segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Alergias respiratórias: o perigo, muitas vezes, dorme com você!

    Divulgação


Radiografia da Notícia

* O bom e velho travesseiro pode ser o grande vilão das crises alérgicas 

Afinal, não basta apenas saber o que lhe causa alergia

a médica também recomenda o uso de capas de proteção antiácaro, seja nos travesseiros, seja nos colchões

Redação/Hourpress

É muito comum as pessoas tentarem descobrir qual a real causa de suas alergias. Para tanto, recorrem ao médico, fazem exames, buscam tratamentos diversos. Algumas, às vezes, ficam anos em busca de um diagnóstico e, mesmo depois de revelado, o problema persiste.

Afinal, não basta apenas saber o que lhe causa alergia. É preciso, sobretudo, se cercar dos cuidados necessários para evitar o contato com os agentes alérgenos que lhe fazem mal. E é justamente aí que as pessoas vacilam.

Muitas vezes o perigo dorme com você (aliás, coladinho ao rosto), e a gente custa a perceber. Sim, o seu travesseiro pode ser um dos grandes vilões dessa história!

Rinite

Quem alerta é da Dra. Cristiane Passos Dias Levy, médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista, especialista em alergias respiratórias. De acordo com ela, especialmente para quem tem alergia a ácaro, asma ou rinite alérgica, é indispensável fazer a troca regular dos travesseiros.

"Com o passar do tempo, os travesseiros acumulam uma enorme quantidade de microrganismos, que se alimentam de secreções eliminadas durante o sono, seja pela boca (saliva), ouvidos (cerume), olhos (lágrimas), nariz (coriza), cabelos (seborreia) e até mesmo pela pele (suor e pele morta). Isso tudo se dispersa em uma poeira fina que pode ser facilmente inalada e causar alergias", explicou.

Estudos apontam que, após dois anos de uso, de 10% a 25% do peso de um travesseiro pode ser formado por ácaros e células mortas da pele. Isso sem contar as secreções artificiais que nele também costumam estar presentes, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem.

Médica

"É um acessório diariamente submetido a uma contaminação maciça. Por isso merece um cuidado especial em termos de higienização, além da troca a cada dois anos, que é o prazo recomendado por especialistas”, destacou a médica.

No caso da higienização, ela diz que o ideal é fazê-la em lavanderias especializadas que sigam estritamente as instruções de lavagem. "Isso porque, é importante que haja a secagem completa do travesseiro, e as máquinas de uso doméstico geralmente não têm um desempenho que garanta isso", pondera a Dra. Cristiane, acrescentando que esse procedimento pode ser feito a cada seis meses.

Para os alérgicos a ácaros, em especial, a médica também recomenda o uso de capas de proteção antiácaro, seja nos travesseiros, seja nos colchões, a fim de se evitar maior contaminação. "Essas capas podem ser lavadas a cada três ou quatro semanas", alertou.

Tomadas essas precauções, cabem as tradicionais dicas em relação à importância de manter o quarto sempre bem ventilado e iluminado; ficar atento a possíveis infiltrações ou outras causas de umidade no quarto; além de evitar varrer e espanar os móveis durante a limpeza, priorizando o uso de panos úmidos, de modo a evitar que os ácaros entrem em suspensão e se depositem sobre lençóis e fronhas limpos.


Hamas e Israel: a felicidade da indústria de armas

    Pixabay


Radiografia da Notícia

*Os norte-americanos vendem armamentos para 103 países. Portanto, nunca serão interessados que haja paz

*Existem cidades norte-americanas em que a economia gira ao redor da produção de equipamentos utilizados para matar

*Os grupos terroristas incentivados por ditaduras no Oriente Médio são apenas cães alimentados por rações no formato de armas

Luís Alberto Alves/Hourpress

O conflito entre Israel e Hamas trouxe à tona discussões sobre a violência praticada contra os palestinos na Faixa de Gaza, a região mais populosa do planeta, onde num espaço de 41 quilômetros de comprimento por 10 quilômetro de largura é espremida uma população de 2,2 milhões.

Pouco se falou dos interessados nesta chacina: os fabricantes de armas. Os Estados Unidos lideram o ranking dos maiores exportadores de armas, seguido por Rússia, França, China e Alemanha. Os norte-americanos vendem armamentos para 103 países. Portanto, nunca serão interessados que haja paz.

Matar

Os fuzis, pistolas, mísseis, granadas, explosivos e as bombas que são despejados em diversos países que se encontram em guerra transformam-se e bilhões de dólares entrando nos cofres dos bilionários que ficam ricos à custa da morte de inocentes. A ideologia é tratada apenas como pano de fundo.

Quando se faz pesquisa a respeito de conflito armado, desde o século passado, os Estados Unidos estão presentes em todos eles, principalmente após sair como potência militar na Segunda Guerra Mundial. Existem cidades norte-americanas em que a economia gira ao redor da produção de equipamentos utilizados para matar.

Hamas

Os grupos terroristas, incentivados por ditaduras no Oriente Médio, são apenas cães alimentados por rações no formato de armas para tirar do poder quem não interessa mais para o sistema. Na Faixa de Gaza, após a morte do ícone dos palestinos, Yasser Arafat, que num acordo aceitou a existência do Estado de Israel, o sistema investiu na criação do Hamas.

Assim como ocorre no submundo tenebroso do crime organizado, onde a elite financeira aumenta fortunas por meio da lavagem de dinheiro sujo. Sabem como cortar a cabeça da serpente, mas optam por deixá-la viva para que a galinha dos ovos de ouro não morra. Fabricante de arma detesta a palavra Paz. Guerra para essa minoria é sinônimo de riqueza, não importa que morram inocentes.

#Luís Alberto Alves, jornalista, editor do blogue Cajuisticas

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Morte dos três médicos no Rio de Janeiro seria execução?

Arquivo Hourpress


Radiografia da Notícia

*Segundo a Polícia, um carro teria parado próximo do local e dali foram disparados mais de 20 tiros

*Detalhe: os assassinos não roubaram nada dos quatro médicos

*Nas chacinas, muitas vezes várias pessoas são mortas, porque estão no lugar e hora errado

Luís Alberto Alves/Hourpress

Nos três anos em que escrevi diversas reportagens sobre Segurança Pública, aprendi que muitos disparos na cena do crime é sinal de execução. É o que aconteceu com três médicos (Diego Ralf de Souza Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida) assassinados nesta quinta-feira (5) num quiosque na praia da Barrada Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Outra quarta vítima está internada.

Diego Bomfim era irmão da deputada federal Sâmia Bonfim (Psol/SP) e trabalhava no instituto de Ortopedia e Traumatologia  (IOT) do Hospital das Clínicas de SP. Marcos Corsato  e Perseu Almeida também trabalhavam no HC. Todos na área de ortopedia.

As vítimas iriam participar de congresso apoiado pela Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé.  Segundo a Polícia, um carro teria parado próximo do local e dali foram disparados mais de 20 tiros. Detalhe: os assassinos não roubaram nada dos quatro médicos.

Histórico

Como citei no início deste texto, os criminosos tinham interesse em matar alguma das vítimas. O motivo? Só as investigações vão revelar. Nas chacinas, muitas vezes várias pessoas são mortas, porque estão no lugar e hora errado, ao lado de alguém que é o alvo dos bandidos.

Assaltante geralmente não efetua grande quantidade de tiros no local onde cometeu o delito. O interesse é roubar, caso ocorra reação, a vítima é alvejada, com dois ou quatro disparos. Agora nos casos de homicídio, o histórico dos alvejados é pesquisado.

Os executores sabiam que os quatro médicos estariam no Rio de Janeiro. Talvez eles se hospedaram no mesmo hotel para segui-los e concretizar a chacina. 

Porque eles foram direto no local onde o quarteto se encontrava. Não desceram do carro, para facilitar a fuga e dificultar possível identificação. O tempo vai informar a motivação deste crime.

 

Empresas ainda contratam poucos profissionais acima dos 50 anos

EBC


 Radiografia da Notícia

Companhias começam a buscar formas de integrar talentos 50+ em suas forças de trabalho

No mundo corporativo, a diversidade já é encarada como chave para a inovação e o crescimento sustentável

 Porém, cerca de 70% das organizações contrataram muito pouco ou nenhum profissional com mais de 50 anos

Redação/Hourpress

  No mundo corporativo, a diversidade já é encarada como chave para a inovação e o crescimento sustentável. No entanto, à medida que a discussão se intensifica, um aspecto vital é muitas vezes negligenciado: a intergeracionalidade. Por causa desse contexto, a Robert Half, consultoria global de soluções em talentos, acaba de lançar, em parceria com a Labora, startup que promove inclusão produtiva com diversidade geracional, um estudo inédito com o intuito de aprofundar as discussões e identificar gargalos no processo de contratação e retenção de talentos 50+.

Segundo o levantamento, 48% das organizações contam com programas relacionados à diversidade geracional. Porém, cerca de 70% das organizações contrataram muito pouco ou nenhum profissional com mais de 50 anos, contingente representante de apenas 5% das contratações dos últimos dois anos.

A boa notícia é que aproximadamente 10% das companhias estão investindo em treinamentos dedicados à diversidade geracional para suas equipes de recrutamento, buscando alterar essa situação.

Busca

“Nota-se que, passo a passo, as organizações começam a se preparar para integrar profissionais 50+ como uma fonte de talentos. No momento, o que presenciamos é um movimento de sensibilização e de busca cautelosa das melhores alternativas de como fazê-lo”, observou Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

Para a Robert Half, é indiscutível como cada geração traz perspectivas e experiências únicas que se traduzem em ativos preciosos para o ambiente de trabalho. “Infelizmente, mais de 20% das organizações consideram não necessitar de estratégias específicas para atrair talentos nessa faixa etária, um equívoco que pode custar a perda de experiência valiosa”, analisou Mantovani.

A pesquisa aborda como as companhias tratam profissionais de diferentes idades em seus processos seletivos e de que forma promovem o seu desenvolvimento, além de trazer luz a como as empresas podem, imediatamente, aperfeiçoar suas práticas e se habilitar para o mercado de trabalho do futuro.

Talento

“Para enfrentar um problema, primeiro é necessário reconhecê-lo. Essa iniciativa é inédita, pois alinha dois parceiros com perspectivas complementares sobre recursos humanos e etarismo nas organizações", destaca Sérgio Serapião, fundador e CEO da Labora.

É evidente que a maioria das empresas está no estágio inicial de descoberta e exploração da intergeracionalidade, o que ainda demanda muitos esforços para garantir uma inclusão genuína de talentos de todas as idades.

Entre as companhias que estão iniciando os primeiros passos em sua jornada de conscientização, três iniciativas se destacam como pontos de partida: treinamentos específicos para líderes, palestras e programas de conscientização abrangentes para todos os colaboradores. A notícia positiva é que essas abordagens iniciais têm o potencial de criar uma base sólida para uma cultura de inclusão geracional no ambiente de trabalho.

Anos

O estudo também apontou um alto nível de desconhecimento sobre o quanto as culturas corporativas têm o etarismo incorporado em seus processos. Um exemplo disso é que 52% dos respondentes dizem que "profissionais de todas as idades podem participar dos processos seletivos". O tom “otimista” indica, porém, a ausência de um cuidado especial para a inclusão dos talentos acima de 50 anos.

Além disso, aproximadamente 80% das organizações ainda não estabeleceram métricas para avaliar o sucesso de suas iniciativas de inclusão. Por outro lado, cerca de um terço delas afirma estar em fase de desenvolvimento, começando a conceber e implementar os indicadores.

Essa tendência sinaliza um movimento positivo na incorporação do tema nos processos de gestão de pessoas. Mas, ao analisar as grandes empresas, apenas 2 em cada 10 possuem um pilar de diversidade geracional em suas estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).

Talentos

 

Se mais de 28% dos respondentes indicam possuir programas afirmativos para outros grupos minorizados, somente 13% relatam ter implementado programas com vagas afirmativas para talentos seniores. Mesmo nesses casos, as iniciativas parecem estar em desenvolvimento, visto que metade das empresas considera que os programas ainda apresentam desafios em relação aos resultados.

Confira a seguir algumas boas práticas para o recrutamento de diferentes gerações:
 

·  Treinamento de Conscientização: promova treinamentos regulares sobre diversidade geracional para todos os envolvidos no processo de recrutamento. Isso ajudará a sensibilizar a equipe para os desafios do etarismo e a criar uma cultura mais inclusiva;

·  Revisão de Anúncios de Vagas: analise suas descrições de vagas para evitar linguagem que possa ser tendenciosa em relação à idade. Certifique-se de que os requisitos e qualificações sejam relevantes para a função, em vez de focar em anos de experiência;

·  Painéis de Entrevista Diversificados: crie painéis de entrevista que incluam membros de diferentes faixas etárias. Isso ajudará a reduzir qualquer viés inconsciente que possa surgir durante as conversas;

·  Entrevistas Estruturadas: implemente entrevistas com perguntas consistentes para todos os candidatos. Isso ajuda a basear as decisões de contratação em critérios objetivos, reduzindo a influência de estereótipos relacionados à idade;

·  Diversificação de Fontes de Recrutamento: amplie as fontes de recrutamento para incluir canais que alcancem candidatos de diferentes idades e experiências profissionais;

·  Avaliação de Cultura Empresarial: avalie a cultura da empresa para garantir que seja inclusiva e acolhedora para todas as gerações.

 Programas de desenvolvimento são cruciais


De acordo coma pesquisa, apenas 3 em cada 10 companhias têm ações de retenção de profissionais 50+. O jovem centrismo também se observa na disponibilização de treinamentos: quase 65% não possuem iniciativas de desenvolvimento voltadas para a fase madura dos empregados.

Entretanto, os programas de desenvolvimento para profissionais seniores desempenham um papel crucial e 12% das organizações já reconhecem a importância de ações com essa finalidade, pois são iniciativas que aproveitam a riqueza de conhecimento e experiência que esses colaboradores trazem, não somente promovendo a retenção de talentos valiosos, como também melhorando a moral e a motivação dos funcionários mais experientes.

 “No cenário competitivo atual, as empresas que investem nesses programas ganham uma vantagem, adaptando-se às mudanças demográficas da força de trabalho e mantendo-se ágeis e inovadoras”, complementou o diretor-geral da Robert Half.

 A importância dos manuais e políticas anti-etaristas

Um manual anti-etarismo é uma ferramenta poderosa na construção de uma cultura inclusiva, respeitosa e diversificada. Conforme a pesquisa, mais de 52% das organizações consideram que o tema precisa ser disseminado internamente. Além disso, 3 em cada 10 companhias disseram que, embora ainda não tenham uma política de comunicação anti-etarismo, já consideram ter ou estão desenvolvendo uma.

"Os números falam por si só: temos um longo caminho a percorrer até que a questão da intergeracionalidade e a inclusão de profissionais 50+ se tornem práticas mais disseminadas. Mas estou otimista, atuamos com lideranças que me inspiram ao se colocarem abertas para integrar a potência sênior em suas empresas, até porque entendem que essa é uma tendência do futuro do trabalho”, completa Serapião.

Metodologia
A pesquisa “Etarismo e inclusão da diversidade geracional nas organizações” foi realizada em junho de 2023, por meio de questionário online com 258 empresas de diferentes portes.

Sobre a Robert Half

É a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania,

 


 


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Rio de Janeiro é o estado com maior crescimento de casos de Covid-19

    Tony Fernandes


Radiografia da Notícia

O aumento está presente principalmente na população adulta

São medidas importantes não só para a recuperação, mas também para diminuir a circulação de vírus

No Rio de Janeiro, observa-se aumento em todas as faixas etárias que envolvem a população adulta

Agência Brasil 

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados à covid-19 aumentaram em alguns estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, diz o novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Rio de Janeiro é o estado onde o aumento é maior. No entanto, a análise também sinaliza um leve aumento da SRAG por covid-19 no Espírito Santo, em Goiás e em São Paulo. O aumento está presente principalmente na população adulta.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, avalia que, embora o ritmo de crescimento não seja alarmante, chama a atenção para a importância da testagem e a necessidade de a população estar em dia com a vacinação, de acordo com a faixa etária. Segundo Gomes, a vacina e a recomendação atual das doses de reforço são fundamentais. Caso não esteja em dia com a vacinação, a pessoa deve buscar o posto de saúde mais próximo. "Assim, este ciclo de crescimento de covid-19 que estamos começando a observar será de menor impacto. O risco fica bem menor com a vacina, principalmente, para evitar o desenvolvimento de casos graves”, alertou Gomes.

O pesquisador orienta aqueles que apresentam quadro de resfriado ou sintomas gripais (como dificuldades respiratórias, tosses, espirros e desconfortos no corpo) a procurar um posto de saúde ou o médico da família para se informar e fazer a testagem para covid-19. Para estes, também é aconselhável fazer repouso, ficar em casa e fazer o isolamento. São medidas importantes não só para a recuperação, mas também para diminuir a circulação de vírus respiratórios na população, seja por causa da covid-19 ou por qualquer outro vírus respiratório, diz Gomes. Aqueles que apresentarem esses sintomas e tiverem que sair de casa devem usar máscara de proteção. 

Em nível nacional, o InfoGripe aponta queda nos novos casos de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 2,9% para influenza A; 0,9% para influenza B; 13,3% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 35,6% para Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença de tais vírus entre os positivos foi de 2,7% para influenza A; 0,0% para influenza B; 2,7% para VSR; e 78,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).

Estados e capitais

A atualização mostra que sete estados apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Alagoas; Ceará; Espírito Santo; Goiás; Rio de Janeiro; Roraima e Sergipe. Em Alagoas, no Ceará, no Espírito Santo, em Goiás e em Sergipe, o crescimento se concentra nas faixas de 5 a 14 anos de idade. Em Roraima, o aumento se concentra nas crianças com até 4 anos de idade.

No Rio de Janeiro, o crescimento é observado na população adulta. No Espirito Santo, em Goiás e em São Paulo, também se observa ligeiro aumento em algumas faixas etárias da população adulta.

Entre as capitais, oito apresentam sinal de crescimento: Aracaju; Boa Vista; Fortaleza; Macapá; Maceió; Palmas; Rio de Janeiro e Salvador. Em Aracaju; Boa Vista; Fortaleza; Macapá e Salvador, o sinal se dá principalmente nas crianças e pré-adolescentes (até 14 anos de idade).

No Rio de Janeiro, observa-se aumento em todas as faixas etárias que envolvem a população adulta. Em Maceió e Palmas, o sinal ainda não é claro, embora na capital alagoana se observe ligeiro aumento nas crianças pequenas (até 2 anos) e na faixa etária de 15 a 49 anos.

Mortes

Quanto aos óbitos notificados por SRAG, independentemente de presença de febre, já foram registrados, este ano, 8.057, dos quais 4.128 (51,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3.355 (41,6%) negativos e ao menos 169 (2,1%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos do ano corrente, 11,4% são influenza A; 5,7% são influenza B; 8,0% são VSR; e 69,6% são Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 2,7% para influenza A; 0% para influenza B; 2,7% para VSR; e 78,7% para Sars-CoV-2 (covid-19).

STF condena a 17 anos de prisão terceiro réu por atos golpistas

    EBC


Radiografia da Notícia

Matheus é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques

Também ficou definido que o condenado deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões

A advogada disse que Matheus não participou da depredação 

Agência Brasil 

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (14) Matheus Lima de Carvalho Lázaro, terceiro réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro, a 17 anos de prisão.

Também ficou definido que o condenado deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões de ressarcimento pela participação na depredação das sedes dos Três Poderes.

Matheus é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques portando um canivete após deixar o Congresso Nacional. Segundo as investigações, em mensagens enviadas a parentes durante os atos, ele defendeu a intervenção militar para tomada do poder pelo Exército.

Com base no voto do relator, Alexandre de Moraes, a maioria dos ministros confirmou que o réu cometeu os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Defesa

Durante o julgamento, a advogada Larissa Lopes de Araújo, representante do réu, chorou ao fazer a sua sustentação e acusou o Supremo de não respeitar a Constituição.

A advogada disse que Matheus não participou da depredação e afirmou que as imagens de câmeras de segurança mostram o acusado em pontos distantes da Esplanada em menos de cinco minutos de filmagem. 

“Em que momento Matheus entrou nos três prédios e quebrou tudo? Fala para mim! Em cinco minutos? Só se ele fosse um super-homem”, declarou.

Mais cedo, o STF condenou mais dois réus pelos cinco crimes. Aécio Pereira, preso no plenário no Senado, foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Thiago Mathar, preso dentro do Palácio do Planalto, recebeu pena de 14 anos

Javier Milei e a comunicação do populismo

    Pixabay


Radiografia da Notícia

Vargas, por exemplo, nosso mais célebre representante, foi um arquiteto frio e pragmático do poder

Um mito que se personifica como ancião, pai: uma personificação do logos, pois sua palavra é a lei

Com um ar que remete muito mais a um intelectual excêntrico do que a um candidato ao Executivo

Gabriel Rossi

A comunicação populista, seja ela de esquerda ou de direita, é aquela que estabelece uma relação direta e vigorosa com os seus súditos. Populistas transmitem as facetas inconscientes da alma nacional, assim como se colocam como os mestres e os peritos da obra política, que é o projeto de País. Vargas, por exemplo, nosso mais célebre representante, foi um arquiteto frio e pragmático do poder, mas alguém capaz de encantar as massas e criar um vínculo quase transcendental. Um mito que se personifica como ancião, pai: uma personificação do logos, pois sua palavra é a lei.

A obra “Psicologia das massas e Análise do Eu”, livro escrito originalmente no começo do século XX por Sigmund Freud, nos ajuda a compreender o fenômeno. O autor ensina que a quebra de laços sociais organizados e institucionalizados gera um pânico – diante do medo do fim das instituições, a pessoa troca um quinhão de liberdade por um quinhão de segurança, assim sendo, podendo ser livre, ela opta por adorar e idealizar o primeiro populista autoritário que surge em sua frente, o líder demagogo que promete dar segurança diante de tantas incertezas.

Outra explicação recai sobre a própria natureza da comunicação midiática contemporânea. Os algoritmos moldam a política e a sociedade; e os projetos de poder com mais visibilidade e engajamento nas redes são aqueles que, infelizmente, flertam com narrativas que se distanciam dos fatos, cultuam o personalismo, alimentam a tribalização de grupos distintos, tirando proveito da dinâmica de confrontos diretos, dos atos beligerantes e da fragmentação polarizada das discussões.

Ar

O autoproclamado “anarcocapitalista” Javier Milei, candidato à Presidência da Argentina, que como todo populista parece muito mais confortável com seus discursos filosóficos e performances teatrais do que com a aplicabilidade de suas propostas, usa a comunicação como principal aliada. Com um ar que remete muito mais a um intelectual excêntrico do que a um candidato ao Executivo, ele parece ter entendido o teatro da política atual; Javier entendeu a natureza do entretenimento e da estética na interação com o eleitor.

 Seu trabalho digital é forte e massivo: um único vídeo chega a ter perto de 8 milhões de visualizações. E embora seu público não seja apenas composto por jovens, o candidato da coalizão “A Liberdade Avança” entendeu algo que muito políticos parecem ignorar: a geração z não está interessada na política formal, partidária, dura. É preciso falar com esse público das formas mais idiossincráticas, até mesmo divertidas, sem tentar impor ideologias fixas, pré-moldadas', disse.

Os discursos de Milei, ora marcados por palavras de baixo calão, são feitos para incendiar a esfera pública e para entreter seus seguidores mais calorosos. Além de deslegitimar o sistema político da Argentina, trazer dúvidas ao eleitor e criar desconformidade social, o candidato recentemente chamou o Papa Francisco, que é argentino, de “representante do demônio”, por “incentivar o comunismo”. Em outra oportunidade, xingou visceralmente o prefeito de Buenos Aires.

As bases do populismo ainda são a mesmas, mas Javier Milei parece disposto a levá-las para um outro nível. O sinal de alerta na América do Sul deve ser ligado. 

Gabriel Rossi é sociólogo, pesquisador e coordenador do Master em Comunicação Política e Sociedade da ESPM.