quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Fuja do desemprego hospedando cachorro
Existem pessoas que garantem ganhar até R$ 4 mil mensais
Luís Alberto Alves/Hourpress
Não é novidade para ninguém o
exército de mais de 12 milhões de desempregados. Para garantir o pão em cima da
mesa e pagar as contas, principalmente de luz, água e telefone, muitos
brasileiros estão ganhando dinheiro hospedando cachorro.
Por meio da plataforma da DogHero , maior
empresa de serviços para pets da América Latina, através do site e app, é possível conectar quem tem animal de
estimação a uma comunidade de passeadores, pet sitters e anfitriões, todos
escolhidos a dedo.
Nunca se
esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!
Buracos invadem avenidas de São Paulo
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| Buraco na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, a poucos metros da Avenida Paulista |
Luís Alberto Alves/Hourpress
A cidade de São Paulo parece caminhão sem freios numa descida. Em várias ruas e avenidas, os buracos marcam presença. Na Rua Leite de Moraes, quase esquina com a Avenida Cruzeiro do Sul, próxima à estação Santana do Metrô, há vários meses existe o "buraco da vergonha".
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| Buraco na Rua Leite de Moraes |
Na subida da Avenida Imirim, sentido bairro/Centro, no quarteirão entre o cartório e a igreja N.S. das Graças, uma cratera prejudica até o trânsito dos ônibus e caminhões.
Mais espantoso é o buraco na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, a poucos metros da Avenida Paulista, um dos cartões postais da cidade. Nos carros pequenos, o protetor de cárter tem salvo vários automóveis, quando uma das rodas passam neste buraco.
Nunca se esqueçam: em terra de cego, que tem um olho enxerga tudo!!!
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Você é culpado pelas enchentes de São Paulo
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| Bueiros entupidos pelo lixo jogado pela própria população; nas enchentes ela sofre as consequências |
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| As Marginais dos rios Tietê e Pinheiros foram construídas sobre as várzeas, que reduziam o impacto dos transbordamentos |
Quando chove muito, a água desses rios não encontram mais essas várzeas (funcionam como esponjas naturais) para impedir os alagamentos
Luís Alberto Alves/Hourpress
Hoje a capital paulista
amanheceu debaixo de água. Ruas e avenidas de diversas regiões ficaram
alagadas, principalmente as Marginais dos rios Pinheiros e Tietê. Quase 50
semáforos “apagados” pelo temporal que começou na noite de domingo, prosseguiu
pela madrugada desta segunda-feira (10) e início de manhã.
Pergunta que muita gente
está fazendo. Qual a razão para São Paulo ficar imobilizada durante as fortes
enchentes? A culpa é da própria população, que usa os bueiros como depósito de
lixo e constrói casas e estabelecimentos comerciais nas áreas de várzeas.
As duas Marginais do
Tietê e Pinheiros, desde a década de 1950 foram transformadas em corredores de
trânsito, no lugar onde existiam as várzeas desses dois rios. Quando chove
muito, a água desses rios não encontram mais essas várzeas (funcionam como esponjas
naturais) para impedir os alagamentos.
Na Zona Norte, região de
Vila Guilherme, onde hoje está o terminal rodoviário do Tietê, na década de
1960 existia naquele local o famoso “lixão de Vila Guilherme”. Aos poucos o
mercado imobiliário ocupou o local, inclusive construindo um shopping center e
centro de convenções. Tudo em cima da várzea.
Outra ignorância do
Poder Público foi “encaixotar” os córregos da cidade e por cima colocar
asfalto. Dali surgiram ruas e avenidas. A 23 de Maio, 9 de Julho, o Vale do
Anhangabaú, por exemplo, estão sobre riachos, que na década de 20 corria a céu
aberto.
Por causa do lixo e do grande volume de água,
suas galerias soltam liberam o excesso para fora. Essa é a razão da Avenida 9
de Julho virar um grande rio quando chove muito. Parte da Avenida do Estado,
próximo do Cambuci, enfrenta o mesmo problema.
Atualmente a maioria das
poucas casas térreas existentes na cidade têm quintais sem impermeabilização.
Resultado: a água sai rápido para as ruas e dali para os córregos, que
canalizados, chega dentro de pouco tempo ao Tietê, Pinheiros ou Tamanduateí.
Como recebem água de toda
essa cidade gigantesca, logo transbordam. A calha desses dois rios, que já
consumiu bilhões para reduzir o assoreamento, é rasa. A água vai para as
Marginais, onde no passado era a várzea, que absorvia o excesso que saia do
leito deles.
Quando a porta é
arrombada, as autoridades aparecem propondo alternativas que funcionam apenas
como resposta para o caos que nunca terá fim. Uma cidade onde a impermeabilização
do solo é incentivada nunca se verá livre dos temporais. O modelo de engenharia
civil precisa sofrer mudanças. Várzea deve merecer respeito. A natureza a criou
para reduzir impacto de enchentes!
Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
familiares de vítimas da favela de Paraisópolis (SP) pedem revisão de protocolo da PM
Outra vítima de Paraisópolis, também defendeu que o protocolo de atuação militar seja transparente
Agência Brasil
Reunidos na tarde de ontem (6), na sede do Ministério Público de São Paulo, familiares de duas das nove vítimas do baile funk em Paraisópolis reforçaram o pedido para que o governo paulista cumpra a promessa de revisar e dar transparência ao protocolo de atuação da Polícia Militar de São Paulo, o chamado Protocolo Operacional Padrão (POP). Para eles, houve falhas na atuação da PM no baile funk que acontecia em Paraisópolis no dia 1º de dezembro do ano passado e que resultou em nove mortes.
Danylo Amilcar, irmão de Denys Henrique - uma das vítimas, acredita que os protocolos foram quebrados.
“Temos a certeza absoluta de que os protocolos da polícia no dia 1º [de dezembro] foram quebrados. Se aquele foi um protocolo da polícia, então estamos em um estado de barbárie. Queremos que esses protocolos venham a público e que haja um debate em que todos possam participar [para melhorá-lo]”.
Fernanda dos Santos Garcia, irmã de Denis Guilherme, outra vítima de Paraisópolis, também defendeu que o protocolo de atuação militar seja transparente.
“[Defendo] não só que mudem os protocolos, como cumpram os protocolos. Não adianta ter um protocolo se ele não é seguido. E nós não conhecemos os protocolos. Não sabemos o que pode ou não pode. Seria bom que a gente conhecesse nossos direitos”.
Após a reunião, o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Dimitri Sales, disse aos jornalistas que a mudança no protocolo e a sua divulgação foram promessas de governo não cumpridas.
“A polícia tem diversos protocolos. Após o que aconteceu em Paraisópolis, o governador [João Doria] se comprometeu a revisar esses protocolos. O Condepe solicitou a participação do conselho na revisão desses protocolos, mas de fato não sabemos se eles estão sendo revisados e quem os está revisando. Esses protocolos, que organizam a atuação da Polícia Militar, são mantidos em sigilo”.
Além de solicitar transparência na divulgação desses protocolos para a sociedade, o presidente do Condepe disse que é preciso também estabelecer critérios de atuação para situações em que os policiais descumpram o protocolo e estabelecer punições para os policiais que não o adotarem. Ele também reclamou que o governo não cumpriu a promessa de criar uma comissão externa para acompanhar as investigações. Outro pedido feito pelas famílias na reunião é para que as investigações sobre o caso sejam feitas de forma transparente.
O procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, que mediou a reunião, não falou com a imprensa.
Participaram da reunião de hoje representantes do Condepe, Ministério Público de São Paulo, Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia, além de familiares e lideranças de Paraisópolis.
Procurado pela reportagem da Agência Brasil, o governo de São Paulo informou que representantes do governo participaram da reunião de hoje e que a investigação sobre o caso está sendo conduzida conjuntamente entre Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria da Segurança Pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e todas as entidades civis interessadas, além de representantes das famílias das vítimas. Segundo o governo, ao final da reunião desta quinta-feira ficou acertado novas reuniões, periódicas, para "assegurar a divulgação de informações e transparência a todos os envolvidos".
Ainda segundo o governo, a proposta de criação de uma comissão para conhecimento e estudo dos protocolos de atuação da Polícia Militar será levada às instâncias competentes. "A Polícia Militar informou que revê constantemente seus protocolos, de acordo com as demandas da sociedade em ações de segurança pública. Especificamente em relação ao caso de Paraisópolis, as investigações, ainda em andamento, irão esclarecer se os procedimentos adotados pelos policiais estavam de acordo com os adotados pela instituição e a necessidade de alterações", diz o governo, em nota.
A nota informa ainda que os inquéritos seguem em andamento. "Todas as circunstâncias relativas ao caso são apuradas pelo DHPP [Departamento de Homícidios e de Proteção à Pessoa] e pela Corregedoria da Polícia Militar". A nota diz ainda que os policiais envolvidos na ocorrência estão afastados das ruas, em trabalho administrativo.
*Texto alterado às 20h51 para acréscimo de informações do Governo de São Paulo.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Descaso em dose dupla no Horto Florestal de SP
Luís Alberto Alves/Hourpress
Não é novidade que a periferia está jogada às traças. Só aparece na mídia quando acontece alguma tragédia, igual a ocorrida em Paraisópolis, com a morte de nove pessoas. Exemplo do pouco caso é visto, em dose dupla na Avenida Parada Pinto, altura dos números 3.4002 e 3.420, Horto Florestal, Zona Norte.
A calçada da avenida está cheia de mato. Sinal de que faz tempo que alguém passou a enxada para arrancar as ervas daninhas. Se fosse no Jardim Europa, Zona Sul, onde moram parte das grandes fortunas brasileiras, tudo estaria limpo.
O segundo descaso é com parte da cerca que circula o parque do Horto Florestal. Diante do número 3.420 da Avenida Parada Pinto, é visível a falta de conserto, após um acidente de moto derrubar a grade. Por ali, os desocupados entram e colocam em risco os visitantes que usam a trilha ao lado da Parada Pinto para exercícios.
Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
Nem tudo está perdido no transporte coletivo de SP
Em 2019, ocorreram diversos casos de motoristas de ônibus agredindo passageiros
Luís Alberto Alves/Hourpress
No dia 31 de janeiro, um cadeirante que tomou o ônibus da linha 967, Imirim/Pinheiros, da empresa Simbaíba, prefixo 2 2466, na Rua Santa Eudóxia e desceu minutos depois na Rua Armando Coelho Silva, ambas no bairro da Casa Verde, Zona Norte, é a prova de que ainda existe educação no transporte coletivo desta cidade.
Às 10h55, o coletivo parou no ponto da Rua Santa Eudóxia; o cobrador desceu e colocou a cadeira de rodas sobre a prancha que sai da porta dianteira do ônibus. O motorista o ajudou, numa operação que durou menos de 1 minuto. Ambos receberam o cadeirante com sorrisos. Cinco minutos depois, ele desceu na Rua Armando Coelho da Silva, travessa da Rua Valdemar Martins. O mesmo comportamento se repetiu.
Em 2019, ocorreram diversos casos de motoristas de ônibus agredindo passageiros. Em Santo Amaro, Zona Sul, um deles atirou num rapaz, após discussão. É rotina no transporte público, o deficiente físico ou idoso serem tratados com desprezo, quando entram ou descem dos ônibus ou microonibus de lotação.
Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!
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