segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Ficar à toa também pode ser produtivo


A especialista em gestão empresarial, Fernanda Fleury, fez uma lista de 5 filmes inspiradores para transformar os momentos de diversão também em momentos de reflexão e aprendizado 

Redação/Hourpress

Reza a lenda que o físico inglês Isaac Newton formulou a sua mais famosa descoberta científica, a teoria da gravidade, quando descansava tranquilamente debaixo de uma macieira, durante um momento que teoricamente estava à toa. Segundo relatos de seus biográficos, a inadvertida queda ao chão de uma maçã foi o bastante para fazer o estudioso questionar sobre o porquê do fruto despencar verticalmente da árvore. 
Para especialista em atendimento e gestão empresarial, Fernanda Fleury, o “ócio criativo não é perda de tempo”. Pelo contrário: é uma situação de calmaria e equilíbrio emocional necessária para oxigenar nosso pensamento e viabilizar novas ideias e criações, como aconteceu com o grande cientista da física. Portanto, é um momento fundamental, por exemplo, para empreendedores, que dependem da criatividade para pensar em produtos e serviços ainda inexistentes no mercado. “Nesse sentido, a inspiração faz toda a diferença. E ela pode vir a qualquer momento, num insight que a pessoa tem baseado numa experiência prazerosa que ela viveu, como por exemplo, ao se assistir um filme”, explica . 
Segundo Fernanda, a arte, em especial o cinema, é um grande vetor da criatividade e de insights nas pessoas. Ela revela que entre seus clientes, sejam eles micro, pequenos e grandes empresários, não é raro ter-se histórias de soluções ou até mesmo surgimento de novos negócios que nasceram da inspiração das por filmes e seus personagens. Ela já se deparou com vários casos de empreendedores que se inspiraram com histórias narradas em filmes biográficos e fictícios do sucesso alcançado por grandes empresários. 
Para estimular esses insights durante os momentos de ócio, Fernanda Fleury traz uma lista de 5 filmes que trazem justamente histórias e situações que são inspiradoras para empreendedores e profissionais de qualquer área. “O cinema sempre traz biografias ou relatos inspiradores que tocam as pessoas  justamente nesse momento de ócio criativo, e podem nos fazer enxergar espontaneamente a alternativa que precisamos para resolver um problema dentro da empresa, para motivar sua equipe ou até mesmo para se criar um novo produto”, pontua a especialista.

Descanse e inspire-se 
Fome de poder - A produção conta a história do vendedor Ray Kroc (Michael Keaton). Após adquirir uma participação na lanchonete dos irmãos Richard e Maurice McDonald, Ray leva a marca a uma ascensão mundial, estabelecendo esse verdadeiro império alimentício.
Um senhor estagiário - Aos 70 anos e viúvo, Ben Whittaker (Robert De Niro) busca uma chance no mercado de trabalho para se reinventar. Ele encontra a oportunidade num novo site de vendas de roupas, onde deverá superar, como estagiário, o inevitável choque de gerações.
Estrelas além do tempo - O ano é 1961. No cenário de plena Guerra Fria, as funcionárias da NASA Katherine Johnson e Dorothy Vaughn, que são negras, lutam contra o preconceito para provar sua capacidade e alçar voos mais altos na hierarquia da agência especial americana.
O homem que mudou o jogo - Brad Pitt interpreta Billy Beane, gerente da equipe de baseball Oakland Athletics. Com ajuda de Peter Brand, ele dribla a escassez de dinheiro do clube e cria um programa de estatísticas que acabou levando o time ao auge no esporte, nos anos de 1980.
À procura da felicidade - O épico filme estrelado por Will Smith retrata a história de superação de Chris Gardner, um pai de família que perdeu praticamente tudo, até o casamento, num momento de dificuldade financeira. Despejado e sem a esposa, ele se desdobra para cuidar sozinho do filho Christopher, de 5 anos, que chega a dormir com o pai em abrigos e estações de metrô, na esperança de que Chris, que é vendedor, consiga um emprego melhor para recolocar a vida nos eixos e recuperar a dignidade da família.

Como atrair e reter a geração Z?



Eles também não costumam gostar de hierarquias

*Mylena Cuenca
O mercado de trabalho está começando a receber uma nova geração de profissionais, a chamada geração Z, que são os nascidos entre 1995 e 2010. Os nativos digitais, como são chamados, são reconhecidos pela facilidade com a tecnologia, a busca por propósito, crescimento acelerado e dinâmico.
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, jovens entre 18 e 24 anos representam 15% da população maior de idade no país. E as empresas começam a se preparar para receber esses novos funcionários, que se diferenciam pela alta capacidade inovadora e tecnológica, uma necessidade cada vez mais demandada pelas empresas que passam pela transformação digital.
Um estudo feito pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e SEBRAE, revela que 42% desses jovens buscam trabalhar com o que gostam. Para eles, o propósito é fundamental. Empresas que não tem um propósito bem definido, tendem a ser menos atrativas para esse público.  
Eles precisam entender porque estão naquela companhia e, melhor ainda, saber se estão fazendo alguma diferença no mundo ou na vida de alguém. Para eles, é inaceitável ser apenas mais um. Querem fazer parte de algo maior, significativo. Inclusive, iniciativas sociais costumam agradar, já que eles gostam de vestir a camisa da empresa e lutar pelo que acreditam.
Além disso, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é fundamental, mesmo que não exista uma divisão clara. Bater cartão de ponto é algo que simplesmente não faz sentido. Eles gostam de ter autonomia e flexibilidade para arquitetar ideias e implantá-las. Empresas que oferecem benefícios como home-office se tornam mais desejadas. Um ambiente aberto, dinâmico, onde o relacionamento e a comunicação com outros colegas profissionais seja mais fácil, e não exista um lugar fixo para trabalhar, também proporciona espaços para que esses jovens falem tanto de aspectos pessoais quanto profissionais em um mesmo ambiente.
O salário é importante para 31% deles, de acordo com a pesquisa. Eles até querem uma boa remuneração, mas sem abrir mão do propósito, da autonomia e de um bom plano de carreira. A geração Z quer velocidade tanto na carreira quanto nas tomadas de decisões. Aprendem muito rápido e, na visão deles, em pouco tempo já estão preparados para uma nova posição dentro da companhia.
Como são imediatistas, se não conseguem o que querem, tendem a buscar outras oportunidades, numa postura tão dinâmica e desprendida que chega a chocar as gerações anteriores, acostumadas a passarem vários anos em uma mesma empresa, construindo uma carreira mais sólida.
Eles também não costumam gostar de hierarquias. Para esses jovens, diretores e presidentes são pessoas comuns e não devem ser tratadas de um jeito diferente. Da mesma forma, tem que tomar mais cuidado com os feedbacks negativos, pois dependendo da situação, podem interpretar de forma errada, desmotivando-os dentro das suas funções. A geração Z tende a achar que estão sempre certos. Os mais velhos é que não entendem suas formas de pensar porque já estão ficando para trás. Eles entendem ser inovadores, tecnológicos e pensam lá na frente.
Cabe destacar que esse é um ponto que merece muita atenção das empresas, visto que pela primeira vez na história, temos tantas gerações trabalhando simultaneamente. É imprescindível entender as características, necessidades e anseios de cada uma, buscando alcançar os objetivos comuns da empresa. É preciso haver respeito mútuo.
Para atrair e reter esses novos profissionais, as empresas precisam buscar formas de motivá-los o tempo todo. Eles gostam de receber estímulos, em especial aqueles que valorizam a diversidade e as causas sociais. Espaços abertos, com relações flexíveis, respeito e inclusão são os mais procurados por esses jovens que tem muito a contribuir nesses novos contextos de mundo e de mercado. Projetos inovadores dependem da ousadia e desprendimento da geração Z.
*Mylena Cuenca é administradora de empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e headhunter na Trend Recruitment, consultoria boutique de recrutamento e seleção para marketing e vendas.

Fidi oferece mais de 400 mamografias gratuitas em comemoração ao Outubro Rosa em São Paulo




Fundação realiza ações no Cenesp (SP) para conscientização sobre prevenção ao câncer de mama

Redação/Hourpress
A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável por gerir sistemas de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde, oferece mais de 400 exames de mamografia gratuitos, em parceria com a ONG Américas Amigas. Os exames serão realizados de 21 a 26 de outubro, no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp). A ação faz parte da campanha Outubro Rosa, com o objetivo principal de alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
Para participar, as mulheres precisam ter pelo menos 40 anos, se cadastrar previamente no site www.americasamigas.org.br a partir de 16 de outubro, e comparecer no dia e horário agendados, com RG e carteirinha do Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado do exame será disponibilizado na mesma data. Em caso de necessidade indicada pelo médico de plantão, serão oferecidos exames complementares como ultrassonografia de mamas e encaminhamento para biópsia. A paciente que tiver diagnóstico positivo para câncer receberá encaminhamento médico e agendamento para atendimento em unidade da rede pública de São Paulo.
Para Cristiane Claro, coordenadora de relacionamentos institucionais da FIDI, a campanha tem o intuito de conscientizar as pacientes quanto à importância da prevenção ao câncer de mama. “O Outubro Rosa é mais um mês de alerta à doença, em que temos a oportunidade de mobilizar, articular, capacitar e dialogar sobre um assunto tão sério. Isso nos ajudará a levar a mensagem da importância do diagnóstico precoce ainda mais longe”, observa.
Além disso, a Fidi também distribuirá folders com informações, mitos e verdades sobre a mamografia em suas 85 unidades de São Paulo e Goiás.
Câncer de MamaO câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos casos novos a cada ano no mundo. No Brasil, esse percentual é de 29%. 
Para 2018, eram esperados mais de 59 mil novos casos da doença no País. Ainda segundo o Instituto, o câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. 
A Dra. Vivian Milani, radiologista da FIDI, explica que mesmo com frequentes campanhas de conscientização ainda existem muitas dúvidas sobre o tema. “O combate à doença começa com a informação. Ainda é muito comum as mulheres desconhecerem o fator genético, a realização dos exames periódicos a partir dos 40 anos de idade e a importância do autoexame, por exemplo”, reforça.
Corrida e caminhada em prol do Outubro Rosa
O Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp) está com inscrições abertas para a 2ª Corrida e Caminhada em prol do Outubro Rosa. A corrida será em 26 de outubro, às 18h30, no próprio complexo empresarial e a FIDI é um dos principais patrocinadores do evento.
A corrida será disputada nas categorias individuais masculino feminino, com percurso de 4 km e 8 km. A caminhada será de 4 km. A inscrição do kit básico, a partir de R$ 79,99, inclui camiseta especial em tecido tecnológico, que fornece proteção aos raios solares e hidratação da pele, sacochila, lenço para cabelo, chip, número de peito e medalha finisher.  Já o kit premium, por R$ 109,99, inclui, além destes itens, uma toalha e uma ecobag. Há, também, um kit kids por R$ 59,90.
Mais informações sobre as inscrições e retiradas de kit podem ser obtidas em: www.cenesprun.com.br.
Serviço: Mamografias no Cenesp
Data: 21 a 26 de Outubro
Inscrições: www.americasamigas.org.br a partir de 16 de outubro (atendimentos serão realizados apenas com agendamento pelo site)
Horário dos exames: das 8h às 18h.
Local: Cenesp - Av. Maria Coelho Aguiar, 215 - Jardim São Luís, São Paulo – SP
Documentação necessária para a realização do exame: RG e Cartão do SUS
Sobre a FIDIA Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) existe há mais de 30 anos e é responsável por gerir sistemas de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde. Fundada em 1985 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a FIDI nasceu com o objetivo de prestar assistência à população, além de contribuir para o aprimoramento de médicos radiologistas por meio de programas de educação continuada, bolsas de estudo e cursos de especialização.
Com 2.500 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos, a FIDI realiza anualmente 5 milhões de exames entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raio-X e densitometria óssea. Desde 2006, a FIDI deixou de ser Instituto e passou a ser denominada Fundação. Em 2009 ganhou status de Organização Social, expandido sua atuação e hoje está presente em 85 unidades de saúde nos estados de São Paulo e Goiás, além de ter participado da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. As unidades Goiás e SEDI III receberam o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW) em 2018 e 2019. Neste ano, a unidade de São Caetano do Sul elencou o guia “Melhores Empresas para Trabalhar GPTW – Saúde 2019”.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Aumento de problemas respiratórios em crianças nas áreas de queimadas da Amazônia acarreta forte impacto para o SUS


Coordenado pela Fiocruz, estudo mapeou o impacto das queimadas para a saúde infantil e concluiu que, nas áreas mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou

Luís Alberto Alves/Hourpress
A Fiocruz, em estudo coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), mapeou o impacto das queimadas para a saúde infantil na região amazônica.  A pesquisa concluiu que, nas áreas mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou. Foram cerca de 2,5 mil internações a mais, por mês, em maio e junho de 2019, em aproximadamente 100 municípios da Amazônia Legal, em especial nos estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso — o que acarretou custo excedente de R$ 1,5 milhão ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com pesquisas, viver em uma cidade próxima aos focos de incêndio aumenta em 36% o risco de se internar por problemas respiratórios.
O levantamento aponta ainda que em cinco dos nove estados da região houve aumento na morte de crianças hospitalizadas por problemas respiratórios. É o caso de Rondônia. Entre janeiro e julho de 2018, foram cerca de 287 mortes a cada 100 mil crianças com menos de 10 anos. No mesmo período, em 2019, esse número subiu para 393. Em Roraima, 1.427 crianças a cada 100 mil morreram internadas por problemas respiratórios, no primeiro semestre de 2018. No mesmo período de 2019, foram 2.398.
As informações integram um informe técnico do Observatório de Clima e Saúde, projeto coordenado pelo Icict/Fiocruz. Esse estudo contou também com cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O objetivo do trabalho é alertar gestores e profissionais do SUS, de modo a se programarem para o atendimento à saúde das populações mais vulneráveis. Além disso, o levantamento apontou para a importância de reforçar a atenção básica e a busca ativa de casos em locais de maior concentração de queimadas e maiores níveis de poluição atmosférica, já que alguns grupos populacionais podem não ter acesso a hospitais.
Internações quintuplicaram
Os dados chamam atenção para as cidades de Santo Antônio do Tauá, Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d'Oeste, em Rondônia; e Comodoro, no Mato Grosso, onde o número de internações foi mais de cinco vezes maior do que o esperado. Mas o chamado “material particulado” — resíduo tóxico gerado por queima — pode também alcançar grandes cidades situadas a centenas de quilômetros dos focos de queimadas, devido ao transporte de poluentes pelos ventos.
Desde sua fundação, em 2010, o Observatório de Clima e Saúde vem acompanhando a evolução das queimadas e seus efeitos sobre a saúde das populações na Amazônia e no Cerrado. É a primeira vez que um estudo reúne, quase que em tempo real, informações tão abrangentes sobre a correlação entre as queimadas e seus efeitos para a saúde na região da Amazônia Legal.
Os pesquisadores reuniram dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), do DataSUS, entre os meses de maio e junho — último período disponível —, e aplicaram sobre eles uma técnica de “varredura espacial” chamada Satscan, de modo a detectar conjuntos de municípios que possuem taxas de internação por doenças respiratórias acima do valor esperado. Foram usados também dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e dos sistemas BDQueimadas e Prodes Desmatamento, ambos produzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados obtidos, porém, são preliminares, uma vez que nem todas as internações do período estudado já estão cadastradas no sistema. Por isso, é possível que os índices sejam ainda mais graves.
As imagens obtidas por satélite e usadas no estudo mostram ainda como focos de fogo se encontram nas bordas de terras indígenas, que ainda parecem desempenhar um papel de proteção contra as queimadas e o desmatamento. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que as populações indígenas também devem estar sendo afetadas pela poluição do ar — no entanto, ainda não é possível avaliar a incidência de doenças nessas áreas.
Crianças mais suscetíveis
O Observatório levou em consideração que as queimadas acontecem no que é chamado de Arco do Desmatamento, que compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, parte do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, em geral de maio a outubro. Durante o período de seca na região — que coincide com a diminuição das chuvas regionais, a queda dos índices de umidade e o período de queimadas — já é registrado, normalmente, um aumento no número de casos de afecções respiratórias, por conta do aumento da emissão de poluentes e a concentração de gases tóxicos na atmosfera, comprometendo a saúde da população. A situação, porém, se agravou muito com as queimadas recentes.
Nas cidades analisadas houve um total de 5.091 internações por mês, quando o valor esperado seria de 2.589. Estes resultados sugerem um excesso de 2,5 mil internações de crianças nos municípios mais impactados pelas queimadas.
Considerando o perfil médio das internações de crianças por problemas respiratórios no SUS, estas internações teriam gerado um custo excedente de R$ 1,5 milhão e 9.750 leitos-dia de ocupação nos hospitais públicos e conveniados com o SUS.
A queima de madeira pode gerar uma grande diversidade de gases e aerossóis, vários destes prejudiciais à saúde, principalmente pelo seu pequeno diâmetro e capacidade de penetrar no aparelho respiratório inferior. “Crianças são mais sensíveis a fatores externos, como a poluição”, explica o pesquisador Christovam Barcellos, do Icict/Fiocruz. “Seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e o aparelho respiratório, em formação. São mais suscetíveis a alergias”. Além disso, crianças passam mais tempo ao ar livre do que os adultos e, assim, inalam mais poluentes. Durante exercício físico, a deposição de partículas no pulmão aumenta cinco vezes, afirma Sandra Hacon, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública, também da Fiocruz.
Parte do problema
Barcellos alerta que o estudo usou as internações em crianças como indicadores de risco. Porém, adultos — e principalmente aqueles com doenças crônicas e idosos — podem ser afetados pela poluição das queimadas. “Por usarmos somente as internações pagas pelo SUS, isto é, sem considerar os dados do sistema privado de saúde, avaliamos apenas uma parte do problema. Além disso, muitas crianças podem não ter conseguido chegar aos hospitais. Na região amazônica as distâncias são enormes. Muitas pessoas podem ter tido episódios de bronquite e asma, entre outros, sem atenção médica”, completa o pesquisador.
“As queimadas na Amazônia representam um grande risco à saúde da população”, assegura o texto do informe técnico. “Os poluentes emitidos por estas queimadas podem ser transportados a grande distância, alcançando cidades distantes dos focos de queimadas. Dentre os poluentes, encontram-se o material particulado fino (PM2.5), CO (monóxido de carbono), NO2 (dióxido de nitrogênio) e compostos orgânicos voláteis (VOCs) que podem causar o agravamento de quadros de cardiopatia, inflamação das vias aéreas, inflamação sistêmica e neuroinflamação, disfunção endotelial, coagulação, aterosclerose, alteração do sistema nervoso autônomo, e danos ao DNA, com potencial carcinogênico.”
As mortes e internações hospitalares são os aspectos mais graves e evidentes dos problemas de saúde causados pelas queimadas, mas não os únicos: “Outros eventos adversos de saúde, como atendimentos de emergência e limitações funcionais do sistema respiratório são fenômenos mais frequentes, mas de difícil detecção pelos sistemas de informação de saúde”, alerta o estudo. 

O mercado reage negativamente a desidratação de última hora da reforma da Previdência e ao conturbado cenário externo



O cenário externo deve influenciar também

Redação/Hourpress
“Hoje o mercado reage negativamente a desidratação de última hora da reforma da Previdência e ao conturbado cenário externo. O recado dado para o Governo é de atenção para que a articulação política não se limite ao que foi prometido anteriormente. É necessário cumprir as promessas. O mercado, desta forma, reage negativamente, pois é uma sinalização de que a articulação política ainda tem algumas rusgas.
 No início do Governo, esse era um dos temores do mercado, que foi se minimizando ao longo do tempo, mas esse é um fato que reacende esse temor. É um fenômeno negativo, que o mercado irá ponderar sem dúvida alguma. O cenário externo deve influenciar também e, lá fora, tivemos um dado de atividade econômica nos Estados Unidos ruim. É dado pontualmente industrial, que, somado a outros dados nesse sentido, reaviva a discussão sobre uma possível recessão global, que é um outro fenômeno que deve pressionar o mercado.”, analisa Rafael Cardoso, economista chefe da Daycoval Asset Management.

Sogesp debate lesões da vulva





Ideia orientar e promover a reciclagem de conhecimento aos profissionais da área  


Redação/Hourpress
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As doenças da vulva são casos frequentes nos consultórios dos ginecologistas. Entretanto, dificuldades e dúvidas surgem no caminho em relação a maneira de lidar com cada caso.
Com empenho e responsabilidade social, a Regional ABC SOGESP promove o Curso de Educação Continuada com a temática “Dermatoses Vulvares”. Marcado para 7 de outubro, o evento busca abordar as principais lesões da vulva.  

A aula será ministrada por Jefferson Alfredo de Barros, dermatologista e professor assistente da Faculdade de Medicina do ABC. Após a palestrará, haverá abertura para debate e esclarecimento de dúvidas.  

Elizabeth Jehá Nasser, presidente da Regional, ressalta a importância do curso para os profissionais da área “Os casos aparecem muitas vezes em nossos consultórios e podem levar a alguma dificuldade tanto no diagnóstico como na conduta mais adequada”.  

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Doenças do coração são as que mais matam no Brasil e no mundo


30% das mortes no Brasil em 2018 foram por doenças cardíacas e tendência é de aumento

Luís Alberto Alves/Hourpress
A data de 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração, data de conscientização para cuidados com a saúde do sistema cardiovascular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), morrem em torno de 17 milhões de pessoas por ano, vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, a média anual já chegou a 380 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos.
Com exceção de fatores genéticos que exigem cuidados especiais, cerca de 80% das doenças cardíacas podem ser evitadas apenas com atitudes saudáveis, como não fumar, evitar álcool, praticar atividades físicas e manter dieta adequada.
“Quase metade da população brasileira passa por problemas de desequilíbrio no sistema cardiovascular. Em boa parte, devido à alimentação, à falta de atividades físicas e maus hábitos no cotidiano, levando a complicações com o tempo”, afirma o cardiologista Pedro Rubens, coordenador dos setores de de cardiologia e clínica geral do HSANP.
O diagnóstico precoce possibilita maiores chances de tratamento e deve ser incentivado. Exames de rotina são essenciais para detectar alterações significativas, ou silenciosas na saúde.
Problemas cardíacos não afetam apenas idosos. No Brasil, 11% das mortes ocorrem em pessoas dos 30 aos 46 anos. Além de cigarro e álcool, costumam ser fatores agravantes o estresse elevado, consumo de muitos alimentos gordurosos e carboidratos, excesso de peso, sedentarismo e colesterol alterado.
Sobre o HSANP
Investimento de um grupo de médicos e gestores especializados na área de saúde com mais de 20 anos de experiência, o HSANP é referência na Zona Norte da Grande São Paulo. Seu objetivo é servir à população, com atendimento qualificado, alta tecnologia e corpo clínico especializado.

30% das mortes no Brasil em 2018 foram por doenças cardíacas e tendência é de aumento
29 de setembro é o Dia Mundial do Coração, data de conscientização para cuidados com a saúde do sistema cardiovascular. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), morrem em torno de 17 milhões de pessoas por ano, vítimas de doenças cardiovasculares. No Brasil, a média anual já chegou a 380 mil, o que corresponde a uma vida perdida a cada 40 segundos.
Com exceção de fatores genéticos que exigem cuidados especiais, cerca de 80% das doenças cardíacas podem ser evitadas apenas com atitudes saudáveis, como não fumar, evitar álcool, praticar atividades físicas e manter dieta adequada.
“Quase metade da população brasileira passa por problemas de desequilíbrio no sistema cardiovascular. Em boa parte, devido à alimentação, à falta de atividades físicas e maus hábitos no cotidiano, levando a complicações com o tempo”, afirma o cardiologista Pedro Rubens, coordenador dos setores de de cardiologia e clínica geral do HSANP.
O diagnóstico precoce possibilita maiores chances de tratamento e deve ser incentivado. Exames de rotina são essenciais para detectar alterações significativas, ou silenciosas na saúde.
Problemas cardíacos não afetam apenas idosos. No Brasil, 11% das mortes ocorrem em pessoas dos 30 aos 46 anos. Além de cigarro e álcool, costumam ser fatores agravantes o estresse elevado, consumo de muitos alimentos gordurosos e carboidratos, excesso de peso, sedentarismo e colesterol alterado.
Sobre o HSANP
Investimento de um grupo de médicos e gestores especializados na área de saúde com mais de 20 anos de experiência, o HSANP é referência na Zona Norte da Grande São Paulo. Seu objetivo é servir à população, com atendimento qualificado, alta tecnologia e corpo clínico especializado.