidor hiper, super endividado é um bom e não, mau pagador.
Na minha trajetória como Consultor Especialista em Negociação de Dívidas, há mais de 25 anos de atividade, tenho atendido clientes em diversas situações e estágios do endividamento.
Normalmente, aqueles que tem uma fonte de renda mensal girando em torno de cinco, oito mil Reais, ou até na faixa de quinze mil Reais, quando chegam neste estágio, suas dívidas somadas representam dez, quinze até mais de 20 vezes a soma de sua renda média líquida mensal, principalmente aqueles que tem uma renda fixa recorrente.
Podemos mencionar como exemplo um caso recente de um consumidor que nos procurou, que recebe cerca de 14 mil Reais, líquido, e agora está devendo quase 300 mil Reais.
Ele tem menos de 40 anos e jamais teve seu nome negativado, estava com auto estima lá embaixo, se achando um mau pagador. Após conhecer os detalhes de como ele chegou a esta situação procurei minimizar sua decepção e afirmei: “Você somente chegou a este volume de endividamento justamente porque é um bom pagador”.
O princípio do seu desequilíbrio foi a separação do casamento e claro, também alguns excessos de gastos do dia a dia em seu orçamento. Ele começou a utilizar o excelente crédito que sempre teve para gerar novas dívidas, contraindo outros empréstimos, todos os meses, a fim de completar a diferença negativa entre o que tinha para pagar e o que recebia líquido do seu salário.
Essa bola de neve já vinha crescendo há quase dois anos, justamente para manter o nome limpo, honrar os compromissos, ele criou dividas para pagar dívidas.
Tem um trecho no meu livro Como Negociar Dívidas assim:
“O simples, o óbvio raciocínio de que as despesas acima das receitas caracterizam o princípio do endividamento, passa de forma oculta quando vem de encontro a sagrada obrigação de honrar os compromissos assumidos e manter, a todo custo, o nome limpo na praça, elevando ainda mais a inadimplência”.
Agora, amparado adequadamente com nosso permanente suporte, ele somente vai se recuperar a longo prazo desde que aplique as seguintes condições:
1-Reformular seu orçamento mensal para adequar a uma realidade compatível com a situação.
2- É comum nestas situações a desorganização das despesas pessoais, portanto é necessária total prioridade para reorganizar as despesas essenciais que envolvem sua subsistência pessoal e familiar tipo: Água, luz, telefone, condomínio, aluguel ou prestação do imóvel, iptu, educação, etc.
3-Viver em cima de um orçamento rigorosamente sem excessos.
4-Rever todos os contratos dos empréstimos contraídos para identificar os abusos cometidos com juros e outras irregularidades que todos esses credores utilizam na maioria dos contratos de financiamentos.
Desta forma, lá na frente, ele terá condições de voltar a pagar todos os empréstimos aos credores, mas com valores bem reduzidos em comparação aos valores atuais.
Observe com esse exemplo que tudo é uma questão de tomar a decisão no tempo certo. Se ele tivesse esta postura há um ano atrás, certamente seu endividamento estaria menos da metade dos valores de hoje.
O fato é que esta situação é uma realidade que vem acontecendo com milhões de consumidores atualmente em todo Brasil. Enquanto eles têm crédito, continuam se endividando e elevando ainda mais o processo de inadimplência, estão queimando a gordura com novos empréstimos, enriquecendo o sistema financeiro, pagando juros abusivos e quanto mais demorado for a decisão de parar e rever tudo, mais dificil e demorada será sua recuperação financeira.
Esses consumidores precisam se conscientizar de que ainda são privilegiados, já que tem um salário fixo mensal e necessitam adquirir educação financeira para viver em função de um orçamento que esteja dentro de suas condições de pagamento.
Certamente, a situação está mais difícil para aqueles que trabalham por conta própria com renda mensal flutuante e, pior ainda, para os 14 milhões de desempregados. Esses sim, vivem à margem de uma realidade perversa de nossa frágil economia.
*Emanuel Gonçalves da Silva, Consultor de Dívidas

Dengue tem aumento de 264% de casos nas 11 primeiras semanas de 2019



Dengue tem aumento de 264% de casos nas 11 primeiras semanas de 2019

* Dr. Marcos Antônio Cyrillo

De acordo com um balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, houve um aumento, nas 11 primeiras semanas de 2019, de 264% de casos de dengue no Brasil, o equivalente a 229.064 ocorrências, se comparado ao mesmo período em 2018, que contou com cerca de 62.900 infectados.

O contagio é feito pela picada do mosquito adulto Aedes Aegypti, conhecido também por transmitir a zika, a chikungunya e a febre amarela. A melhor maneira de acabar com a doença é exterminar o local dos criadouros. De acordo com o Ministério da Saúde, 80% deles são encontrados nos quintais ou dentro das casas. O que muita gente não sabe é que a larva do mosquito pode se desenvolver em água limpa ou suja, basta estar parada.

Fique atento ao menor sinal dos seguintes sintomas: dores musculares, atrás dos olhos, costas, abdômen, ossos, dor forte das articulações, febre alta, fadiga, perda de apetite, tremor, suor, além de dores de cabeça, manchas avermelhadas e náuseas. Para indivíduos que são infectados pela segunda vez, a doença pode se tornar mais grave, apresentando hemorragia intensa, que pode ser fatal. Portanto, nunca tome remédio por conta própria. Procure sempre um médico que deverá realizar o diagnóstico, que normalmente requer exames laboratoriais de rotina e sorologias específicas. O tratamento para a dengue se baseia em casos clássicos sintomáticos e para os mais graves é necessária internação hospitalar.

Além disso, existem inúmeras informações sobre o mosquito e o que precisamos ressaltar é que:

·         Os ovos sobrevivem por até um ano, onde foram depositados, mesmos sem contato com a água;
·         A fêmea do mosquito consegue botar de 150 a 200 ovos de uma só vez;
·         Apenas a fêmea é que transmite a dengue;
·         O horário de maior atividade do mosquito é no começo da manhã e fim da tarde;
·         A incidência de picadas é no período do verão, porém deve-se ter cuidado o ano todo, já que o mosquito gosta de qualquer lugar quente e húmido.

Já existem no mercado alguns repelentes com substâncias como DEET, icaridina e picaridina que são eficazes contra a picada do mosquito. Mas, somente os cuidados com o ambiente podem diminuir e até acabar com a doença. Por isso, algumas medidas devem ser tomadas, como manter tampado qualquer tipo de recipiente que possa acumular água, remover galhos e folhas que possam formar poças d´água, encher com areia os pratinhos dos vasos de flores e plantas, manter sempre garrafas, latas e baldes com a boca para baixo, armazenar pneus longe da chuva, entre outros.

* Dr. Marcos Antônio Cyrillo, é diretor clínico e infectologista do Hospital IGESP