quarta-feira, 24 de julho de 2019

Com a reforma da Previdência, empresários voltarão a investir?



O empresário Fábio Costa espera triplicar seu faturamento com a reforma e diz que, mesmo em tempos de crise, é possível empreender

Redação/Hourpress
A aprovação da reforma da previdência em 1º turno e sua possível aprovação no 2º turno já tem gerado alguns reflexos na economia do Brasil. No dia 20 de julho de 2019 anunciou-se uma diminuição para o menor patamar da percepção de risco do investidor internacional sobre o Brasil em quase cinco anos. O Credit Default Swap (CDS), espécie de termômetro do “risco país” que mensura a possibilidade de calote da dívida foi negociado em 128 pontos, patamar não visto desde 2014, quando o Brasil entrou em recessão. 
Mas, segundo economistas, não é só externamente que a economia brasileira apresentará melhoras com a possível aprovação da reforma, muitos apostam numa melhora de renda e emprego, a curto prazo, para milhares de brasileiros. Isso porque, na opinião de especialistas, com a reforma, muitos empresários voltarão a investir, gerando empregos e contribuindo para o crescimento econômico do país; algo que não está acontecendo agora diante das incertezas geradas pela crise econômica.
É o caso do empresário Fábio Costa, CEO da Agência Casa Mais, empresa pioneira em realidade virtual no Brasil e, agora, também especializada em realidade aumentada. Costa acredita que a reforma permitirá ao país ter mais credibilidade no exterior e, consequentemente, mais investimentos. Caso ela seja aprovada, o empresário espera que a Agência triplique seu faturamento, pois, segundo ele, em 2018, mesmo num cenário de crise econômica, a empresa chegou a ter um faturamento bruto de 1 milhão de reais. “Percebo que as empresas estão segurando muito as suas verbas e adiando algumas ações de marketing por conta dessa incerteza do governo atual”, completa.
O empresário teve uma longa trajetória até obter o faturamento que possui hoje. Fundada em 2012, a Agência Casa Mais fazia, inicialmente, produção de vídeos em 360 graus em festas de casamentos. Hoje ela é referência na tecnologia de realidade virtual e aumentada, atendendo inúmeras multinacionais para fins diversos. Costa diz ter se lançado nessa nova área com o intuito de proporcionar aos clientes uma experiência inovadora e diferenciada em que eles pudessem se destacar. “Antigamente eu focava em marketing digital e percebia a grande concorrência que havia no mercado com várias agências atuando no mesmo segmento. Pensando em inovações e em ter um diferencial, surgiu a ideia de produzir vídeos em 360 graus e, mais adiante, veio a tecnologia da realidade virtual e aumentada, que é uma febre mundial com aplicações em diversas aéreas.”
Em tempos de crise e desemprego em alta, muitos estão optando por abrir o próprio negócio pela primeira vez. Costa dá algumas dicas, especialmente em termos financeiros para quem deseja empreender: “Fluxo de caixa, essa é a dica! Sei o quanto é difícil ter uma reserva, ainda mais quando o empreendedor está começando o seu próprio negócio e ainda não tem um investidor, todavia ter um planejamento e uma situação financeira saudável é muito importante para que se possa focar no negócio sem preocupações.”
Para quem se lança nessa área é natural que surjam dificuldades financeiras. De acordo com o CEO da Casa Mais, o importante é não endividar-se e evitar gastos supérfluos. “É preciso que se analise os concorrentes para ver se o seu preço está competitivo no mercado. Lembre-se: não basta apenas ter um produto excelente ou um serviço de qualidade, é necessário buscar um DIFERENCIAL diante das demais empresas, só assim é possível alavancar o próprio negócio e ganhar dinheiro”.
Caso alguma estratégia não dê certo, Costa orienta o empreendedor a não insistir em mantê-la, em meio ao fracasso, mas a buscar alternativas para alavancar as vendas por exemplo.
 Embora o cenário econômico atual não seja favorável, o CEO acredita que ele é propício para empreender diante da expectativa de melhora para o empresariado com a aprovação da reforma da previdência e que, mesmo em tempos de crise, é possível aprender com ela. “Tenho amigos cujas empresas quebraram e voltaram a ser funcionários. Todavia, acredito que a crise possa ser uma oportunidade para o empreendedor se destacar, pois, consequentemente, a concorrência diminui e você é obrigado a procurar novas alternativas, saindo da zona de conforto”, conclui Costa, quem completa que é neste momento que surgem as melhores ideias tão relevantes e imprescindíveis para o negócio.

Irã afirma que plano de paz dos EUA "está condenado ao fracasso"


O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, disse que há uma necessidade de enfrentar o traiçoeiro "Acordo do Século" dos EUA


Agência Brasil

Um assessor do líder supremo do Irã disse na terça-feira que o plano de paz dos EUA para a questão palestina está "condenado ao fracasso", informou a agência de notícias oficial Irna.
Ali Akbar Velayati fez a observação em seu encontro com Saleh al-Arouri, visitando o vice-chefe de Hamas.
A visita ao Teerã ocorre em um momento importante em que o "Acordo do Século" dos EUA foi aberto para discussões, "mas está condenado ao fracasso", disse Velayati.
"A relação entre a República Islâmica do Irã e o povo palestino está enraizada e se fortalece a cada dia", acrescentou Velayati.
Na segunda-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, disse que há uma necessidade de enfrentar o traiçoeiro "Acordo do Século" dos EUA.
"O objetivo dessa perigosa conspiração é eliminar a identidade palestina entre o povo e a juventude", disse Khamenei.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Irã anuncia prisão de 17 espiões dos Estados Unidos


 O ministro da Inteligência disse que os 17 espiões foram presos durante o ano do calendário iraniano que terminou em março de 2019



Agência Brasil

O Irã anunciou nas últimas horas a prisão de 17 iranianos que estariam trabalhando como espiões para a CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, e informou que alguns deles foram condenados à morte.
O chefe de espionagem do Ministério de Inteligência do Irã, cujo nome não é conhecido publicamente, disse que aqueles que "haviam colaborado consciente e deliberadamente" com a CIA foram entregues ao Poder Judiciário e condenados à morte ou a "longas" penas de prisão.
Alguns dos detidos, contudo, interagiram com a inteligência iraniana "com total honestidade e tiveram provado seu arrependimento", segundo o chefe de espionagem, e foram então usados para obter informações dos EUA.
Numa declaração lida pela televisão estatal iraniana, o ministro da Inteligência disse que os 17 espiões foram presos durante o ano do calendário iraniano que terminou em março de 2019.
"Os espiões identificados eram empregados em centros sensíveis e vitais", disse o ministro, acrescentando que eles se encontravam nas áreas de economia, nuclear, infraestrutura, militar e cibernética. Os 17 presos não estariam em contato entre si, mas cada um se comunicava com um agente da CIA.

Abordagem

A CIA teria abordado os iranianos em conferências científicas realizadas na África, Ásia e Europa, ou através das redes sociais e da internet, prometendo-lhes dinheiro e vistos ou residência nos EUA, segundo as autoridades iranianas.
A notícia surge depois que o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Shamjani, anunciou, em 17 de junho, que as autoridades iranianas haviam dado fim a uma rede de espionagem cibernética. Não foi informado se os 17 presos fariam parte dessa rede.
A rede tinha "um papel importante nas operações da CIA em diferentes países", segundo Shamjani, que mencionou a cooperação com outros países e a prisão de vários espiões, mas sem oferecer detalhes.
Shamjani denunciou que os Estados Unidos têm uma longa história de ataques cibernéticos contra outros países, incluindo o Irã, mas assegurou que as autoridades de Teerã tomaram as medidas necessárias para se defenderem.
Acusações de espionagem são comuns entre os governos de Teerã e Washington, que mantêm um relacionamento à beira do conflito desde que, no ano passado, os EUA decidiram se retirar unilateralmente do acordo nuclear de 2015 e voltar a impor sanções econômicas ao Irã.
A tensão se espalhou para o Golfo Pérsico, onde, nos últimos meses, houve vários ataques a navios, a destruição de drones e a captura, na última sexta-feira, de um petroleiro britânico pelo Irã.

Projeto exige preço legível em restaurante por quilo



O objetivo é resguardar a transparência das transações comerciais


Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara


O Projeto de Lei 3280/19 obriga restaurantes e bares que vendem comida por peso a informar o valor das refeições por quilo de forma legível. O texto prevê advertência e, no caso de reincidência, multa de R$ 2 mil.

O autor da proposta, deputado Célio Studart (PV-CE), explica que o objetivo é resguardar a transparência das transações comerciais. “É comum perceber estabelecimentos que vendem produtos por quilo, sem o devido cuidado com a informação dos mesmos. Assim, torna-se um desafio para o consumidor desvendar tais obscuridades, como letras pequenas”, afirma Studart.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Proposta proíbe sacola, prato, copo e talher de plástico



Texto permite a fabricação apenas de produtos feitos com plástico biodegradável
Luís Alberto Alves/Hourpress/Agência Câmara
Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência Pública sobre a  Lei nº 10.891, de 09.07.2004, que institui o Programa Bolsa Atleta. Dep. Luiz Lima (PSL-RJ)
Lima: "No Brasil, a maior parte do lixo marinho encontrado no litoral é plástico"
O Projeto de Lei 2928/19 proíbe a fabricação, importação e comercialização de sacolas, pratos, copos e talheres de plástico. Ficam fora da proibição, os produtos feitos em plástico biodegradável de origem renovável.
A proposta, de autoria do deputado Luiz Lima (PSL-RJ) e em tramitação na Câmara, inclui a vedação na Lei de Resíduos Sólidos (12.305/10). Segundo Lima, o projeto acompanha uma tendência observada em todo o mundo.
Em março deste ano, o Parlamento Europeu aprovou uma legislação para banir uma série de produtos plásticos descartáveis, incluindo cotonetes, canudos, copos, pratos e talheres a partir de 2021.
O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, com 11,3 milhões de toneladas. Cada brasileiro produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por semana.
Luiz Lima lembra que a poluição causada pelo plástico afeta a qualidade do ar, do solo e de sistemas de fornecimento de água. “Sua queima pode liberar na atmosfera gases tóxicos. O descarte ao ar livre também polui aquíferos e reservatórios [de água].”
Micropartículas
Segundo o deputado, os microplásticos são os que causam maior impacto no ambiente. “Essas partículas podem ser absorvidas pelos organismos e atravessar as barreiras imunológicas, afetando órgãos e tecidos.”
Por isso, o projeto proíbe também a fabricação e a importação de cosméticos com micropartículas de plástico como componente. Esses microplásticos são partículas geralmente menores que dois milímetros usadas em cosméticos como esfoliantes. 

“Essas microesferas passam pelos sistemas de tratamento de esgoto e são despejadas nos rios e mares. Ao serem ingeridas por animais marinhos entram na cadeia alimentar, podendo contaminar os pescados”, explica o deputado
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Afastada prescrição em ação de vigilante atingido em assalto



O prazo para ajuizamento de ação começa a partir da ciência da incapacidade


Redação/Hourpress

A Terceira Turma do Tribunal Superior afastou a prescrição em ação ajuizada em 2016 por um vigilante da Brink’s Segurança e Transporte de Valores Ltda. atingido por dois tiros num assalto ocorrido em 2006. Na decisão, o colegiado levou em conta que o quadro clínico do empregado não havia se estabilizado no período anterior aos cinco anos da data do ajuizamento da ação, e a prescrição em caso de acidente de trabalho é de dois anos após a constatação dos danos causados.

Auxílio-doença
Em razão dos tiros, que atingiram a perna e a coluna, o vigilante ficou afastado de suas atividades e recebeu auxílio-doença até novembro de 2015 por meio de liminar deferida em ação previdenciária na qual pretendia o reconhecimento do direito à aposentadoria por invalidez.

 Embora a pretensão tenha sido indeferida, ao retornar ao serviço, ele foi considerado inapto para o trabalho pela Brink’s. No mesmo ano, ajuizou a reclamação trabalhista na 30ª Vara do Trabalho de Porto Alegre pedindo indenização por dano moral e estético.

Prescrição
O juízo de primeiro grau e o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região indeferiram os pedidos. Na interpretação do TRT, o empregado, ao ajuizar a ação previdenciária, tinha ciência inequívoca das lesões, pois, além de postular o restabelecimento do auxílio-doença, requereu a sua conversão em aposentadoria por invalidez. Como a reclamação trabalhista fora ajuizada somente em 2016, o Tribunal Regional declarou prescrito o direito de ação.

Efetivo conhecimento
No exame do recurso de revista do vigilante, o relator, ministro Mauricio Godinho Delgado, explicou que, de acordo com a jurisprudência consolidada do TST, o termo inicial para a contagem do prazo prescricional para pedidos de reparação por danos materiais, morais ou estéticos decorrentes de acidente de trabalho é a data em que a vítima toma efetivo conhecimento da lesão e de sua extensão.

 No caso, o fato de o empregado ter sido considerado inapto pela empresa ao retornar ao serviço demonstra que as sequelas do acidente de trabalho tiveram desdobramentos no tempo. “Não é o instante da identificação da doença pelo empregado que determina o início do prazo para o ajuizamento da ação, mas sim o momento real da ciência acerca da extensão e da consolidação ou da estabilização de seu quadro de saúde”, afirmou.

Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso para afastar a prescrição e para determinar o retorno do processo à Vara do Trabalho para o exame dos pedidos formulados pelo vigilante.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Rapper de Guarulhos conseguiu prever crise econômica e política do Brasil



Rebelds (camiseta branca à esquerda) profetizou na canção a atual crise brasileira
https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=pJXr6lB03U8

“Independente Brasil” infelizmente continua atual, como se tivesse saído das páginas do caderno no último final de semana


Luís Alberto Alves/Hourpress

Há cerca de 12 anos fiz uma entrevista musical com um jovem rapper no bairro de Cumbica, em Guarulhos, Grande SP. O rapaz era camelô na época, tinha cerca de 25 anos. Ganhei de presente o CD que havia gravado ao lado de seus amigos.

Em casa, ouvi atentamente todas as faixas. E fiquei fascinado pelos versos cheios de profecias. Dias atrás voltei a pensar nesta matéria escrita no já distante 2007. E o hit “Independente Brasil” me chamou a atenção. Descrevia a história do nosso país em detalhes, tudo criticamente sem cair no protesto vazio, recheado de clichês.

 O solo choroso da guitarra e o refrão “quem dá mais, quem dá mais, ao nosso país eu te pergunto, quem dá mais, vende-se um país que quer a guerra e não a paz, quem dá mais” grudou no meu pensamento.

Rebelds, esse era o nome artístico do rapper e o restante do grupo chamado Demais Comparsas. Se fosse nos Estados Unidos, iria estourar nas paradas de sucesso das rádios de programação de Black Music. A letra cita a invasão portuguesa em 1500, que nas escolas os alunos aprendem como descobrimento pela esquadra do português Pedro Álvares Cabral.

Passeia pela discriminação racial, tão camuflada no Brasil, vendendo a imagem de que o Brasil é o local onde brancos e negros convivem harmoniosamente. Grande mentira. Os negros são os mais atacados pela Polícia e mortos. Traz à tona as empresas que raramente promovem funcionários negros sem nenhuma barreira. Toca o dedo na ferida da ditadura militar, dos desaparecidos, principalmente professores e estudantes.

O mais curioso é que essa canção conseguiu prever o caos político e econômico que o Brasil iria mergulhar na atual gestão Jair Bolsonaro. Aborda a privatização, mostrando que o dinheiro da venda das empresas públicas nunca é usado para solucionar problemas graves que castigam a população.

Não é esquecida a vergonha da merenda escolar, aonde grande parte dos alunos vai ao colégio não para estudar, mas para comer, como ocorre na maioria dos bairros da periferia deste Brasil. Seus versos também miram a programação da Rede Globo, utilizada para alienar e servindo aos interesses da elite que não cansa de explorar o país desde 1500. “Independente Brasil” infelizmente continua atual, como se tivesse saído das páginas do caderno no último final de semana.
 #blackmusic
#rapbrasil