segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Moro veta parte de perguntas da defesa de Cunha para Temer



  • Brasília
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro decidiu hoje (28) vetar 21 das 41 perguntas feitas pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao presidente Michel Temer que vai depor por escrito como testemunha no processo contra Cunha na Operação Lava Jato. Na decisão, Moro considerou os questionamentos inapropriados por não terem relação com a ação penal a que Cunha responde na Justiça Federal em Curitiba.
Remota
A maioria das perguntas formuladas pela defesa tratam de questões que envolvem os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Jorge Zelada. O restante das perguntas foi mantido por terem pertinência,"mesmo que um pouco remota" com as acusações.
"Considerando o teor inapropriado de parte dos quesitos, que, nos depoimentos extrajudiciais do colaborador Nestor Cuñat Cerveró, apesar de sua afirmação de que teria procurado o então deputado federal Michel Temer para lograr apoio político para permanecer no cargo de diretor da Petrobras, não há qualquer referência de que a busca por tal apoio envolveu algo de ilícito ou mesmo que a conversa então havida tenha tido conteúdo ilícito", decidiu Moro.
Defesa
Mesmo não tendo relação com as acusações contra Cunha, Temer foi arrolado como testemunha de defesa. De acordo com o Código de Processo Penal (CPP), qualquer pessoa poderá ser testemunha e a dispensa somente pode ocorrer nas hipóteses previstas na norma, como parentesco com o acusado ou em casos em que a testemunha deva manter o sigilo profissional, como situações envolvendo médicos e advogados, por exemplo.
Temer tem direito a responder a perguntas por escrito em função de outra regra do CPP. De acordo com o Artigo 221 do código, o presidente da República, ministros e outras autoridades podem marcar previamente local da audiência ou responder aos questionamentos por escrito.
Prisão
Cunha está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 19 de outubro. Segundo a força-tarefa do Ministério Público Federal, há evidências de que existem contas pertencentes ao ex-parlamentar no exterior que ainda não foram identificadas, fato que, segundo os procuradores, coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e poderia fugir do país.
Petróleo
A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.
O processo foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal, mas, após a cassação do mandato de Cunha, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque o ex-parlamentar perdeu o foro privilegiado.

Hospitais de 11 estados já podem emitir certidão de óbito


  • Brasília
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
Seguindo proposta elaborada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), hospitais de 11 unidades da federação já podem emitir certidão de óbito. A medida torna mais fácil a obtenção do documento que, até então, só era emitido por cartórios.
Regras
De acordo com as novas regras, o registro pode ser feito por postos cartoriais instalados tanto em hospitais públicos como privados. A expectativa é que a medida, além de desburocratizar o processo para a obtenção do documento, contribua para o combate a fraudes que são feitas a partir do uso do nome de pessoas que já morreram.
Disponível
O serviço já está disponível em unidades de saúde do Rio de Janeiro, Goiás, Acre, Pará, Bahia, Ceará, Ceará, Roraima, Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal.
Gratuita
Segundo o CNJ, o registro de óbito deve ser feito de imediato, antes do sepultamento. A emissão do documento é gratuita.
Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!

Exilada em Miami, irmã de Fidel Castro não irá a funeral


  • Cidade do México
Da Agência Ansa
Uma das irmãs de Fidel Castro, Juanita Castro, disse no domingo (27) que não irá ao funeral do ex-líder cubano, marcado para daqui a uma semana, em Santiago de Cuba. Em um comunicado enviado ao Nuevo Herald [jornal em espanhol publicado na Flórida], Juanita, de 83 anos, que vive em Miami, nos Estados Unidos, desde 1964, confessou que está de luto pela morte do irmão, mas que não pretende viajar à ilha. As informações são da Agência Ansa.
Exílio
"Diante dos rumores pouco saudáveis de que me dirigiria para Cuba para o funeral, quero esclarecer que, em nenhum momento, voltarei para a ilha, nem tenho planos de fazê-lo", disse Juanita. 
Décadas
"Lutei lado a lado deste exílio, braço a braço nas etapas mais ativas e intensas em décadas passadas e respeito os sentimentos de cada um. [Mas] espero que nós, cubanos, encontremos uma caminho que, finalmente, possa nos unir". completou.
CIA
Juanita, nascida em 1933, participou inicialmente da articulação da revolução cubana, mas é a única dos sete irmãos Castro a criticar publicamente o rumo tomado por Fidel no governo de Cuba. Exilada em Miami, ela colaborou com a CIA, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, sob o apelido de Donna em planos para derrubar o próprio irmão do poder.
Sobre a morte do irmão, Juanita afirmou que "não se regozija com a morte de nenhum ser humano, muito menos com alguém de mesmo sangue e sobrenome. "Sofro a perda de uma pessoa do mesmo sangue, como ocorreu com a morte de Ramon e Angelita” [outros dois irmãos Castro].
Irmãos
Fidel Castro, líder da Revolução Cubana de 1959, morreu sexta-feira (25), aos 90 anos de idade. Ele estava afastado oficialmente do poder desde 2008, quando um de seus irmãos, Raúl Castro, assumiu em seu lugar. O funeral de Fidel Castro está agendado para o próximo domingo, 4 de dezembro, no Cemitério Santa Efigênia, em Santiago de Cuba.
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Dallagnol diz que anistia a caixa 2 é reação de investigados na Lava Jato


  • Rio de Janeiro
Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil
O procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, participa de audiência pública na Câmara dos Deputados (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Procurador  Deltan  Dallagnol  defende a criminalização  do  caixa  2  e  diz que uma eventual decisão do Congresso anistiando a contabilidade paralela de campanha eleitoral teria ônus políticoZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, procurador da República Deltan Dallagnol, voltou hoje (28) a defender a criminalização do caixa 2 e ressaltou que uma eventual decisão do Congresso Nacional sobre uma possível aprovação da anistia à contabilidade paralela de campanha eleitoral teria ônus político.
Manobra
“Essa foi a manobra mais radical que vi sob a forma da reação de um sistema contra uma investigação. Eu não acredito que o Parlamento esteja encampando isso. Acredito que isso foi a reação de determinados investigados, de determinadas pessoas contra a investigação”, afirmou o procurador, em palestra sobre as 10 medidas contra a corrupção, na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.
Caixa 2
Segundo Dallagnol, o texto que circulou no Congresso é uma proposta de anistia a crimes relacionados ao caixa 2, como corrupção e lavagem de dinheiro, já que, hoje, ninguém é processado criminalmente pela contabilidade paralela. “Quando olhamos a redação da proposta[constatamos que] é uma proposta de anistia a crimes relacionados ao caixa 2. Foi redigida de modo tal a permitir a anistia, na verdade, de corrupção e de lavagem de dinheiro, inclusive praticadas [por investigados] na Lava Jato”, disse.
Reação
Ele manifestou preocupação de que, no futuro, esse tipo de proposta volte à pauta do Congresso. “O que me preocupa em relação a tudo isso é que é que possível sim que, em razão da reação popular, esse texto especificamente não venha a ser votado neste momento. Mas o mesmo anseio que foi expressado por meio desse texto continua latente e vai se expressar de outros modos na história em breve”, acrescentou.
Ajustamento institucional
Ontem (27), acompanhado dos presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente Michel Temer disse, em entrevista no Palácio do Planalto, que foi feito um acordo institucional entre Executivo e Legislativo para garantir que não prosperará qualquer tentativa de anistiar crimes de caixa 2.
Temer deu as declarações após a polêmica em torno de articulações para aprovar uma possível anistia ao caixa 2 no projeto que estabelece medidas contra a corrupção (PL 4.850/16), que deve ser votado amanhã (29) Câmara dos Deputados.
Povo
“Estamos aqui para revelar que, no tocante à anistia, há uma unanimidade dos dirigentes do Poder Executivo e do Poder Legislativo. Verificamos que é preciso se atender à voz das ruas, o que significa reproduzirmos um dispositivo constitucional que diz: o poder não é nosso; não é nem do presidente da República, nem do Senado, nem da Câmara. É do povo. Quando o povo manifesta a urgência, ela há de ser tomada pelo Poder Legislativo e igualmente pelo Executivo”, disse Temer ao abrir a entrevista no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, esse “ajustamento institucional” foi feito para a “impedir a tramitação de qualquer proposta” que vise à chamada anistia. “Até porque essa questão da anistia, em um dado momento, viria à Presidência da República, a quem caberia vetar ou não vetar”, finalizou.
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Cinco estados respondem por 64,9% da economia nacional


  • Rio de Janeiro
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
Cinco estados brasileiros responderam juntos por quase dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014. As economias de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e Paraná representaram 64,9% do PIB nacional naquele ano, segundo dados das Contas Regionais divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Motor
São Paulo continua sendo o principal motor da economia brasileira, respondendo por quase um terço do PIB do país (32,2%). O Rio de Janeiro, segunda maior força econômica do país, respondeu por 11,6%.
Troca
Minas Gerais permanece na terceira colocação (com 8,9% do PIB nacional). Em relação a 2013, a única troca de posição entre os 10 maiores estados ocorreu entre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Os gaúchos passaram os paranaenses e ocupam a quarta posição, respondendo por 6,2%. Já o Paraná, na quinta posição, responde por 6% da economia nacional.
Crescimento
Em termos de crescimento, no entanto, os maiores avanços ficaram com as pequenas economias regionais. Tocantins teve a maior alta entre 2013 e 2014 (6,2%), seguido pelo Piauí (5,3%), por Alagoas (4,8%), pelo Acre (4,4%) e por Mato Grosso (4,4%). Desses cinco estados, quatro estão entre as 10 menores economias do País.
Transformação
Em sentido oposto, grandes economias tiveram quedas devido ao comportamento da indústria da transformação: São Paulo (-1,4%), Minas Gerais (-0,7%), Rio Grande do Sul (-0,3%) e Paraná (-1,5%).
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Depoimento de Calero não aponta pressão do presidente, diz ministro da Justiça


  • Brasília
Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse hoje (25) que o depoimento do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, à Polícia Federal deixa claro que o presidente Michel Temer não pressionou Calero em favor de interesses de Geddel Vieira Lima, que hoje (25) deixou a Secretaria de Governo. 
Tombada
Calero conversou com Temer sobre suposta pressão que teria sofrido por parte de Geddel para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador no qual Geddel teria adquirido um imóvel. O empreendimento foi embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por estar localizado em área tombada como Patrimônio Cultural da União.
“Basta ler o depoimento que está em todas as redes sociais para ver que o presidente simplesmente indicou ao ministro Calero que, se achasse o caso, consultasse a AGU [Advocacia-Geral da União], tanto que o próprio ministro entendeu por bem não consultar”, disse Alexandre de Moraes.
Demissão
Calero pediu demissão na sexta-feira (18) e, na quarta-feira (23), prestou depoimento à Polícia Federal quando disse que o presidente Michel Temer o havia "enquadrado" e sugerido uma saída por meio da Advocacia-Geral da União para o caso. Por meio do porta-voz Alexandre Parola, Temer disse que buscou "arbitrar conflito" entre ministros e negou que teria pressionado Calero por uma saída do caso.
O ministro da Justiça disse ainda que serão apuradas as informações divulgadas pela imprensa de que Calero gravou conversa que teve com o presidente Michel Temer e integrantes do governo. “Há os boatos sobre se há ou não gravação, isso vai ser apurado para verificar em que condições foram feitas, se é que realmente foram feitas”, disse em entrevista a jornalistas após participar de evento do PSDB no auditório da Câmara dos Deputados.
Inquérito
Alexandre de Moraes informou que o depoimento de Calero foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abriu vistas para a Procuradoria-Geral da República. “O procurador-geral da República vai analisar se vai ou não insistir nesse pedido de abertura de inquérito”, disse.
Audiência
Em nota, divulgada hoje (25), o ex-ministro Marcelo Calero nega ter marcado audiência com o presidente Temer para gravar a conversa. "A respeito de informações disseminadas, a partir do Palácio do Planalto, de que eu teria solicitado audiência com o presidente Michel Temer no intuito de gravar conversa no Gabinete Presidencial, esclareço que isso não ocorreu. Durante minnha trajetória na carreira diplomática e política, nunca agi de má-fé ou de maneira ardilosa. No episódio que agora se torna público, cumpri minha obrigação como cidadão brasileiro que não compactua com o ilícito e que age respeitando e valorizando as instituições". 
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Michel Temer age igual chefe de quadrilha

Michel Temer continua à frente da quadrilha comandada pelo PMDB


Luís Alberto Alves

Algumas pessoas nos consideram pessoas pessimistas. Por que sempre estamos enxergando algo errado numa história. Mas a função do bom jornalismo é exatamente procurar as falhas e mostrar os acertos para o próprio bem da sociedade. Isto deve ser aplicado em diversas áreas, não apenas naquilo que é light. Quando imprensa omite, o povo sofre por falta de informação.

                                    Quadrilha

É assim que vejo o governo do presidente Michel Temer. Após o escândalo Geddel Vieira Lima, aumentou essa avaliação. Como pode um presidente da República tomar conhecimento de que um ministro é acusado de práticas criminosas e esconder a sujeira para debaixo do tapete? Deveria mandar apurar e pedir para ele se afastar durante a investigação....

                                    Otários

Quando age dessa forma, Michel Temer está chamando a todos os brasileiros de otários. Não é novidade de que ele seja exemplo de honestidade. Afinal de contas, o seu partido, o PMDB, é refúgio de corruptos de toda a espécie. Caso fosse na Europa ou mesmo nos Estados Unidos e Canadá, já estaria fora do governo há muito tempo...

                                     Lava Jato

Estou aguardando as revelações da deleção premiada de Marcelo Odebrecht e sua cúpula de diretores. Diversos parlamentares e ministros podem colocar as barbas de molho. Os envolvidos são a nata da política, acostumada a mamar nas tetas das empreiteiras nas épocas de eleições. Espero que todos os acusados possam descansar alguns anos na cadeia...

                                    Silêncio

A melhor forma de falar e criticar algo que está errado é ficando em silêncio. Às vezes quando abrimos demais a boca, perdemos a oportunidade de resolver determinados problemas. Fique em silêncio, mas deixe bem claro que não está gostando daquela situação. Do restante cuidará Deus, sem deixar que você fique a ver navios...
Nunca se esqueçam: em terra de cego, quem tem um olho enxerga tudo!!!